segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Capitão De Indústria

Como Marcelo Camelo já disse uma vez: "Saudade do nosso ROCK NACIONAL"


Capitão De Indústria

Os Paralamas do Sucesso

Eu às vezes fico a pensar
Em outra vida ou lugar
Estou cansado demais
Eu não tenho tempo de ter
O tempo livre de ser
De nada ter que fazer
É quando eu me encontro perdido
Nas coisas que eu criei
E eu não sei

Eu não vejo além da fumaça
O amor e as coisas livres, coloridas
Nada poluídas
Ah, Eu acordo prá trabalhar
Eu durmo prá trabalhar
Eu corro prá trabalhar

Eu não tenho tempo de ter
O tempo livre de ser
De nada ter que fazer
Eu não vejo além da fumaça
Que passa e polui o ar
Eu nada sei
Eu nao vejo além disso tudo
O amor e as coisas livres, coloridas
Nada poluídas

Eu acordo prá trabalhar
Eu durmo prá trabalhar
Eu corro prá trabalhar
Eu não tenho tempo de ter
O tempo livre de ser
De nada ter que fazer
É quando eu me encontro perdido
Nas coisas que eu criei
E eu não sei
Eu não vejo além da fumaça
O amor e as coisas livres, coloridas
Nada poluídas
Ah, Eu acordo prá trabalhar
Eu durmo prá trabalhar
Eu corro prá trabalhar

PARA QUEM NÃO GOSTA DE LER

Para quem não gosta de ler

por Luis Giffoni | 31 de Outubro de 2012



A leitura deveria ser uma questão de saúde pública. Estudos realizados em vários países provaram que ela é um santo remédio para a cabeça: quem lê tende a chegar à velhice menos propenso à doença de Alzheimer. Outras pesquisas, feitas na Universidade Stanford, na Califórnia, mostraram que os neurônios envolvidos na leitura, quando exercitados com obras de ficção, como romances e contos, mantêm a aprendizagem intacta ao longo da vida. Livro significa musculação para os neurônios. Livro devorado, neurônio sarado. Além disso, os leitores assíduos apresentam maior confiança no relacionamento. O motivo é simples: o cérebro não distingue muito bem a literatura da realidade. Assim, mistura as tramas fictícias e os eventos verdadeiros enquanto absorve a diversidade de personagens, enredos e visões de mundo encontradas na literatura. Por fim, através do conhecimento adquirido, desenvolve a mente e o senso crítico. Uma curiosidade: a televisão não oferece esses benefícios. Ela entra por um olho e sai pelo outro.

Os neurocientistas também constataram que a emoção precede a razão. Em outras palavras, quem possui maior experiência com as emoções raciocina melhor. E o que são os romances senão pílulas concentradas de emoção? Como se não bastassem tantas vantagens, na Universidade Tufts, nos Estados Unidos, uma pesquisadora confirmou que a leitura cria vias expressas no cérebro, através das quais os impulsos eletroquímicos circulam em velocidade de Fórmula 1. Posto de outra forma, quem lê raciocina mais rápido.

Apesar de santo remédio, no Brasil a leitura anda doente, nas últimas. Uma avaliação da Unesco com estudantes de 66 países de todos os continentes colocou-nos entre os doze piores na capacidade de compreensão de texto. Nós, que chegamos a ser a sexta economia do mundo, lemos no nível das regiões mais subdesenvolvidas. Nossa nota não passou de 2 em 6. Quem se saiu melhor foram os chineses de Xangai, onde o governo encara a leitura com a devida seriedade e a considera uma questão econômica: sem bons leitores, o crescimento não se sustenta. De fato, a leitura é, também, uma questão econômica, como já demonstraram os sul-coreanos com sua histórica arrancada para o desenvolvimento. Ainda não aprendemos a lição. Pior para nós.

O descalabro nacional não poupou Minas Gerais. Grandes empresas mineiras suspenderam quaisquer instruções por escrito a seus funcionários. Motivo: eles as leem e nada entendem. A literatura, a principal aliada da boa leitura, foi banida para uma posição secundária nos currículos escolares. Em nossas universidades, aonde em tese chegariam os mais preparados, o semianalfabetismo também se instalou. Duvida? Pois pergunte a qualquer professor. Raros estudantes conseguem, ao término dos cursos, escrever algo inteligível sem cometer graves erros de português. Sem falar na baixa criatividade. As pequenas ilhas de Singapura e Hong Kong, por exemplo, são mais citadas em criatividade científica que o Brasil inteiro. Produzimos, no entanto, muito mais doutores do que elas, somadas.

Num mundo cada vez mais competitivo, quem conhece mais leva a melhor. O conhecimento passa pela leitura, pela intimidade com a literatura, com a língua, com a capacidade de captar as nuances de um texto, perceber ironias, concordar ou discordar diante das ideias apresentadas. Na leitura se fundem a saúde, a economia, o entretenimento, a sabedoria. Bill Gates, numa famosa frase, disse que seus filhos teriam computadores, mas antes teriam livros. Disse mais: sem eficiente leitura, não se escreve a própria história. No caso brasileiro, outros a escreverão por nós. O pior é que, como lemos mal, não desconfiaremos disso. Triste destino.
 

Tudo "VIA SATÉLITE"...


Carta de Rafinha Bastos à Luciano Hulk - a questão do álcool, entre outras coisas...

A carta.

"Luciano, você bebeu antes de dirigir. Fez merda. Mas não se preocupe: Para a maioria do país, comunicador FDP não é aquele coloca a vida dos outros em risco, é aquele que fala o que pensa. Fique tranquilo.
No fundo você está pensando: "Só bebi um pouquinho e estava a 20 Km/h. Essa lei é muito radical no Brasil e com a dose que bebi, eu não seria sequer multado em nenhum outro país".
Não é isso que está na sua cabeça? Eu sei que é. Eu conheço cabeça de playboy inconsequente.
Mas é claro que você não vai dizer nada disso. Sabe porque? Porque dizer o que pensa é mais arriscado do que dirigir alcoolizado. Você nunca falou nada que desagradasse o seu público, não é em um momento de crise que você irá fazer isso, tô certo?
Você não vai jogar fora toda uma credibilidade construída durante anos de assistencialismo barato na TV, não é?
Para se sair bem desta, segue a minha dica: Fala que não agiu certo. Isso. Veste aquela máscara de celebridade arrependida e vai pra TV fazer de conta que você se importa com o assunto.
Melhor ainda faz campanha contra a combinação direção + álcool. Perfeito! Nossa, vai pegar super bem! O povo vai te amar ainda mais.
Genial.
Bem... nem sei porque estou aqui dando dicas. Você sabe muito bem o que fazer, afinal, teatrinho falso na TV é a tua especialidade.
Tenho certeza que tudo vai acabar bem.
E da próxima vez, se não for atrapalhar muito a sua vida, tenta não colocar a vida dos outros em risco. Pega um táxi, seu bosta."
Fonte: http://f5.folha.uol.com.br/celebridades/1195074-rafinha-bastos-chama-luciano-huck-de-playboy-inconsequente.shtml

sábado, 1 de dezembro de 2012

INIQUIDADE SALARIAL - a Raiz de quase tudo

Alguém poderia me explicar o que significa as expressões: "LEGAL E MORAL" e "JUSTO E MORAL", na matéria abaixo???


Movimento protesta contra aumento de salário de vereadores e sugere uso de verba na saúde
Eduardo Coutinho e Wendell Reis
A representante do “Movimento Voluntário” criado na rede social Facebook, Patrícia Arruda Fonseca, fez pronunciamento contra a proposta de reajuste salarial dos vereadores de Campo Grande, durante a sessão da Câmara Municipal, e causou tumulto.  
A Guarda Municipal precisou ser chamada para conter os ânimos depois que os vereadores reforçaram que devem aprovar o aumento. O vereador Athayde Nery (PPS) foi um dos poucos que se manifestou e defendeu que o aumento é LEGAL E MORAL. “Os vereadores estão aqui para representar o povo”, disse.
Durante a discussão Athayde ficou irritado com a insistência e cobranças dos manifestantes e alfinetou Patrícia, filha do ex-vereador e prefeito de Campo Grande, Juvêncio Cesar da Fonseca. “Ela (Patrícia) é filha do Juvêncio que trabalha na Governadoria e tem salário altíssimo, será que esse cargo não seria fantasma?”, provocou.
Para Patrícia, o reajuste representaria aumento de R$ 9 milhões em quatro anos dos gastos com a Casa de Leis, dinheiro suficiente para contratar mais profissionais da saúde, educação e segurança pública. “Vereador não deve receber salário e sim uma ajuda de custo. Com este dinheiro poderíamos contratar 120 professores, 240 atendentes de postos de saúde e 200 guardas municipais. O vereador deve representar a voz do povo e não apenas o voto que recebeu”, discursou Patrícia.
Outra reivindicação do “Movimento Voluntário” é que a proposta deveria ter sido votada antes das eleições e não agora, com os vereadores eleitos. Por esse motivo, o movimento colhe assinatura para abaixo-assinado que será apresentado aos vereadores no dia da votação. Com o reajuste o salário dos vereadores passaria de R$ 9 mil para R$ 15 mil. As assinaturas são colhidas pelo Facebook e no cruzamento da avenida Afonso Pena com a rua Quatorze de Julho.
A proposta de reajuste de 66% do salário dos vereadores deve ser votada até o fim do mês, de acordo com o presidente da Câmara Paulo Siufi (PMDB). Porém, a data da votação ainda não foi definida. Siufi assegurou que a sociedade será informada. “A votação tem que ser ainda este ano. É direito se manifestar, pois a Câmara é a casa do povo. Mas acredito que o aumento é JUSTO E MORAL”, afirmou Siufi.
O presidente da Câmara só vota em caso de empate, mas já adianta que é favorável ao aumento. “Quem é contra e acha que é ilegal que se candidate a vereador e vote contra o aumento”, comentou Siufi.
Os vereadores votarão ainda este ano pela aprovação do teto máximo permitido pela Constituição Federal, que é de 75% do salário de um deputado estadual. Atualmente, os deputados estaduais recebem mensalmente R$ 20 mil. No mesmo período o reajuste do trabalhador comum deve ser de 7% em 2013, quando o salário mínimo deve sair de R$ 622 para 667,75.

http://www.midiamax.com.br/noticias/827065-movimento+protesta+contra+aumento+salario+vereadores+sugere+uso+verba+saude.html

PLACAR DA CORRUPÇÃO


Vendo recentemente as notícias que nos chegam do mais recente escândalo de corrupção do nosso país, tive uma ideia de fazer uma coisa.

E fico pensando quanto é grave esse problema. E fico pensando quanto de corrupção não deve existir por aí, uma vez que em âmbito nacional ocorrem escândalos “um atrás do outro”. Mal passa um escândalo, já acontece outro. Isso falando naqueles que afloram, é claro. E infelizmente constato: se em Brasília é assim, quiçá nos estados e municípios.... São rios de nosso dinheirinho suado, indo para os bolsos de alguns políticos, empresários e pessoas sem coração. Financiando suas mansões, iates, vinhos, charutos, viagens, carrões, mulheres, carrões....

Há quem diga que é um problema histórico. Há quem diga que até existe um gostinho nas pessoas como nós, cidadãos comuns, em verem a corrupção, com uma pontada de admiração (aceitação?). Admiração pelo esperto, pelo malandro, pelo bandido. Enfim, é complicado, mas também pode ser simples. O que é meu é meu, e o que é seu, é seu (é uma das primeiras coisas que meu filho aprendeu...)

Aqui na minha cidade rola o: PLACAR DA VIDA. Que é um placar onde se marcam os dias sem vítimas fatais no trânsito. Assim, pensando, proponho para quem tiver interessado em me ajudar a construir o: PLACAR DA CORRUPÇÃO, com algumas alterações simples, mediante o cenário. Fiz um esboço. Abaixo.  

 

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Como Pactuar o Cuidado? O papel do papel...


Hoje tive uma experiência estressante. Uma pessoa que trabalha comigo, mediante uma explicação minha, disse que senão havia nada no papel, não valeria de nada, aquilo que eu havia dito e/ou feito. Eu havia dito que já havia realizado um atendimento a uma referida pessoa, eu e outra colega, juntos, na consulta compartilhada. Essa colega é da própria unidade, e eu sou uma espécie de apoiador dessa unidade de saúde.

Uma vez li um artigo, que me lembre, relatava um trabalho de umas psicólogas em um hospital. Onde um ponto do trabalho que ressaltavam, era exatamente esse trabalho “informal”. Esse trabalho de conversa no corredor, de maneira quase que “indireta”.
Uma vez eu ouvi um grande professor falar sobre a “imaterialidade” do trabalho que um profissional de saúde faz. E de sua significância, e de como existe essa tensão para materializá-lo (esse trabalho).

Então, como demonstrar esse trabalho? Por meio de um papel?
Acho que é até importante para os nossos “superiores”, e para nos “resguardar”, a questão do papel. Mas ele nunca pode ter penso eu, essa característica de intimidação, ou até de proporcionar essa sensação “vazia” de “dever cumprido”. Intimidação no sentido de apontar: você não fez isso, ou mesmo, você não anotou aquilo. É sempre muito complicado quando uma equipe de saúde como a nossa, começa a trabalhar com papéis Uma vez que a nossa equipe tem que se agregar a uma outra equipe, que também trabalha com papéis. Vira um “bolo de papéis”.
Claro que os papéis de alguma maneira, pactuam também responsabilidade. Porém, penso que nunca deve ser para prejudicar ninguém, no sentido de materializar uma “prova” do que está sendo ou não sendo realizado. Mas esse papel deve ter sim, um papel para que nos orientemos por meio deles, que sirvam eles, como um “apoio” a memória por exemplo. Para que ele venha nos lembrar do que já foi ou não realizado. E não seja utilizado como uma espécie de “arma” contra o outro.

Acho que o papel retira muito algumas coisas que para mim são preciosas: como o pensar, a espontaneidade, a construção da própria consciência de cuidado, de co-responsabilização.

O papel burocratiza as relações, tornando-as alienantes.

Como é que eu vou relatar as conversas (ações/intervenções) que eu tenho com os colegas, no itinerário das visitas domiciliares que realizo? Não existem campo nos papéis para o preenchimento dessas práticas.
E uma última coisa, é que eu acho que esses papéis deveriam é ficar sempre com a unidade de saúde local, e não na nossa, de apoio. Acho que nós deveríamos recusar esses papéis. Mas eles nos foram impostos, e estão também conosco.

Para mim esse negócio de papéis nasce da insegurança, do medo.
Lembrei-me de quando eu entrei aqui na rede de saúde, e trabalhava em outra unidade, de maneira muito mais “fixa”. Eram tantos papéis, que ao invés de trabalhar em uma unidade de saúde, tinha a sensação de estar era trabalhando em um banco. Era ficha de acolhimento, de anamnese, de relatório do dia, de escrever no sistema, de anotações, folha de ponto, entre outros... Além de ser muito chato tudo isso.