segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Carta de Rafinha Bastos à Luciano Hulk - a questão do álcool, entre outras coisas...

A carta.

"Luciano, você bebeu antes de dirigir. Fez merda. Mas não se preocupe: Para a maioria do país, comunicador FDP não é aquele coloca a vida dos outros em risco, é aquele que fala o que pensa. Fique tranquilo.
No fundo você está pensando: "Só bebi um pouquinho e estava a 20 Km/h. Essa lei é muito radical no Brasil e com a dose que bebi, eu não seria sequer multado em nenhum outro país".
Não é isso que está na sua cabeça? Eu sei que é. Eu conheço cabeça de playboy inconsequente.
Mas é claro que você não vai dizer nada disso. Sabe porque? Porque dizer o que pensa é mais arriscado do que dirigir alcoolizado. Você nunca falou nada que desagradasse o seu público, não é em um momento de crise que você irá fazer isso, tô certo?
Você não vai jogar fora toda uma credibilidade construída durante anos de assistencialismo barato na TV, não é?
Para se sair bem desta, segue a minha dica: Fala que não agiu certo. Isso. Veste aquela máscara de celebridade arrependida e vai pra TV fazer de conta que você se importa com o assunto.
Melhor ainda faz campanha contra a combinação direção + álcool. Perfeito! Nossa, vai pegar super bem! O povo vai te amar ainda mais.
Genial.
Bem... nem sei porque estou aqui dando dicas. Você sabe muito bem o que fazer, afinal, teatrinho falso na TV é a tua especialidade.
Tenho certeza que tudo vai acabar bem.
E da próxima vez, se não for atrapalhar muito a sua vida, tenta não colocar a vida dos outros em risco. Pega um táxi, seu bosta."
Fonte: http://f5.folha.uol.com.br/celebridades/1195074-rafinha-bastos-chama-luciano-huck-de-playboy-inconsequente.shtml

sábado, 1 de dezembro de 2012

INIQUIDADE SALARIAL - a Raiz de quase tudo

Alguém poderia me explicar o que significa as expressões: "LEGAL E MORAL" e "JUSTO E MORAL", na matéria abaixo???


Movimento protesta contra aumento de salário de vereadores e sugere uso de verba na saúde
Eduardo Coutinho e Wendell Reis
A representante do “Movimento Voluntário” criado na rede social Facebook, Patrícia Arruda Fonseca, fez pronunciamento contra a proposta de reajuste salarial dos vereadores de Campo Grande, durante a sessão da Câmara Municipal, e causou tumulto.  
A Guarda Municipal precisou ser chamada para conter os ânimos depois que os vereadores reforçaram que devem aprovar o aumento. O vereador Athayde Nery (PPS) foi um dos poucos que se manifestou e defendeu que o aumento é LEGAL E MORAL. “Os vereadores estão aqui para representar o povo”, disse.
Durante a discussão Athayde ficou irritado com a insistência e cobranças dos manifestantes e alfinetou Patrícia, filha do ex-vereador e prefeito de Campo Grande, Juvêncio Cesar da Fonseca. “Ela (Patrícia) é filha do Juvêncio que trabalha na Governadoria e tem salário altíssimo, será que esse cargo não seria fantasma?”, provocou.
Para Patrícia, o reajuste representaria aumento de R$ 9 milhões em quatro anos dos gastos com a Casa de Leis, dinheiro suficiente para contratar mais profissionais da saúde, educação e segurança pública. “Vereador não deve receber salário e sim uma ajuda de custo. Com este dinheiro poderíamos contratar 120 professores, 240 atendentes de postos de saúde e 200 guardas municipais. O vereador deve representar a voz do povo e não apenas o voto que recebeu”, discursou Patrícia.
Outra reivindicação do “Movimento Voluntário” é que a proposta deveria ter sido votada antes das eleições e não agora, com os vereadores eleitos. Por esse motivo, o movimento colhe assinatura para abaixo-assinado que será apresentado aos vereadores no dia da votação. Com o reajuste o salário dos vereadores passaria de R$ 9 mil para R$ 15 mil. As assinaturas são colhidas pelo Facebook e no cruzamento da avenida Afonso Pena com a rua Quatorze de Julho.
A proposta de reajuste de 66% do salário dos vereadores deve ser votada até o fim do mês, de acordo com o presidente da Câmara Paulo Siufi (PMDB). Porém, a data da votação ainda não foi definida. Siufi assegurou que a sociedade será informada. “A votação tem que ser ainda este ano. É direito se manifestar, pois a Câmara é a casa do povo. Mas acredito que o aumento é JUSTO E MORAL”, afirmou Siufi.
O presidente da Câmara só vota em caso de empate, mas já adianta que é favorável ao aumento. “Quem é contra e acha que é ilegal que se candidate a vereador e vote contra o aumento”, comentou Siufi.
Os vereadores votarão ainda este ano pela aprovação do teto máximo permitido pela Constituição Federal, que é de 75% do salário de um deputado estadual. Atualmente, os deputados estaduais recebem mensalmente R$ 20 mil. No mesmo período o reajuste do trabalhador comum deve ser de 7% em 2013, quando o salário mínimo deve sair de R$ 622 para 667,75.

http://www.midiamax.com.br/noticias/827065-movimento+protesta+contra+aumento+salario+vereadores+sugere+uso+verba+saude.html

PLACAR DA CORRUPÇÃO


Vendo recentemente as notícias que nos chegam do mais recente escândalo de corrupção do nosso país, tive uma ideia de fazer uma coisa.

E fico pensando quanto é grave esse problema. E fico pensando quanto de corrupção não deve existir por aí, uma vez que em âmbito nacional ocorrem escândalos “um atrás do outro”. Mal passa um escândalo, já acontece outro. Isso falando naqueles que afloram, é claro. E infelizmente constato: se em Brasília é assim, quiçá nos estados e municípios.... São rios de nosso dinheirinho suado, indo para os bolsos de alguns políticos, empresários e pessoas sem coração. Financiando suas mansões, iates, vinhos, charutos, viagens, carrões, mulheres, carrões....

Há quem diga que é um problema histórico. Há quem diga que até existe um gostinho nas pessoas como nós, cidadãos comuns, em verem a corrupção, com uma pontada de admiração (aceitação?). Admiração pelo esperto, pelo malandro, pelo bandido. Enfim, é complicado, mas também pode ser simples. O que é meu é meu, e o que é seu, é seu (é uma das primeiras coisas que meu filho aprendeu...)

Aqui na minha cidade rola o: PLACAR DA VIDA. Que é um placar onde se marcam os dias sem vítimas fatais no trânsito. Assim, pensando, proponho para quem tiver interessado em me ajudar a construir o: PLACAR DA CORRUPÇÃO, com algumas alterações simples, mediante o cenário. Fiz um esboço. Abaixo.  

 

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Como Pactuar o Cuidado? O papel do papel...


Hoje tive uma experiência estressante. Uma pessoa que trabalha comigo, mediante uma explicação minha, disse que senão havia nada no papel, não valeria de nada, aquilo que eu havia dito e/ou feito. Eu havia dito que já havia realizado um atendimento a uma referida pessoa, eu e outra colega, juntos, na consulta compartilhada. Essa colega é da própria unidade, e eu sou uma espécie de apoiador dessa unidade de saúde.

Uma vez li um artigo, que me lembre, relatava um trabalho de umas psicólogas em um hospital. Onde um ponto do trabalho que ressaltavam, era exatamente esse trabalho “informal”. Esse trabalho de conversa no corredor, de maneira quase que “indireta”.
Uma vez eu ouvi um grande professor falar sobre a “imaterialidade” do trabalho que um profissional de saúde faz. E de sua significância, e de como existe essa tensão para materializá-lo (esse trabalho).

Então, como demonstrar esse trabalho? Por meio de um papel?
Acho que é até importante para os nossos “superiores”, e para nos “resguardar”, a questão do papel. Mas ele nunca pode ter penso eu, essa característica de intimidação, ou até de proporcionar essa sensação “vazia” de “dever cumprido”. Intimidação no sentido de apontar: você não fez isso, ou mesmo, você não anotou aquilo. É sempre muito complicado quando uma equipe de saúde como a nossa, começa a trabalhar com papéis Uma vez que a nossa equipe tem que se agregar a uma outra equipe, que também trabalha com papéis. Vira um “bolo de papéis”.
Claro que os papéis de alguma maneira, pactuam também responsabilidade. Porém, penso que nunca deve ser para prejudicar ninguém, no sentido de materializar uma “prova” do que está sendo ou não sendo realizado. Mas esse papel deve ter sim, um papel para que nos orientemos por meio deles, que sirvam eles, como um “apoio” a memória por exemplo. Para que ele venha nos lembrar do que já foi ou não realizado. E não seja utilizado como uma espécie de “arma” contra o outro.

Acho que o papel retira muito algumas coisas que para mim são preciosas: como o pensar, a espontaneidade, a construção da própria consciência de cuidado, de co-responsabilização.

O papel burocratiza as relações, tornando-as alienantes.

Como é que eu vou relatar as conversas (ações/intervenções) que eu tenho com os colegas, no itinerário das visitas domiciliares que realizo? Não existem campo nos papéis para o preenchimento dessas práticas.
E uma última coisa, é que eu acho que esses papéis deveriam é ficar sempre com a unidade de saúde local, e não na nossa, de apoio. Acho que nós deveríamos recusar esses papéis. Mas eles nos foram impostos, e estão também conosco.

Para mim esse negócio de papéis nasce da insegurança, do medo.
Lembrei-me de quando eu entrei aqui na rede de saúde, e trabalhava em outra unidade, de maneira muito mais “fixa”. Eram tantos papéis, que ao invés de trabalhar em uma unidade de saúde, tinha a sensação de estar era trabalhando em um banco. Era ficha de acolhimento, de anamnese, de relatório do dia, de escrever no sistema, de anotações, folha de ponto, entre outros... Além de ser muito chato tudo isso.

 

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Aluna vira alvo ao expor escola em rede social


(Reprodução da notícia, onde uma corajosa menina narradora, expõe aspectos da realidade educacional brasileira. Parabéns Isadora!!! Nota 1000)

Porta sem maçaneta, fios desencapados, carteiras quebradas e ventiladores que dão choque. Isadora Faber,...
 
Porta sem maçaneta, fios desencapados, carteiras quebradas e ventiladores que dão choque. Isadora Faber, de 13 anos, não imaginava que a ideia de postar as fotos de sua escola na internet causaria tamanha repercussão.

"Eu sempre reclamei, mas nunca adiantou. Pensei que publicar poderia fazer com que a prefeitura se sensibilizasse. Mas não tinha noção do que estava por vir", diz a aluna da 7.ª série, de voz tímida e dedos muito afiados.

Em pouco mais de um mês, a página Diário de Classe, que Isadora criou no Facebook, recebeu até ontem quase 30 mil "curtir" e cada uma das publicações tem dezenas de comentários elogiosos à guria que não teve medo de mostrar a situação da Escola Básica Municipal Maria Tomázia Coelho, em Florianópolis.

Mas o apoio é de desconhecidos. Dentro da escola onde ela estuda há mais de sete anos, desde o início do ensino fundamental, a iniciativa tem sido duramente criticada. Muitos amigos se afastaram e os professores consideram um absurdo. Talvez por eles também serem vítimas.

Ao lado da foto do vidro quebrado da fachada do prédio, está o vídeo que mostra a desordem na aula de matemática. Também há comentários sobre o fraco desempenho dos professores auxiliares. "Quando temos aulas com auxiliares, elas dão um texto e uma pergunta e é sempre isso, acho que o tempo poderia ser melhor aproveitado", publicou.

Com mensagens tão diretas, não dava para esperar que os professores apenas ignorassem a página. A reação já começou. Num comentário, uma das professoras perguntou onde estava a menina meiga que visitava muito a biblioteca e pediu que aluna deixasse de trilhar caminhos obscuros ou teria um futuro triste.

Numa publicação de sexta-feira passada, Isadora conta que a professora de português decidiu falar sobre política e internet e ensinou que "ninguém podia falar da vida dos professores". Ontem, segundo Isadora, a professora pediu desculpas depois que seu pai procurou a direção da escola. Mas não dá para esperar que as coisas se acalmem. Quem mexe com todo mundo tem de aguentar as consequências, teria sinalizado a diretora da escola, depois que a menina não cedeu aos apelos de tirar a página do ar.

Retaguarda

Apoio em casa não tem faltado. "Ela levantou uma bandeira muito forte, a da educação, e isso nunca pode ser podado", diz a mãe, Mel Faber.

Assim que a página foi criada, Mel foi convocada à escola e avisada: era melhor tirar essa ideia da cabeça da menina antes que ela começasse a sofrer ameaças ou até fosse presa. "Fui taxativa no meu não. Minha filha quer é o que é dela por direito."

Agora, com a fama repentina, o apoio vem mesclado a conselhos: "Eu digo que, agora que ela se tornou uma pessoa pública, tudo o que escreve é uma responsabilidade para a vida toda", conta a mãe.

Isadora sabe disso e diz que a repercussão não a fez abrir mão de sua principal meta: "Mostrar a verdade sobre as escolas públicas". Tanto que já abriu sua página a participações externas: alunos de outras instituições estão convidados a enviar fotos dos problemas de infraestrutura.

Na escola de Isadora, apesar da polêmica, as coisas melhoraram: algumas fechaduras e uma porta foram trocadas e os fios que davam choque foram consertados.

A assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Educação de Florianópolis disse que dará seu posicionamento apenas após uma reunião agendada para hoje com a secretária de Educação e a diretora da escola. O objetivo é checar o que procede e o que não procede nas postagens.

Atualizado: 28/08/2012 03:02 | Por OCIMARA BALMANT, estadao.com.br
Fonte: http://estadao.br.msn.com/ciencia/aluna-vira-alvo-ao-expor-escola-em-rede-social

PSICOLOGIA: 50 anos de profissão...ou 50 anos de procissão?


 
 
(Esse e-mail foi enviado ontem por mim, a um grande professor. Ele proferiu uma palestra, mas não tive oportunidade de fazer dois quetionamentos, pois não ocorreu aquele momento de perguntas e respostas no final. Assim, enviei por e-mail. O professor prontamente respondeu. Fiquei muito feliz por sua atenção. E minha mãe também.)


Caro Professor,

Assisti hoje atentamente a sua palestra-magna, em comemoração aos 50 anos de Profissão da Psicologia. Infelizmente ao meu ver foi muito rápida. E me surgiram dois questionamentos. Porém, não foi aberto o espaço para as perguntas no final de sua fala. Momentos esses, únicos, pois é o espaço que geralmente sobre para um profissional psicólogo, e que está constantemente tentando realizar um trabalho digno, com muitos questionamentos. Assim, tomei a liberdade de fazê-los por e-mail.
Antes de qualquer coisa, quero dizer que para mim foi uma feliz coincidência ver o senhor, como palestrante. É que há tempos atrás, minha mãe assistiu a uma palestra sua, proferida em Ponta Porã, sobre, eu acho, a qualidade de vida na aposentadoria. Ela me falou sobre o senhor muito encantada. Disse que foi até cumprimentá-lo, dizendo que tinha um filho psicólogo e coisa e tal... Coisa de mãe... Fiquei muito curioso.
Também, disse que o senhor era de Campo Grande, e que pesquisava sobre a temática do trabalho, sendo professor da UNB. Eu atuo especificamente na área da saúde aqui, mas a área que mais me identifiquei até hoje foi a do trabalho. Na minha concepção, não existe relação com maior franqueza no campo profissional, que a de dois trabalhadores. Reparo e tento aprender com os pesquisadores dessa área, como seu colega Wanderley Codo, o Dejours, Fadel, e outros da Psicologia do Trabalho, e vejo muita sinceridade não apenas em seus escritos, mas principalmente numa certa postura. E agora conheci o senhor. E quero aprender bastante com o seu livro.
Enfim, os meus questionamentos são:
1 – É que o senhor, tentando traçar o perfil do psicólogo brasileiro atual, se entendi bem, tem como um dos aspectos, a satisfação mediante seu trabalho, relacionado a seu engajamento social. O profissional então estaria satisfeito com o produto do seu trabalho, digamos assim. E esse produto em minha opinião, relaciona-se com a transformação da sociedade. Mas eu me pergunto como professor. Uma vez que há tempos, vivemos em uma das sociedades mais iníquas existentes no mundo?
Eu tenho um comentário sobre o perfil do psicólogo. Uma vez, assistindo a uma palestra do professor Marcus Vinícius, ele abordou alguns aspectos do perfil do psicólogo também. E um dos aspectos que apresentou, senão me engano, foi referente à classe social dos profissionais: Classe média. Outro aspecto: maioria de mulheres. Outro: “quase casadas”. E a partir apenas desses três aspectos, teceu algumas considerações interessantes, como o questionamento: que tipo de “choque”, digamos, essas profissionais, de classe média, teriam, quando depois de formadas, sendo abarcadas por políticas públicas como a dos CRAS, para trabalharem nas periferias, enfrentando problemas de uma complexidade enorme? Como pobreza, misérias, violências, drogas, etc..etc..etc..? Sei que aqui também poderia caber uma discussão forte sobre a formação do psicólogo. Da distância que existe sobre o que é aprendido (ou vendido) na academia, pelas faculdades, e as práticas que os profissionais almejam, e/ou devem exercer no dia-a-dia.
Então quando se fala em satisfação na percepção do profissional de seu trabalho, de seu engajamento social, seria uma “alienação”?
Na minha realidade professor, o que eu vejo, são muitos profissionais engajados sim, mas principalmente angustiados, mediante as condições de trabalho, a baixa valorização, e principalmente a complexidade, como disse anteriormente, dos problemas que nós profissionais estamos enfrentando cotidianamente.
2 – O segundo questionamento, refere-se a: Qual é a importância do profissional psicólogo, aquele da prática, da “ponta” na Psicologia Brasileira?
Participando desse evento professor, me veio o trocadilho, que ao invés de estarmos comemorando os 50 anos de” profissão”, não estaríamos comemorando os 50 anos de “procissão”...
Sabe professor, em muito me entristece, quando em um evento como esse que participo, quando se compõe a mesa com as autoridades, não se vê nenhum trabalhador da Psicologia... Nem mesmo nosso sindicato, teve sequer um nome citado. Homenagearam-se professoras de Psicologia, coordenadoras de cursos de Psicologia, estudantes das primeiras turmas de Psicologia, mas não ouvi nenhuma ao trabalhador da Psicologia. Sei que o senhor deve entender muito bem a importância que é um sindicato.
Nossa profissão está passando por muitas metamorfoses, como o próprio campo do trabalho, como o senhor bem associou, e trouxe o interessantíssimo conceito sobre a questão da “flexibilização” (do galho que entorta e vai para lá, e para cá...), quero aprender muito mais sobre isso. É uma das minhas principais “pulgas” atrás da orelha, quando em saúde me deparo com os conceitos de “Campo e Núcleo” , de “Clínica Ampliada” do professor Gastão Wagner, ou com o de “transdiciplinariedade”, ou o de “Tecnologias Leves”, do professor Emerson Merry. Ainda não compreendo o que é essa “flexibilidade”... E porque não dizer da própria “flexibilização” da Psicologia, com sua famosa diversidade.
Também professor, sabemos que nossa profissão nasceu, mediante um contexto infeliz, a ponto de até condecorarmos um presidente da república militar/ditador, com o título de doutor honoris-causa em Psicologia. São muitos os espaços que a Psicologia vem conquistando. Mas como foi ressaltado no evento, que não é apenas o espaço, mas principalmente as lutas, as bandeiras, que nós profissionais estamos levantando diariamente, é que determinarão o caminho que a Psicologia está rumando....
Enfim professor, sou apenas mais um profissional, e porque não dizer batalhador, como no “Os batalhadores brasileiros: nova classe média ou nova classe média trabalhadora?” do professor Jesse de Souza. Que trabalha mais de 10 horas por dia, tentando associar suas coisas domésticas, lendo e estudando um pouco a noite. E termina de escrever um e-mail a 02:00 horas da madrugada com alguns questionamentos na cabeça.
Obrigado pela atenção.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Médico Político

Esse é um tema que muito me faz pensar. Abaixo, uma "pérola" que foi distribuída o ano passado, enquanto estávamos realizando uma ação, em uma lanchanete famosa na periferia da cidade. Foi coincidência estarmos no mesmo lugar e momento, que as pessoas que distribuíam esses panfletos. Guardei um para mim.
Dá mais algumas "pistas" dessa associação tão presente por essas bandas, da política e a saúde. O médico/vereador em questão (na época presidente da câmara), tem até um programa na TV sobre "saúde da família" e é candidato novamente a reeleição esse ano.