terça-feira, 2 de julho de 2013

Agente de saúde cria estúdio de rap para quem tem "o bagulho no sangue”

Anny Malagolini
 
Longe de querer fama, rapper diz que o trabalho tem a única intenção de fortalecer a cultura hip-hop na Capital. (Foto: João Garrigó)Longe de querer fama, rapper diz que o trabalho tem a única intenção de fortalecer a cultura hip-hop na Capital. (Foto: João Garrigó)
Em um estúdio caseiro, no bairro Tiradentes, é que os grupos de rap de Campo Grande vêm colocando ritmo aos versos pensados em rodas de amigos. Criado há menos de dez meses, pelo agente de saúde e cantor Bruno dos Santos, de 29 anos, o estúdio “Linha dos Versos Home Studio Produção” funciona gravando apenas músicas do movimento hip-hop.
A vontade de interação com a música começou ainda quando pequeno, com o skate. Logo o esporte passou a ser a música e, com isso o talento foi revelado.
Bruno conta que foi seletivo com o que o seu estúdio iria gravar e essa vontade começou os 21 anos, quando resolveu entrar de vez no movimento do rap. “Era um sonho na minha cabeça, de montar o estúdio. Ele surgiu por conta da necessidade em Campo Grande. Eu via fora do estado, cenas desenvolvidas aqui era pouca coisa”.
A crítica é de que outros estúdios apenas gravavam tudo muito profissional e técnico, e para ele o estilo pede sentimento. ”Não tinha o bagulho no sangue”, é assim que ele define o “fazer” rap.
Em comemoração ao aniversário de um ano do “Linha dos Versos”, ele pretende lançar coletânea com todos os grupos que gravaram no estúdio, cerca de 10. E o próximo passo é criar um selo para lançar os CDs dos artistas regionais que foram produzidos por ele.
Sem pretensão de ficar famoso, ou se tornar um rapper ao estilo “50 Cent”, com medalhões de ouro e luxo, ele afirma que todo o trabalho tem uma única intenção. “Quero fortalecer a cultura hip-hop dentro de Campo Grande, para que a chama continue acessa, que pessoas de fora falem de nós”.
Claro que para isso é preciso ter um bom material para divulgação e isso Bruno acredita que faz, de forma bem acessível para quem quer ser um rapper e encarar a vida musical. “O rap é transmitir alguma coisa. Todos nós temos o sonho de ser reconhecido, tocar numa rádio”, admite
Além do preço, que é bem mais acessível do que os outros estúdios, que chegam a cobrar R$ 500,00 por música, ele cobra R$ 100,00.
Mas garante que a procura pelas gravações não é pela pechincha e sim pelo atendimento de quem entende de rap., “Faço toda a mixagem, dou conselho, ajudo a divulgar. Não faço como os outros, eu tenho preocupação em ajudar além de ganhar dinheiro. Não é só gravei e tchau, tento promover. Eles crescem e eu cresço junto com eles”.
O estúdio fica na rua Altair Correia Lima, 170, no bairro Tiradentes, zona leste da Capital.
 

BNegão & Os Seletores de Frequência


 

Prioridades

 

Paz não se pede, paz se conquista
E não será com guerra pois guerra-santa não existe, não insista
Guerra-santa, paz satânica? Acho que não
Permita-me lembrar o que disse avatar mais notado da história da nossa esfera: “não sobrará pedra sobre pedra”
Pois se querem mesmo a paz, porque as armas continuam a ser fabricadas em massa em nossa era?
Tudo nesse mundo é emprestado, não faz sentido algum então ficar apegado, agregado ao que não te leva mais além, não te deixa sossegado
Pois se a liberdade hoje se parece com 1 cigarro ou com o carro mais potente do mercado
Me desculpe, mas as bolas foram trocadas bem na sua frente
E você nem se tocou; pagou, comprou, levou assim mesmo o seu atual presente: felicidade completa como uma boca sem dente, tão libertário quanto uma bola de ferro com corrente algemada aos seus pés.
Eu digo: crescimento econômico não gerará paz na terra, já que a estatística do lucro não leva em conta a miséria. Também pudera: Miséria de alma gera miséria humana, nada mais, nada menos que o reflexo da nossa atmosfera interna
Supunhetemos, hipotéticamente, então, distribuição ecumênica de renda e informação, os primeiros passos de evolução nesse plano, além de iluminar com sapiência divina parco conhecimento humano
Pois nessa época de carro na frente dos bois; supérfulo na frente, necessidade depois
Nossa capacidade de enxergar a realidade vale mais do que a riqueza de mil cidades

PRIORIZE AS PRIORIDADES, AMIZADE
PRIORIZE AS PRIORIDADES, CUPADI
PRIORIZE AS PRIORIDADES, CAMARADAGEM
PRIORIZE O QUE FARÁ DIFERENÇA NA SUA PASSAGEM

Somos atores que vestiram a carapuça e se confudiram com seus personagens; auto-sabotagem
Esmagamos a nós mesmos com nossa auto-imagem
A tal da ego-esclerose como diria o professor Hermógenes
Mas veja bem, não tô aqui numa de inquisidor pois como se diz: “Hoje pavão, amanhã espanador”
Nos encontramos no mesmo titanic
Até o último minuto, você me pede que fique, eu digo que fico,
Porém me confudir com um fanático religioso é o mesmo que confudir remédio pra micose com pó-de-mico
Osmose é como classifico quase que de vez em sempre o comportamento humano: o que quase todos fazem é o certo, o resto é pura viagem, ledo engano
Então é isso: living la vida tosca! No acordo, o chifrudo entra com a pemba, o mundo inteiro entra com a rosca
Pede a Deus que te livre das moscas, mas não pensa em nenhum momento em limpar realmente a sua casa; para com esse tipo de atitude eu faço como Tim Maia, o mestre, fazia quando queria passar o lima nos seus shows na gringa: “Send the lima!”
Pois nessa época de carro na frente dos bois, o que é necessário não pode ser deixado pra depois
Nossa capacidade de enxergar a realidade será nosso passaporte de liberdade (off de babylon)

REFRÃO

Nosso maior inimigo somos nós mesmos
Reféns de nossa própria ignorância (ignorância da própria)
Orgulho, às vezes o que o espelho mostra é duro de ver
Admitir que o que tu critica é bem parecido com você
Realidade que choca, mudança de comportamento tão lenta quanto uma tartaruga judoca
Corpo sem alma é como um vinil que não toca
Na real, a gente é como o sol, não nasce nem morre, só sai do campo de visão normal
E como ele, energia eterna, irmão
Transição de milênio, reta final 100%
Os dias passam na velocidade de 1 pavio de bomba aceso…

JENNIFER MAGNÉTICA


Domingo Eu Passo Aí

Jennifer Magnética


 
Nesta casa tem mais plantas
Essa árvore esticou
Até quando essa família vai crescer assim?
O meu rosto já tem marcas
Já não mudo, mas eu sinto
Tudo bem, eu gosto mesmo e me sinto bem feliz

E a gente passa a tarde inteira pendurado ao telefone
Pra saber se tá tudo bem
Se a casa já pintou
Como vai essa rotina do interior
Se a grama já molhou
Se a dor de dente passou
Quando eu for aí eu tenho muito mesmo a dizer

E a gente passa a tarde inteira pendurado ao telefone
Quanto tempo já faz que eu não venho à nossa casa
E você nem reparou que o cimento tá rachando
Todo mundo reunido para ouvir o violão
Eu queria ficar mais, mas a gente vai tocar

"Segue seu destino, meu filho"
Pode avisar que no domingo eu passo aí

Aconteceu - Festa Junina na Cracolândia - por Albertina Galvão

Festa junina na cracolândia terá comida grátis e roda de samba formada por usuários


RICARDO SENRA
DE SÃO PAULO

Albertina Galvão nasceu em Jaú, interior de São Paulo, há 70 anos. De lá para cá, como assistente social, trabalhou na antiga Febem, foi parceira do sociólogo Betinho (1935-1997), organizou encontros em defesa de travestis, protestou pelos direitos de moradores de rua e teve papel importante nos primórdios do que conhecemos hoje como Parada Gay e Marcha da Maconha.
Sua nova empreitada é a primeira Festa Junina da Cracolândia, que ocorre na tarde deste sábado (29), na alameda Dino Bueno, perto da estação da Luz (centro de São Paulo).
Criado por Tina há um ano, o projeto "Aquele Abraço", que assina a festança, defende a participação dos usuários de crack nas políticas públicas e vem ganhando voluntários pela cidade. Tudo começou com os passeios noturnos da aposentada, que sai de casa uma vez por semana para distribuir abraços e jogar conversa fora com os usuários da região.
Entre fitas K7, garrafas de vinho produzido em acampamentos do MST, quadros com poemas de Brecht, trepadeiras, um CD da Madonna, um pequeno altar e pilhas de jornais e revistas antigos, Tina recebeu a reportagem da sãopaulo na sala de seu apartamento, em Santa Cecília (centro).

Festa junina na cracolândia

 
Anna Virginia Balloussier/Folhapress
 
Arraiá na cracolândia movimentou o centro de São Paulo nesse sábado (29)
sãopaulo - Por que circular à noite pela cracolândia?
Albertina Galvão - A ideia nasceu há um ano, junto à discussão sobre a internação compulsória. Usuário não é flor, não é tomate. Somos todos pessoas. Temos vontades e necessidades individuais. E eu quero saber o que eles querem, do que precisam, porque melhor que fazer "por" eles é fazer "com" eles. Esse é meu lema: "quem pita é quem apita".
De onde surgiu a proposta da festa junina?
Essa é uma data que faz parte da memória de todo mundo, todos nós participamos de quadrilhas, comemos docinhos típicos, pulamos fogueira. Comentei sobre isso com o pessoal da cracolândia e todos ficaram muito contentes. Então decidimos seguir em frente.
E como vai ser a festança?
A partir das 14h daremos início aos comes e bebes: cachorro-quente, pipoca e doces, tudo de graça. As doações chegaram dos bares, moradores e dos próprios usuários da região. Teremos bandeirinhas, balões e um grupo de samba maravilhoso formado pelos usuários para animar a festa. Também vai ter uma mesa de debate em que serão mostrados diferentes trabalhos realizados com o pessoal da cracolândia e ligados a direitos humanos. Além dos arquitetos Arnaldo de Melo e Felipe Villela, do Aquele Abraço, o [cartunista] Laerte, a [defensora pública] Daniela Skromov e o [psicanalista] Antonio Lancetti já estão confirmados.
De onde vem seu interesse por causas sociais?
Vem dos meus pais. Minha mãe recolhia pessoas para comer em casa. Tínhamos um quarto onde crianças da rua volta e meia dormiam. Os parentes sem grana passavam longas temporadas conosco. Entre 18 e 20 anos, eu já era chamada de "vermelhinha" em casa. Me formei como assistente social e, em 1968, saí de Jaú e vim para São Paulo trabalhar na antiga Febem.
Deve ter sido uma experiência intensa...
Lá eu entendi o que é a exclusão e decidi dedicar minha vida a esse tema. Depois trabalhei com mendigos e com travestis, em um grupo de orientação a trabalhadores do sexo. Fui parar na Ação da Cidadania, onde conheci o Betinho. Ele simbolizava mais que comida a quem tem fome. Ele era cidadania, era educação, era ética na política.
Há muitas imagens religiosas em sua casa. Você é católica praticante?
[Tina se levanta e traz um pequeno busto de Lênin. "Olha que bonitinho ele!"] Sou católica apostólica romana. Mas sei que meu discurso é diferente do da igreja. Adoro São Francisco de Assis, Frei Galvão é meu "santo parente". Na hora do 'pega pra capar' a gente pede a bênção.
Aonde você pretende chegar com "Aquele abraço"?
Queremos um espaço físico para acolher. Os usuários têm que dormir, tomar banho. O crack dá uma leseira que deixa eles dormentes. Tem que respeitar isso. Não são vagabundos, é gente cansada pela droga. Lá poderemos fazer oficinas, aulas de costura, criar fantasias para o carnaval. Quero encher aquele lugar e grafitar a rua do Triunfo inteira.
Já passou algum perigo por lá?
Nunca. As pessoas acreditam em mim. A gente tem que mostrar afeto e respeito pelo olhar. Ao contrário: já ganhei muita coisa dos "nóias". Um dia eles fizeram panqueca de carne e me deram um pouco. É o sabor que eu mais gosto, estava ótimo.

V de Vovó

Gabriel Cabral/Folhapress
 
Tina Galvão, 70, está organizando uma festa junina na cracolândia para promover o diálogo com os usuários
 

segunda-feira, 1 de julho de 2013

A Dança - Legião Urbana


Não sei o que é direito
Só vejo preconceito
E a sua roupa nova
É só uma roupa nova
Você não tem idéias
Pra acompanhar a moda
Tratando as meninas
Como se fossem lixo
Ou então espécie rara
Só a você pertence
Ou então espécie rara
Que você não respeita
Ou então espécie rara
Que é só um objeto
Pra usar e jogar fora
Depois de ter prazer.

Você é tão moderno
Se acha tão moderno
Mas é igual a seus pais
É só questão de idade
Passando dessa fase
Tanto fez e tanto faz.

Você com as suas drogas
E as suas teorias
E a sua rebeldia
E a sua solidão
Vive com seus excessos
Mas não tem mais dinheiro
Pra comprar outra fuga
Sair de casa então
Então é outra festa
É outra sexta-feira
Que se dane o futuro
Você tem a vida inteira
Você é tão esperto
Você está tão certo
Mas você nunca dançou
Com ódio de verdade.

Você é tão esperto
Você está tão certo
Que você nunca vai errar
Mas a vida deixa marcas
Tenha cuidado
Se um dia você dançar.

Nós somos tão modernos
Só não somos sinceros
Nos escondemos mais e mais
É só questão de idade
Passando dessa fase
Tanto fez e tanto faz.

MÍDIA PARTIDÁRIA: Dois pesos e várias medidas...

E se Verônica Serra fosse filha de Lula?

Paulo Nogueira
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/e-se-veronica-serra-fosse-filha-de-lula/
 
 
Certas perguntas têm a força de mil respostas, e este é um caso.
Verônica Serra
Verônica Serra
Um título do site Viomundo, trazido ao Diário pelo atilado leitor e comentarista Morus, merece reflexão.
E se o filho de Lula fosse sócio do homem mais rico do Brasil?
Antes do mais: certas perguntas têm mais força que mil repostas, e este é um caso.
Bem, o título se refere a Verônica Serra, filha de Serra. Ela foi notícia discreta nas seções de negócios recentemente quando foi publicado que uma empresa de investimentos da qual ela é sócia comprou por 100 milhões reais 20% de uma sorveteria chamada Diletto.
Os sócios de Verônica são Jorge Paulo Lehman e Marcel Telles. Lehman é o homem mais rico do Brasil. Daí a pergunta do Viomundo, e Marcel é um velho amigo e parceiro dele.
Lehman e Marcel, essencialmente, fizeram fortuna com cerveja. Compraram a envelhecida Brahma, no começo da década de 1980, e depois não pararam mais de adquirir cervejarias no Brasil e no mundo.
Se um dia o consumo de cerveja for cerceado como o de cigarro, Lehman e Marcel não terão muitas razões para erguer brindes.
Verônica se colocou no caminho de Lehman quando conseguiu dele uma bolsa de estudos para Harvard.
Eu a conheci mais ou menos naquela época. Eu era redator chefe da Exame, e Verônica durante algum tempo trabalhou na revista numa posição secundária.
Não tenho elementos para julgar se ela tinha talento para fazer uma carreira tão milionária.
Ela não me chamou a atenção em nenhum momento, e portanto jamais conversei mais detidamente com ela.
Mas ali, na Exame, ela já era um pequeno exemplo das relações perigosas entre políticos e empresários de mídia. Foi a amizade de Serra com a Abril que a colocou na Exame.
Depois, Verônica ganhou de Lehman uma bolsa para Harvard. Lehman, lembro bem de conversas com ele, escolhia em geral gente humilde e brilhante para, como um mecenas, patrocinar mestrados em negócios na Harvard, onde estudara.
Não sei se Verônica se encaixava na categoria dos humildes ou dos brilhantes, ou de nenhuma das duas, ou em ambas. Conhecendo o mundo como ele é, suponho que ela tenha entrado na cota de exceções por Serra ser quem é, ou melhor, era.
Serra pareceu, no passado, ter grandes possibilidades de se tornar presidente. Numa coluna antológica na Veja, Diogo Mainardi começou um texto em janeiro de 2001 mais ou menos assim: “Exatamente daqui a um ano Serra estará subindo a rampa do Planalto”. (Os jornalistas circularam durante muito tempo esta coluna, como fonte de piada e escárnio.)
Cotas para excluídos são contestadas pela mídia, mas cotas para amigos são consideradas absolutamente normais, e portanto não são notícia.
Todos os filhos são iguais, mas alguns são mais iguais que outros
Todos os filhos de políticos são iguais para a mídia , mas alguns são mais iguais que outros
Bem, Verônica agradou Lehman, a ponto de se tornar, depois de Harvard, sócia dele.
O nome dela apareceu em denúncias – cabalmente rechaçadas por ela – ligadas às privatizações da era tucana.
Tenho para mim que ela não precisaria fazer nada errado, uma vez que já caíra nas graças de Lehman, mas ainda assim, a vontade da mídia de investigar as denúncias, como tantas vezes se fez com o filho de Lula, foi nenhuma.
Verônica é da turma. Essa a explicação. Serra é amigo dos empresários de mídia. E mesmo Lehman, evidentemente, não ficaria muito feliz em ver a sócia exposta em denúncias.
Lehman é discreto, exemplarmente ausente dos holofotes. Mas sabe se movimentar quando interessa.
Uma vez, pedi aos editores da Época Negócios um perfil dele depois da compra de uma grande cervejaria estrangeira. Recomendei que os repórteres falassem com amigos, uma vez que ele não dá entrevistas.
Rapidamente recebi um telefonema de João Roberto Marinho, o Marinho que cuida de assuntos editoriais. João queria saber o que estávamos fazendo.
Lehman ligara a ele desgostoso. Também telefonara a seus amigos mais próximos recomendando que não falassem com os repórteres da revista. Ninguém falou, até mais tarde Lehman autorizá-los depois de ver os bons propósitos da reportagem.
 
Lehman patrocinou o curso em Harvard para Verônica e depois a fez sócia
Lehman patrocinou o curso em Harvard para Verônica e depois a fez sócia
 
A influência de Lehman sobre João Roberto se deve, é verdade, à admiração que Lehman e seu lendário Grupo Garantia despertavam na família Marinho.
Mas é óbvio que a verba publicitária das cervejarias de Lehman falam alto também. Um amigo me conta que em Avenida Brasil os personagens tomavam cerveja sob qualquer pretexto.
Isto porque as cervejarias de Lehman pagaram um dinheiro especial pelo chamado ‘product placement’, ou mercham, na linguagem mais vulgar.
O consumidor é submetido a uma propaganda sem saber, abertamente, que é propaganda. Era como se realmente os personagens tivessem sempre motivos para tomar uma gelada.
Verônica Serra, por tudo isso, esteve sempre sob uma proteção, na grande mídia, que é para poucos. É para aqueles que ligam e são atendidos pelos donos das empresas jornalísticas.
O filho de Lula não.
Daí a diferença de tratamento. E daí também a força incômoda, por mostrar quanto somos uma terra de privilégios, da pergunta do site Viomundo.

Braço direito de André saí pela porta do fundo após 16 anos no poder da Saúde - Secretária é pega em escutas (envolvimento) da Máfia do Câncer - E o governador? Ileso mais uma vez?? é a pergunta que fica...

Secretária estadual de Saúde, Beatriz Dobashi, pede demissão

Zemil Rocha

Beatriz Dobashi deixa o primeiro escalão do governo Puccinelli (Foto: Arquivo)
A secretária de Saúde de Mato Grosso do Sul, Beatriz Dobashi, já não integra o primeiro escalão do governo do Estado. Nesta segunda-feira (1º), ela encaminhou ao governador André Puccinelli seu pedido de demissão, a fim de permitir que todos os fatos referentes à Rede de Combate ao Câncer e envolvendo seu nome sejam apurados.
Dobashi refere-se à gravação de interceptações telefônicas, realizadas durante a Operação Sangue Frio e divulgadas hoje pela TV Morena, que revelam combinação dela com o diretor do Hospital Regional (HR), Ronaldo Queiroz, sobre como tratariam o assunto depois que o Ministério da Saúde solicitou informações sobre o interesse do Estado nos aceleradores lineares para tratamento de pacientes com câncer.
A estratégia acertada, conforme a gravação, é a de convencer o Instituto Nacional do Câncer (Inca) a enviar os equipamentos apenas para o HR e o Hospital do Câncer. Nas conversas gravadas, Beatriz deixa claro que há uma relação próxima com Adalberto Siufi.
Além de colocar o cargo à disposição, há informações de que Beatriz Dobashi também disponibilizará seu sigilo fiscal e telefônico para eventual investigação.
Beatriz Dobashi deixa de assessora Puccinelli após mais de 16 anos. Desde a primeira administração de André na Prefeitura de Campo Grande, ela colabora com o atual governador do Estado, que já está no penúltimo ano da segunda gestão à frente do Executivo estadual.