quinta-feira, 21 de março de 2013

O Fabuloso VAGABUNDO

The Logical Song





Quando eu era jovem

Parecia que a vida era tão maravilhosa

Um milagre, oh ela era tão bonita, mágica

E todos os pássaros nas árvores

Estavam cantando tão felizes

Oh alegres, brincalhões, me observando

Mas aí eles me mandaram embora

Para me ensinar a ser sensato

Lógico, oh responsável, prático

E me mostraram um mundo

Onde eu poderia ser muito dependente

Doentio, intelectual, cínico



Tem vezes, quando todo o mundo dorme

Que as questões seguem profundas demais

Para um homem tão simples

Por favor, me diga o que aprendemos

Eu sei que soa absurdo

Mas por favor me diga quem eu sou



Agora cuidado com o que você diz

Ou eles vão te chamar de radical

Um liberal, oh fanático, criminoso

Você não vai assinar seu nome?

Gostaríamos de sentir que você é

Aceitável, respeitável, apresentável, um vegetal!



A noite, quando todo o mundo dorme,

Que as questões seguem tão profundas

Para um homem tão simples

Por favor, me diga o que aprendemos

Eu sei que soa absurdo

Mas por favor me diga quem eu sou

PAIS, FILHOS E A FELICIDADE - Eliane Brum

Via: http://joaopedrororiz.com.br/site/artigo-de-eliane-brum-sobre-a-crenca-da-felicidade-que-vem-despreparando-a-atual-geracao-de-adultos/

 
A CRENÇA DE QUE A FELICIDADE É UM DIREITO TEM TORNADO DESPREPARADA A GERAÇÃO MAIS PREPARADA

Por Eliane Brum da Revista Época

 

Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.

Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.

Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.

Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes.

Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso que este é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade.

É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal. Mas é possível uma vida sem frustrações? Não é importante que os filhos compreendam como parte do processo educativo duas premissas básicas do viver, a frustração e o esforço? Ou a falta e a busca, duas faces de um mesmo movimento? Existe alguém que viva sem se confrontar dia após dia com os limites tanto de sua condição humana como de suas capacidades individuais?

Nossa classe média parece desprezar o esforço. Prefere a genialidade. O valor está no dom, naquilo que já nasce pronto. Dizer que “fulano é esforçado” é quase uma ofensa. Ter de dar duro para conquistar algo parece já vir assinalado com o carimbo de perdedor. Bacana é o cara que não estudou, passou a noite na balada e foi aprovado no vestibular de Medicina. Este atesta a excelência dos genes de seus pais. Esforçar-se é, no máximo, coisa para os filhos da classe C, que ainda precisam assegurar seu lugar no país.

Da mesma forma que supostamente seria possível construir um lugar sem esforço, existe a crença não menos fantasiosa de que é possível viver sem sofrer. De que as dores inerentes a toda vida são uma anomalia e, como percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro que deveria estar garantido. Pais e filhos têm pagado caro pela crença de que a felicidade é um direito. E a frustração um fracasso. Talvez aí esteja uma pista para compreender a geração do “eu mereço”.

Basta andar por esse mundo para testemunhar o rosto de espanto e de mágoa de jovens ao descobrir que a vida não é como os pais tinham lhes prometido. Expressão que logo muda para o emburramento. E o pior é que sofrem terrivelmente. Porque possuem muitas habilidades e ferramentas, mas não têm o menor preparo para lidar com a dor e as decepções. Nem imaginam que viver é também ter de aceitar limitações – e que ninguém, por mais brilhante que seja, consegue tudo o que quer.

A questão, como poderia formular o filósofo Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil”? É no passar dos dias que a conta não fecha e o projeto construído sobre fumaça desaparece deixando nenhum chão. Ninguém descobre que viver é complicado quando cresce ou deveria crescer – este momento é apenas quando a condição humana, frágil e falha, começa a se explicitar no confronto com os muros da realidade. Desde sempre sofremos. E mais vamos sofrer se não temos espaço nem mesmo para falar da tristeza e da confusão.

Me parece que é isso que tem acontecido em muitas famílias por aí: se a felicidade é um imperativo, o item principal do pacote completo que os pais supostamente teriam de garantir aos filhos para serem considerados bem sucedidos, como falar de dor, de medo e da sensação de se sentir desencaixado? Não há espaço para nada que seja da vida, que pertença aos espasmos de crescer duvidando de seu lugar no mundo, porque isso seria um reconhecimento da falência do projeto familiar construído sobre a ilusão da felicidade e da completude.

Quando o que não pode ser dito vira sintoma – já que ninguém está disposto a escutar, porque escutar significaria rever escolhas e reconhecer equívocos – o mais fácil é calar. E não por acaso se cala com medicamentos e cada vez mais cedo o desconforto de crianças que não se comportam segundo o manual. Assim, a família pode tocar o cotidiano sem que ninguém precise olhar de verdade para ninguém dentro de casa.

Se os filhos têm o direito de ser felizes simplesmente porque existem – e aos pais caberia garantir esse direito – que tipo de relação pais e filhos podem ter? Como seria possível estabelecer um vínculo genuíno se o sofrimento, o medo e as dúvidas estão previamente fora dele? Se a relação está construída sobre uma ilusão, só é possível fingir.

Aos filhos cabe fingir felicidade – e, como não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, já que estas são as mais fáceis de alcançar – e aos pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade, o que sabem intimamente que é uma mentira porque a sentem na própria pele dia após dia. É pelos objetos de consumo que a novela familiar tem se desenrolado, onde os pais fazem de conta que dão o que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber o que só eles podem buscar. E por isso logo é preciso criar uma nova demanda para manter o jogo funcionando.

O resultado disso é pais e filhos angustiados, que vão conviver uma vida inteira, mas se desconhecem. E, portanto, estão perdendo uma grande chance. Todos sofrem muito nesse teatro de desencontros anunciados. E mais sofrem porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo. E acreditar que se pode tudo é o atalho mais rápido para alcançar não a frustração que move, mas aquela que paralisa.

Quando converso com esses jovens no parapeito da vida adulta, com suas imensas possibilidades e riscos tão grandiosos quanto, percebo que precisam muito de realidade. Com tudo o que a realidade é. Sim, assumir a narrativa da própria vida é para quem tem coragem. Não é complicado porque você vai ter competidores com habilidades iguais ou superiores a sua, mas porque se tornar aquilo que se é, buscar a própria voz, é escolher um percurso pontilhado de desvios e sem nenhuma certeza de chegada. É viver com dúvidas e ter de responder pelas próprias escolhas. Mas é nesse movimento que a gente vira gente grande.

Seria muito bacana que os pais de hoje entendessem que tão importante quanto uma boa escola ou um curso de línguas ou um Ipad é dizer de vez em quando: “Te vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é tua”. Assim como sentar para jantar e falar da vida como ela é: “Olha, meu dia foi difícil” ou “Estou com dúvidas, estou com medo, estou confuso” ou “Não sei o que fazer, mas estou tentando descobrir”. Porque fingir que está tudo bem e que tudo pode significa dizer ao seu filho que você não confia nele nem o respeita, já que o trata como um imbecil, incapaz de compreender a matéria da existência. É tão ruim quanto ligar a TV em volume alto o suficiente para que nada que ameace o frágil equilíbrio doméstico possa ser dito.

Agora, se os pais mentiram que a felicidade é um direito e seu filho merece tudo simplesmente por existir, paciência. De nada vai adiantar choramingar ou emburrar ao descobrir que vai ter de conquistar seu espaço no mundo sem nenhuma garantia. O melhor a fazer é ter a coragem de escolher. Seja a escolha de lutar pelo seu desejo – ou para descobri-lo –, seja a de abrir mão dele. E não culpar ninguém porque eventualmente não deu certo, porque com certeza vai dar errado muitas vezes. Ou transferir para o outro a responsabilidade pela sua desistência.

Crescer é compreender que o fato de a vida ser falta não a torna menor. Sim, a vida é insuficiente. Mas é o que temos. E é melhor não perder tempo se sentindo injustiçado porque um dia ela acaba.

(Eliane Brum escreve às segundas-feiras na Revista Época.)

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ELIANE BRUM é Jornalista, escritora e documentarista. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de reportagem. É autora de Coluna Prestes – O Avesso da Lenda (Artes e Ofícios), A Vida Que Ninguém Vê(Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua(Globo). E-mail: elianebrum@uol.com.br. Twitter: @brumelianebrum

A TRAGÉDIA DAS DROGAS NOSSA DE CADA DIA


O ardido cheiro do subemprego: TRABALHO ESCRAVO

Quais são os pilares de uma sociedade? Os Bratalhadores.
 
De que material é feito esses pilares? Suor e muitas vezes até sangue desses Bratalhadores.
Quando entramos em um Shopping Center, com toda sua assepsia, beleza, suntuosidade, que cheiro podemos sentir, além daquele exalado pelas lojas, sorrisos e sacolas? O cheiro ardido do Trabalho Escravo (veja matéria abaixo).
 
É o uso e abuso das pessoas e do trabalho escravo/ subempregos que existe nesse nosso país. Tudo na sua mais natural normalidade. Somos até vítimas...
 
Esses dias conversei com uma mulher que estava se apresentando distímica. Ela relacionou sua atual condição de humor, devido à saída da Empregada Doméstica que por longos anos, trabalhou em sua casa. E ela deixou bem claro que tinha com essa empregada, uma forte relação, enfatizando que a tratava como uma “filha”, que conversava muito com ela, que ela era sua principal companhia durante o dia. Mas chamar a Empregada Doméstica de “Filha”? (Vai ver o que a filha “biológica” dessa mulher fazia depois do almoço, fiquei imaginando: tirava uma “siesta” de três horas gostosa no ar condicionado com a TV ligada, pois tinha que estudar para a prova da faculdade do outro dia. Agora vai ver o que a empregada doméstica que ela dizia tratar como uma “filha” fazia depois do almoço: após lavar os pratos e talheres que todos haviam sujado, ia terminar de passar a pilha de roupas de sua “família”). A “filha- empregada” sentava-se a mesa todos os dias com a família no momento das refeições, ressalta também a dona de casa. E ela continuava triste porque ainda não havia encontrado nenhuma outra empregada, disse. E sua casa era muito grande. “Dá muito trabalho de limpar”.
 
Ela não encontrava outra emprega talvez até outra “filha”? Ou não queria pagar o que agora nesses últimos anos as empregadas (com certas melhorias) estão requerendo de salário?
 
Enfim, só estou mesmo contando essa história, mediante outra notícia que li esses dias, do jornal local, onde eles mostraram como são degradantes as condições de moradia, dos próprios Bratalhadores que estão construindo nossas “casas branquinhas e confortáveis” tão sonhadas próprias.
 
(Lembrei de um filme que retratou como nossa sociedade, é totalmente dependente do Trabalho Escravo/ Subemprego. O filme chama-se “Um dia sem mexicanos”. Aqui, poderíamos trocar os mexicanos pelos negros, ou pelos indígenas, ou nordestinos, poderia ser: “São Paulo, um dia sem nordestinos.” O filme mostra que simplesmente, a cidade de Los Angeles – EUA para, quando devido a um misterioso sumiço, todos mexicanos desaparecem da cidade.  Sumiram os motoristas de ônibus que levavam as pessoas para seus trabalhos, sumiram as babás e empregadas domésticas que cuidavam das casas e crianças enquanto os patões trabalham, não existia comida de fast-food e o supermercado fechou nesse dia, pois garçons, atendentes, repositores e caixas, também haviam sumido. O frentista também havia sumido... O cara que concerta a rede elétrica... Enfim, o caos total. As pessoas ficaram quase que enlouquecidas, mediante uma cidade “parada”.)
 
 
É como a nossa vidinha confortável, que todos orgulhamos de merecer, calcada quase que absolutamente em trabalho escravo/subemprego.
 
Abaixo as matérias.
 
E lendo essa primeira matéria me veio uma ideia genérica (mais uma ideia boba): como uma pessoa pode dar, aquilo que não tem?


20/03/2013 16:37

Operários do Minha Casa, Minha Vida vivem em condições precárias


Nadyenka Castro

Quinze trabalhadores de um residencial do programa Minha Casa, Minha Vida, da construtora Brookfield Incorporações, no Portal Caiobá, em Campo Grande, estão sem receber salários e vivem em condições degradantes. A situação foi flagrada pelo MPT (Ministério Público do Trabalho), ontem, após denúncias.

 

De acordo com o MPT, os operários foram contratados pela empreiteira JN Construções Instalações Hidráulicas e Elétricas e contaram sobre o atraso na remuneração mensal, que estavam tendo descontos ilegais, que o fornecimento da alimentação seria interrompido e que os dois alojamentos não eram adequados.

Os 15 trabalhadores foram contratados pela terceirizada JN, em Goiânia, mas vieram de diferentes estados, como Pará, Maranhão, Tocantins e Goiás, com expectativa de ganhar em torno de R$ 2,5 mil mensais. Após dois meses de trabalho em Campo Grande, a empresa JN parou de realizar os pagamentos alegando que não estaria recebendo da Brookfield Incorporações, dona do Residencial Celina Martins Jallad, que é construído com recursos públicos.

 

Os trabalhadores estão alojados em duas casas próximas à obra do Portal Caiobá. No alojamento onde estão 10 trabalhadores, não há camas em quantidade suficiente, há pessoas dormindo em redes, os colchões disponíveis são inadequados, não foram fornecidas roupas de cama e não há condições de higiene. Para tomar banho, eles utilizam um cano no quintal da residência, em local aberto, porque o banheiro não tem condições de uso.

 

Os empregados relataram, ainda, que quando chove, entra água no local e que foram informados que, por falta de pagamento, o fornecimento da alimentação seria interrompido. Eles foram dispensados pela empreiteira JN, mas estão sem receber salários e sem condições de sair dos alojamentos.

 

A obra é financiada pelo governo federal e estadual, como parte do programa Minha Casa Minha Vida. Segundo o procurador do trabalho Leontino Ferreira de Lima Júnior, que esteve vistoriando os alojamentos, as duas empresas, tanto o empregador direto quando a dona do empreendimento, serão responsabilizadas.

 

A Brookfield foi notificada pelo MPT a comparecer em audiência, nesta tarde, para tratar da solução do problema. O Ministério Público do Trabalho já move ação contra a Brookfield Centro-Oeste

 

Empreendimentos Imobiliários S.A por irregularidades nos canteiros de obras dos condomínios da Vila Margarida e do Jardim América, em Campo Grande, com pedido de indenização por dano moral coletivo no valor de R$ 500 mil, por causa de acidente que resultou na morte de um empregado e pela situação de risco à segurança e saúde dos trabalhadores.

 

Fonte: http://www.campograndenews.com.br/cidades/capital/operarios-do-minha-casa-minha-vida-vivem-em-condicoes-precarias

 

12/12/2012 08:11

Trabalhadores paralisam obra de shopping na saída para Cuiabá por atrasos de salário

Eduardo Orácio

Desde segunda-feira (11), trabalhadores do shopping Bosques dos Ipês, que está sendo construído na saída para Cuiabá, cruzaram os braços e paralisaram as obras. Eles reclamam que, assim como no mês de novembro, o pagamento não tem previsão de ser realizado. Além disso, os trabalhadores denunciam a carga excessiva de trabalho e más condições de alimentação.  

De acordo com a denúncia, na obra trabalham mais de 80 operários.

“Já encontramos cabelo na comida. Nossa marmita vem com uma camada de sebo por cima. Fora isso, tem colega que entra às 7h e só sai às 23h e ninguém recebe hora extra. Era para terem depositado o salário no dia 5 e até agora nada, assim como no mês passado. Muitos de nós vieram do Maranhão e não tem o que fazer, pois dependem do alojamento para ter onde ficar.”, explica um dos trabalhadores que preferiu não se identificar.

O pedreiro Rosendo Dias, mostrou seu holerite e contou que a empresa burla o pagamento da hora extra. “Eles jogam a hora extra como ajuda de custo e nos fazem bater dois cartões de ponto, além de não recebermos pelos domingos e feriados que trabalhamos já falaram que não vai ter recesso no natal e ano novo e não vamos receber a mais por isso.”

O servente Ramiro Candido reclama que a empresa responsável pela contratação - Marka Construção e Gestão de RH, não deu qualquer satisfação aos funcionários. “Disseram apenas que a Marka havia depositado, mas a empresa responsável pelo pagamento não repassou.”.

Os trabalhadores disseram ainda que não há previsão de pagamento do 13º salário.

“Já avisaram que se quisermos ir embora pra gente ir, porque vão suspender o almoço, mas vamos ficar aqui até o horário de saída (17h) aguardando resolverem nosso problema.”, conta um dos trabalhadores.

Justiça

Os trabalhadores contaram a reportagem do Midiamax que procuraram o Ministério do Trabalho, porém foram aconselhados a irem pessoalmente a sede da instituição para fazer a denúncia. “Como podemos ir até lá? Se sairmos vão descontar um dia de trabalho ainda por cima. Queremos que eles venham aqui e verifiquem as nossas condições.”, relata Wilson.

O Ministério do Trabalho e Emprego - MTE confirmou o contato dos trabalhadores do shopping, porém até o fechamento da matéria não foi possível colher mais informações.

Bosques dos Ipês

Procurados pelo Midiamax, a Marka Construção e Gestão de RH - empresa responsável pela intermediação da mão-de-obra, não respondeu às perguntas sobre irregularidades no pagamento até o fechamento da matéria.

A assessoria de comunicação do shopping informou que honra os compromissos feitos com os funcionários. Confira a nota na íntegra:

" A Calila Participações, empresa que administra o Shopping Bosque dos Ipês, em Campo Grande, vem por meio desta, esclarecer que honra com todos os contratos com as empresas prestadoras de serviços, cumprindo rigorosamente com preços ajustados e prazos estabelecidos entre as partes. Dessa forma, não medirá esforços para que os funcionários, mesmo pertencentes a empresas terceirizadas, não sejam prejudicados por eventuais desacertos neste processo".

Na manhã desta quarta-feira (12), a reportagem voltou a falar com os trabalhadores que informaram que a paralisação está mantida e que a empresa se comprometeu a normalizar os pagamentos até o meio-dia. Eles disseram ainda que somente retornarão às atividades, quando a situação for normalizada.

(Colaborou Evelin Araujo).

Fonte: http://www.midiamax.com.br/Geral/noticias/828973-trabalhadores+paralisam+obra+shopping+saida+para+cuiaba+atrasos+salario.html

VIVA LA VIDA

Viva La Vida


WEEZER

I used to rule the world
Seas would rise when I gave the word
Now in the morning I sleep alone
Sweep the streets I used to own

I used to roll the dice
Feel the fear in my enemy's eyes
Listened as the crowd would sing
Now the old king is dead long live the king
One minute I held the key
Next the walls were closed on me
And I discovered that my castles stand
Upon pillars of salt and pillars of sand

I hear Jerusalem bells are ringing
Roman cavalry choirs are singing
Be my mirror, my sword and shield
Missionaries in a foreign field
For some reason I can't explain
Once you'd gone there was never
Never an honest word
And that was when I ruled the world

It was a wicked and wild wind
Blew down the doors to let me in
Shattered windows and the sound of drums
People couldn't believe what I'd become
Revolutionaries wait
For my head on a silver plate
Just a puppet on a lonely string
Oh who would ever want to be king?

I hear Jerusalem bells are ringing
Roman cavalry choirs are singing
Be my mirror, my sword and shield
My missionaries in a foreign field
For some reason I can't explain
I know St Peter won't call my name
Never an honest word
But that was when I ruled the world

Hear Jerusalem bells are ringing
Roman cavalry choirs are singing
Be my mirror, my sword and shield
My missionaries in a foreign field
For some reason I can't explain
I know St Peter won't call my name
Never an honest word
But that was when I ruled the world

JUSTIÇA CAPENGA - Marilena Grolli