quarta-feira, 3 de julho de 2013

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, manifestou apoio à criação de uma carreira de Estado para profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS), não apenas para médicos.

Ministro defende carreira de Estado para profissionais de saúde

Gorette Brandão
 
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, manifestou apoio à criação de uma carreira de Estado para profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS), não apenas para médicos. Em visita ao Senado, nesta terça-feira (2), o ministro salientou que uma condição deve também ser assegurada: o vínculo de trabalho em regime de dedicação exclusiva, sem permissão para atividades paralelas, com exceção para o ensino.
- Não pode ter clínica nem consultório particular ou qualquer outro vínculo de emprego. E tem que cumprir quarenta horas [semanais] na unidade de saúde - defendeu.
Padilha comentou o assunto após reunião para tratar de temas que fazem parte das reivindicações populares relacionadas à saúde. O encontro foi com o senador Humberto Costa (PT-PE), relator da comissão especial que trata do financiamento à saúde, criada para examinar alternativas que garantam o aumento dos gastos mínimos da União nessa área.
As críticas à qualidade dos serviços públicos de saúde estimularam o Senado e a Câmara dos Deputados a incluir propostas para a área na pauta que passou a tramitar com prioridade no Congresso em resposta às manifestações populares. Entre outras matérias no Senado, há uma proposta de emenda à Constituição (PEC 34/2011) que cria uma carreira de Estado de médico e um projeto (PLC 89/2007) que serve de base ao debate sobre a ampliação dos recursos da União para a saúde.
A PEC sobre a carreira de Estado de médico foi elaborada pelo senador Vital do Rêgo (PMDB-PB). Quanto ao regime de trabalho, o projeto estabelece que os médicos serão selecionados por concurso público e deverão exercer suas atividades exclusivamente no SUS, na linha defendida pelo ministro.
Pela PEC em exame, a estabilidade será conquistada após três anos de efetivo exercício e as promoções obedecerão a critérios de antiguidade e merecimento. O profissional deve residir no município ou na região metropolitana para onde for designado.
A proposta reflete a expectativa de que a melhoria salarial e a perspectiva de ascensão ao longo da carreira vão contribuir para a atração de médicos para lugares carentes desses profissionais, de forma semelhante ao que acontece com promotores e juízes, que começam a trabalhar em comarcas distantes.
- Se é para ser igual juiz, tem que ser igual: o juiz não pode ter escritório, não pode dar consultoria fora e só pode exercer o magistério – disse Padilha
O ministro disse ainda que a legislação pode estabelecer regras gerais para a carreira de saúde na esfera da União, estados e municípios, mas sem inibir soluções para atender especificidades regionais. Como exemplo, ele citou eventual interesse de conjunto de municípios em formar consórcio para viabilizar o atendimento médico numa determinada região.
Financiamento
Quanto ao aumento de recursos da União para a saúde, o ministro reconheceu que o debate é importante e está sendo acompanhado com interesse pelo governo. Porém, afirmou que também cabe ao Congresso apontar quais as fontes de receita para suportar a ampliação dos gastos.
Atualmente, conforme o ministro, a União destina cerca de R$ 90 bilhões por anos à saúde, o correspondente ao redor de de 6,5% do orçamento anual. Há sugestões para que esse percentual seja elevado para, no mínimo, 10% de todas as receitas orçamentárias. Na comissão especial do Senado, também é considerada a ideia de uma despesa mínima per capita por cada brasileiro, a partir da qual seria projetada a despesa anual.
Padilha considerou "um avanço” a iniciativa da Câmara dos Deputados de reservar 25% dos recursos do petróleo do pré-sal para tanto. O projeto encaminhado ao Congresso pela presidente Dilma Rousseff vinculava as receitas do pré-sal apenas à educação. Perguntado se essa mudança incomodou Dilma, Padilha respondeu que a presidente optou apenas pela educação devido à importância do tema.
- Ela está ouvindo o Congresso e as ruas. Vamos esperar a conclusão do debate para depois o governo se posicionar – disse.
Sobre a hipótese de criação de um novo tributo, como a reedição da CPMF, caso ainda seja necessário mais receitas para saúde, o ministro afirmou que o Congresso já demonstrou “sensibilidade” no debate para decidir pelo aumento da vinculação de recursos da União para a área sem qualquer elevação na carga tributária.
- A presidente nunca encaminhou proposta nesse sentido e acreditamos que esse tema [novo tributo] não esteja em debate no momento – disse.
Além de relator da comissão especial de financiamento da saúde, Humberto Costa é também responsável por apresentar relatório ao PLC 89/2007, a respeito do financiamento da saúde. O projeto tramita na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), mas seu exame ficou amarrado ao fim dos trabalhos da comissão especial. O senador já disse que os trabalhos serão acelerados, para que uma proposta substitutiva possa seguir o mais rapidamente possível a Plenário.
Agência Senado

Lockout nas estradas..

Paralisação de caminhoneiros é comandada por empresários 

         
http://desacato.info/2013/07/paralisacao-de-caminhoneiros-e-comandada-por-empresarios/

castello_protesto_caminhoneiros-590x393A Unicam (União Nacional dos Caminhoneiros), uma das entidades representativa dos caminhoneiros no país, divulgou nota criticando a paralisação convocada para hoje com o objetivo de fechar algumas rodovias do país.
A paralisação é promovida pelo Movimento União Brasil Caminhoneiro, liderado pelo empresário Nélio Botelho, que já comandou outras paralisações de rodovias no país. O movimento pede o fim da Lei do Descanso dos caminhoneiros.
Segundo a nota, assinada pelo presidente da Unicam, José Araújo China da Silva, a paralisação prejudica a maior parte dos caminhoneiros.
Na nota, a entidade defende a manifestações populares que se espalharam pelo país, mas acusa a convocada pelo Mubc de ser “um movimento grevista mobilizado por empresários travestidos de transportadores autônomos, que usam esses profissionais para atingir interesses próprios, se aproveitando de uma oportunidade política no Brasil, com as manifestações populares vistas nas ruas nas últimas semanas”.
A Unicam defende mudanças pontuais na Lei do Descanso e não a sua revogação.
Leia, abaixo, a íntegra da nota.
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A União Nacional dos Caminhoneiros (Unicam) informa que não apoia o movimento grevista anunciado pelo Movimento União Brasil Caminhoneiro, com data prevista para a próxima segunda-feira (1/07).
“A chamada paralisação geral dos transportadores de cargas poderá prejudicar o trabalho que vem sendo realizado por aqueles que desejam realmente melhores condições e dignidade em sua atividade”, afirma o presidente da Unicam, José Araújo “China” da Silva.
Nossa entidade luta pela melhoria das condições de vida e de trabalho dos caminhoneiros do Brasil e tem participado de todas as negociações e debates sobre a Lei 12.619/12, pagamento eletrônico de fretes, RNTRC, entre outros tantos assuntos de interesse do setor, sempre em busca de vitórias para a categoria que representa.
No que pese à Lei 12.619/12, a Unicam entende que a regulamentação da profissão de motorista foi um grande avanço para o transporte rodoviário de cargas e para a sociedade como um todo, já que a atividade era totalmente desregulamentada, mas entende que a mesma carece de ajustes que beneficiarão o setor como um todo.
A Unicam defende as manifestações populares espalhadas pelo Brasil e o direito legal de greve, mas não acreditamos em um movimento grevista mobilizado por empresários travestidos de transportadores autônomos, que usam esses profissionais para atingir interesses próprios, se aproveitando de uma oportunidade política no Brasil, com as manifestações populares vistas nas ruas nas últimas semanas.
Portanto, a Unicam entende que, neste momento específico, a categoria deve defender o aperfeiçoamento da legislação da categoria, e não sua revogação, como defende o grupo que está incitando a greve, e a melhor forma de mudanças necessárias nas legislações do setor é por meio do debate e da busca por soluções conjuntas, e não através de um movimento grevista liderado por uma categoria empresarial travestida de transportadores autônomos.
José Araújo “China” da Silva – Presidente 

Entenda os motivos dos protestos nas estradas do país nesta segunda

Em ao menos 7 estados, caminhoneiros pararam rodovias federais e estaduais do país nesta segunda-feira (1) reclamando das restrições de circulação nas cidades, do valor do pedágio e defendendo a redução do preço dos combustíveis.
As manifestações foram registradas em Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Mato Grosso, Paraná e Bahia.
A paralisação foi convocada pelo Movimento União Brasil Caminhoneiro, que defende uma greve da categoria por 72 horas a partir das 6h desta segunda-feira.
O movimento pede subsídio no preço do óleo diesel (para baratear preços dos alimentos e produtos), isenção para caminhões do pagamento de pedágios em todas as rodovias do país, criação da Secretaria do Transporte Rodoviário de Cargas, vinculada diretamente à Presidência da República, e a votação de um projeto de lei nacional que altera a Lei do Motorista e define soluções para concorrência desleal exercida por transportadores ilegais, dentre outros problemas da categoria.
Segundo o presidente da Associação Nacional dos Caminhoneiros (Antrac), Benedito Pantalhão, a categoria foi “orientada a parar no intuito das reivindicações ganharem força”. “Desde que sejam manifestações ordeiras, estamos apoiando e incentivando o pessoal a aderir ao movimento. Ainda estamos formalizando uma pauta de reivindicações que seja possível apresentar”, explica.
“A redução do valor pedágio é um dos nossos objetivos, mas sabemos que não será totalmente possível, pois é formalizado em contrato e alguém vai ter que pagar a conta. Ainda está em avaliação sobre a negociação. Também lutamos contra o desvio de dinheiro de órgãos públicos ligados às obras nas estradas e pela redução da tributação sobre o diesel, para que o preço do combustível possa cair”, diz Pantalhão.
Veja as estradas que foram bloqueadas nos estados:
Minas Gerais
- BR-381: Cinco pontos de manifestação. Em Igarapé, na região metropolitana de Belo Horizonte, o trânsito foi bloqueado na madrugada. Por volta das 12h, eram mais de 20 km de caminhões parados, segundo a Polícia Rodoviária Federal. A ideia dos caminhoneiros é paralisar as estradas do Brasil até que haja uma negociação da pauta com o governo federal
- LMG-808, MG-20 e MG-424: ativistas colocaram fogo em pneus pedindo a construção de passarelas e rotatórias
- BR-262: Em Manhuaçu, na Zona da Mata, cafeicultores fecharam o tráfego reivindicando melhores preços do café, conforme a Polícia Rodoviária Federal
- BR-040: Caminhoneiros decidiram protestar em Nova Lima, no sentido Rio de Janeiro
São Paulo
- Castello Branco: caminhoneiros interromperam o tráfego desde as 5h, na altura de Itapevi, e escreveram suas reivindicações no chão da estrada. De acordo com a Polícia Rodoviária Estadual (PRE), apesar do bloqueio, motoristas podiam circular pelo acostamento
- Via Anchieta: protesto de caminhoneiros. O tráfego foi parcialmente interrompido na altura do km 23, da pista sentido litoral.
- Guarujá: protesto de caminhoneiros em um acesso que liga ao porto de Santos, na Rua do Adubo. Eles reclamam de buracos na via e também pedem a redução da tarifa dos pedágios no Sistema Anchieta-Imigrantes
- Rodoanel: trecho sul foi fechado pela manhã por moradores de Itapecerica da Serra, que reivindicam melhorias para a região
- SP-127: a Rodovia Francisco da Silva Pontes foi bloqueda na região de Itapetininga
- Rodovia João Mellão: caminhoneiros protestaram em Avaré parados às margens da rodovia contra a nova cobrança dos eixos suspensos e pedindo mais seguranças nas estradas
- Rodovia Cônego Domênico Rangoni: caminhoneiros bloquearam o pedágio pedindo que o governo estadual volte atrás na medida que passa a cobrar o pedágio de todos os eixos existentes nos caminhões e não somente os que são utilizados
Espírito Santo
- BR-262: protesto de caminhoneiros em Viana contra o valor elevado do óleo diesel que compromete o frete
- BR-101: Em Iconha, no Sul do estado, manifestação de caminhoneiros interditou as pistas centrais no km 373, segundo a PRF, contra o valor do pedágio e do combustível
- BR-101: protesto de caminhoneiros em Rio Novo do Sul, pelos mesmos motivos
Bahia
- BR-116: protesto em Cândido Sales, no sudoeste do estado, com os dois lados da via fechados às 12h40
- BR-242: trecho entre Barreiras e Luis Eduardo Magalhães, bloqueado por caminhoneiros
- BR-020: bloqueada na região oeste do estado, também pela redução do preço do diesel
Rio de Janeiro
- BR-040: 500 caminhoneiros pararam a rodovia em Petrópolis, Região Serrana. Eles pedem a redução do pedágio em 50% (o valor é de R$ 8 para cada eixo), mudança na restrição dos caminhões com três eixos ou mais que não podem trafegar pela subida da Serra de Petrópolis em determinados horários de sextas, sábados e vésperas de feriados, alteração na lei da balança e redução do preço do combustível.
Mato Grosso
- BR-364: saída de Cuiabá para Rondonópolis foi paralisada. Caminhoneiros pedem melhores condições nas estradas do estado, destinação exclusiva de recursos à infraestrutura, redução no preço do óleo diesel e valorização da categoria.
- BR-163: manifestantes protestam nas proximidades de Sorriso
Paraná
-PR-182: em Realeza, próximo ao trevo de acesso a Planalto e Francisco Beltrão, no sudoeste, os dois sentidos da rodovia estão interditados desde as 11h, pelos caminhoneiros
- BR-376: Em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, caminhoneiros interditaram a via pela manhã.
Golpe no Chile começou com uma greve de caminhoneiros e terminou assim:
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhvtc8ObZDusGGQBY4o-BEOj77SpKaN-pAzxl6xnphJIJ8XN3xuMucUer7y_KbeFcz4fnZZct7kxQ_OgRr_hUfzizz825BLLXrHuOGi3Bh6UvMcTGRrCuC_wggUq1U_5A0vDE0NOL15QRY/s1600/ALLENDE.jpg

O mais vendido

           

Mombojó


Não lembro o dia
A gente aprendia e quem sabia
Pássaros rindo nos faziam espalhar
Árvores pela cidade amada
O fato dos prédios não importa mais
Espero o sol chegar pra ir à praia
Não quero ser o mais vendido
Nem quero falar só com seu ouvido
Eu quero entrar no seu coração
No seu coração
Nem quero falar só de amor
Eu vou tentar só mais uma vez
Quero estar no seu coração
No seu coração (2x)
Nem quero falar só de amor

THE DOORS

 

Spanish Caravan

Carry me, caravan.
Take me away.
Take me to Portugal.
Take me to Spain.
Andalusia
With fields full of grain,
I have to see you
Again and again.
Take me, Spanish caravan.
Yes, I know you can.


Trade winds find Galleons
Lost in the sea.
I know where treasure
Is waiting for me.
Silver and gold
In the mountains of Spain,
I have to see you
Again and again.
Take me, Spanish caravan.
Yes, I know you can
 



 
 

CRM aguarda parecer do MPE e pode suspender Adalberto Siufi e José Carlos Dorsa

Vinícius Squinelo
O CRM (Conselho Regional de Medicina) de Mato Grosso do Sul abriu sindicâncias para investigar a conduta ética de Adalberto Siufi e José Carlos Dorsa. O órgão aguarda apenas parecer final do Ministério Público Estadual sobre a Operação Sangue Frio para abrir processo contra os médicos.
Como conselho de classe, o CRM analisa a conduta de Siufi, ex-diretor do Hospital do Câncer e dono da Neorad, e do ex-diretor do Hospital Universitário da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul). A conduta dos profissionais foi colocada em xeque pelas escutas gravadas pela polícia federal.
“Na sindicância analisamos as condutas referentes ao exercício da medicina, e não outras suspeitas, como peculato”, explicou Luiz Henrique Mascarenhas, presidente do CRM regional. Segundo ele, a denúncia mais grave diz respeito à dosagem menor do que o recomendado de remédios para pacientes.
O CRM aguarda parecer do MPE para proceder, ou não, com a abertura de processo ético contra Siufi e Dorsa. Se o Ministério Público confirmar as denúncias que vieram à tona com a Operação Sangue Frio, os dois médicos devem enfrentar o Conselho de Ética profissional.
Segundo Mascarenhas, as sindicâncias já estão sendo realizadas, e devem durar até seis meses. Se os processos forem abertos, duram em média um ano e meio, e podem resultar até na suspensão definitiva da autorização de exercício de profissão de Dorsa e Siufi, que ficariam impedidos de trabalhar como médicos.
Cleber Gellio
“Todo o processo demora em média um ano e meio, e dá o direito à ampla defesa dos profissionais. Eles são julgados por 20 conselheiros do Pleno do Conselho de Ética do CRM”, comentou Mascarenhas.
http://www.midiamax.com.br/noticias/859200-crm+aguarda+parecer+mpe+pode+suspender+adalberto+siufi+jose+carlos+dorsa.html

Santa Casa se reune com Inca e Campo Grande terá quatro aparelhos de radioterapia do SUS

Diana Gaúna

Arquivo Midiamax

A Santa Casa deverá receber um aparelho de radioterapia do Ministério da Saúde. Segundo o presidente da ABGC (Associação Beneficente de Campo Grande), Wilson Teslenco, uma reunião com o Inca (Instituto Nacional do Câncer) está agendada para os próximos dias 10 e 11 de julho para definir quais serão os moldes do contrato. Assim, Campo Grande poderá contar com quatro aparelhos de combate ao câncer e dar fim ao monopólio exercido atualmente pela empresa Neorad, envolvida no escândalo da Operação Sangue Frio, da Polícia Federal. Teslenco explicou que a recusa por parte do hospital foi feita pela Junta Interventora – comandada pela prefeitura e Estado – que estava a frente da Santa Casa até o ultimo dia 17 de maio. Ao reassumir o hospital, a ABCG – proprietária original – tenta reverter a situação. “Nós temos interesse sim. A Santa Casa é inclusive credenciada para fazer os atendimentos. Agora nós estamos negociando porque o modo como foi ofertado no ano passado, pelo Ministério da Saúde, não está mais disponível, mas o Inca nos garantiu que tem como conseguirmos”, declarou Teslenco. De acordo com o presidente da ABCG, a reunião marcada para os dias 10 e 11 de julho vai definir quais serão os moldes do contrato a ser estabelecido. Atualmente a Santa Casa terceiriza o serviço para a Neorad, que monopoliza todo o tratamento de radioterapia em Campo Grande. Por mês, Teslenco informou que pelo menos 90 pessoas passam pelo tratamento e a privatização custa cerca de R$ 100 mil mensais aos cofres públicos. Questionado sobre qual o impacto do novo aparelho para os atendimentos, Teslenco disse que ainda não tem como mensurar. “Não temos como saber o que isso vai representar, mas quando tivermos o aparelho do SUS ele vai se viabilizar com aumento de demanda. Então muito mais pessoas serão beneficiadas, com todo certeza”, declarou. O convênio com o Ministério da Saúde vai disponibilizar um aparelho novo de radioterapia para o HU - que foi obrigado judicialmente a receber o acelerador linear após ação movida pelo Ministério Público Federal, um para o Hospital Regional e outro para o Hospital do Câncer de Campo Grande. Neorad Atualmente a Neorad concentra todo o atendimento de radioterapia em Campo Grande. Os pacientes que são tratados no Hospital do Câncer são direcionados para a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) que terceiriza o serviço para a Neorad. Na Santa Casa, o serviço também é privatizado, em favor da Neorad. Também os pacientes que deveriam estar sendo tratados no Hospital Universitário, voltaram a ser tratados na Neorad, uma vez que pela falta de atenção dos gestores, que deixaram de trocar um dosímetro (aparelho que mede a radiação para pacientes e funcionários), o setor foi fechado. A Neorad, de propriedade do médico Adalberto Abrão Siufi, está sendo investigada pela Polícia Federal na Operação Sangue Frio, por fazer parte de um esquema que envolve cobrança do SUS de tratamento de quimioterapia em morto, nepotismo, compra de materiais de empresa de sócio do hospital e fraude em constituição de empresa, entre outras. A Operação foi deflagrada no dia 19 de março, com efetivo de mais de 100 policiais e 15 servidores da CGU (Controladoria Geral da União) que cumpriram 19 mandados de busca e apreensão e 4 ordens judiciais de afastamento de servidores no HU, entre eles o ex-diretor Geral exonerado, José Carlos Dorsa. Os crimes investigados são: fraude em licitação, superfaturamento, corrupção passiva, peculato e formação de quadrilha. Quatro meses após a operação, as investigações continuam sem nenhuma condenação penal.

http://www.midiamax.com.br/noticias/859252-santa+casa+se+reune+com+inca+campo+grande+tera+quatro+aparelhos+radioterapia+sus.html

Em MS, nove jornalistas foram executados em 16 anos e nenhum assassino foi preso

 

 
Graziela Rezende e Fernanda Kintschner
 
Em Mato Grosso do Sul, nove jornalistas foram executados nos últimos 16 anos e as mortes continuam impunes. Assim como investigadores e policiais que tentam elucidar crimes, a imprensa também ‘fica em cima’ de assuntos perigosos, para descobrir o erro, denunciar fatos e reproduzir a verdade. Porém, o envolvimento com tais assuntos pode ser uma ‘faca de dois gumes’, no qual o profissional se torna o alvo do que investiga e publica.
O caso mais recente, do jornalista e editor do Jornal da Praça, Paulo Roberto Cardoso Rodrigues, conhecido como Paulo Rocaro, ocorrido em fevereiro de 2012, seria um crime de motivação política. A mando de um empresário, ele teria sido executado em Ponta Porã, a 356 quilômetros da Capital. Nesse caso, já indiciado pela polícia, Cláudio Rodrigues de Souza, o ‘meia-água’, continua foragido da Justiça.
Segundo as investigações, presididas pelo delegado Odorico Mesquita, a desavença maior entre a vítima e o mandante do crime ocorreu no Partido dos Trabalhadores (PT). Enquanto Cláudio queria eleger a mulher, a advogada Sudalene Alves Machado Rodrigues, à prefeitura de Ponta Porã, nas eleições de 2012, Rocaro defendia eleição de Vagner Piantoni.
Naquele mesmo ano e município, o dono do Jornal da Praça, também foi executado. Luiz Henrique Rodrigues Georges, conhecido como Tulu, tinha 44 anos. Ninguém foi apontado como mandante do crime e o caso continua sem solução até hoje.
Em novembro de 2012, outro assassinato. Eduardo Carvalho, dono do site Última Hora, o UH News, estava em frente à sua residência, em Campo Grande. Em entrevista ao Midiamax, a filha da vítima, Ana Cláudia Carvalho, disse que quase oito meses após o fato não há nenhum indício de quem tenha planejado e executado o crime.
Quatro anos antes, o radialista e vereador Flávio Roberto Godoy, o Ratinho, foi assassinado em Bela Vista, a 322 Km de Campo Grande. Já em 2006, o radialista Fábio Soares Barbosa, da Amambay FM, foi morto a tiros em Ponta Porã. Seu sócio, José Késsio Proença Garcia (DJ JK), morreu no mesmo ano com onze tiros, na mesma cidade fronteiriça.
Já em 20 de Abril de 2004, foi a vez do jornalista paraguaio Samuel Román, em Coronel Sapucaia, a 400 Km da Capital. Em nove de Junho do ano anterior, foi executado na Capital Edgar Ribeiro Pereira de Oliveira, sócio do “Na Boca do Povo”.
Sete anos antes, em outubro de 1997, houve a morte de Edgar Lopes Faria, radialista da FM Capital e conhecido como Escaramuça. Ele, assim como Edgar Ribeiro, eram conhecidos por denunciar esquemas de corrupção no Estado.
Há pouco mais de uma semana, sabendo dos profissionais que foram feridos durante as últimas manifestações no País, a ONG (Organização Não Governamental) Repórteres Sem Fronteiras emitiu um comunicado repudiando atos de violência contra cerca de 20 jornalistas.
Na terça-feira (25), o delegado aposentado e professor universitário Paulo Magalhães foi executado. A vítima estava em frente à escola da filha, no bairro Jardim dos Estados, quando o crime ocorreu. Magalhães não era jornalista, mas também era atuante na luta contra a corrupção e com isso publicava denúncias no site da ONG Brasil Verdade, criada por ele para publicizar os desvios.
Reprodução

http://www.midiamax.com.br/noticias/859249-ms+nove+jornalistas+foram+executados+16+anos+nenhum+assassino+foi+preso.html