quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Elogio da loucura



Todos ficamos cabisbaixos e assistimos atônitos à saída escoltada de Randall Patrick McMurphy, personagem interpretada magistralmente por Jack Nicholson em ‘Um estranho no ninho?’ (1975), rumo à cela de lobotomia. Dói saber que o manicômio já não precisa de grades ou mesmo paredes. Por Flávio Ricardo Vassoler

Flávio Ricardo Vassoler* na Carta Maior

Você já se sentiu ‘Um estranho no ninho?’ O filme de 1975 dirigido por Milos Forman arregimenta uma legião de (in)adaptados – personagens e espectadores – para uma reflexão sobre as muitas afinidades eletivas entre a normalidade e a patologia, o cotidiano e o caos. 

Randall Patrick McMurphy, personagem interpretada magistralmente por Jack Nicholson, reitera a pergunta acima prescrita pelo mal-estar da civilização: 

− Você já se sentiu um estranho no ninho? Isto é, você já chegou a pensar, sentir ou intuir que as margens que delimitam o fluxo de nosso cotidiano não possuem racionalidade alguma para além da regulação e reprodução autoritárias da sociedade? Para sermos mais específicos, vale dizer, para sofrermos de forma mais rente aos aguilhões enferrujados que nos põem em marcha a cada segunda-feira: que tal trabalhar mais de 10 horas diárias com atividades que sequer remotamente dizem respeito às suas aspirações mais próprias? Que dizer quando passamos de duas a quatro horas diárias no trânsito por conta da usurpação privada do espaço público? (As montadoras de automóveis vão muito bem, obrigado.) E quanto ao medo e à desconfiança que sentimos quando conhecemos uma nova pessoa que, talvez, e não mais do que talvez, venha a se transformar no grande amor? O outro parece culpado até que se prove o contrário. 

O irrequieto R. P. McMurphy continua a (nos) interpelar: 

− Você já reparou que a classificação de patologias psíquicas vem aumentando sobremaneira? São siglas e mais siglas para nos enquadrar – e medicar. TOC, Transtorno Obsessivo-Compulsivo; TDAH, Transtorno de Deficit de Atenção e Hiperatividade; SP, Síndrome do Pânico; TP, Transtorno Bipolar. Diante da voracidade com que o braço psiquiátrico da indústria farmacêutica nos veste com a camisa de força de suas prescrições, as mulheres (e os homens sequiosos...) não mais precisam se preocupar com a inofensiva e apenas mensal TPM. 

Faço as vezes de McMurphy para perguntar ao leitor e à leitora:

− Você já teve medo de perder o emprego? Ou pior: para manter o frágil emprego, você trabalha com o bafejo da pressão contra a nuca? Ou ainda pior: faz tempo que você está desempregado? Você confia em sua (seu) namorada(o)? Ou pior: você pode confiar em sua (seu) namorada(o)? Ou ainda pior: você acredita que relações mais duradouras ainda tenham sobrevida? Você sequer considerou sua vocação ao “escolher” o seu trabalho? Ou pior: você sequer pôde considerar sua vocação ao ser arregimentado por seu trabalho? Ou ainda pior: você ao menos tem registro em sua CTPS, Carteira de Trabalho e Previdência Social? 

Se levarmos em consideração a avalanche social – avalanche socialmente (ad)ministrada – de transtornos obsessivos e compulsivos, nossa frágil atenção reduzida a mera hiperatividade por conta da pressão e o pânico bipolar de nossas inseguranças e incertezas, será possível dizer que a recente onda farmacológica de enquadramento de nossas patologias pretende substituir a PM, o DOPS, o DOI-CODI, a CIA, a KGB e a Gestapo pelos medicamentos tarja preta. O carrasco e a cela se tornaram obsoletos. O poder faz com que introjetemos as grades. A sanidade quer controlar os mecanismos da imaginação. A indômita imaginação, um dos últimos e trêmulos resquícios de liberdade. 

Pois Randall Patrick McMurphy faz com que Jack Nicholson tenha que franzir ainda mais as sobrancelhas espessas quando fica sabendo que seus colegas de manicômio estão internados voluntariamente. (R. P. McMurphy foi enviado para o manicômio judicial para que o Estado pudesse sentenciar se suas transgressões são imputáveis ou inimputáveis. No primeiro caso, o delinquente tem consciência de seus atos e deve ser escarrado em mais uma masmorra superlotada; no segundo, o louco deve ser lobotomizado e seu uniforme passará a ser uma camisa de força.) 

− Mas como, vocês estão aqui por que querem?! Quer dizer que vocês podem sair daqui!? Ora, por que não vão embora, por que não se mandam, por que permanecem aqui, meu Deus?! 

McMurphy parece não acreditar que o discurso da servidão voluntária de fato exista. McMurphy, o marginal a ser enquadrado como louco, já foi preso cinco vezes por agressão, além de haver em sua prolixa ficha criminal uma (suposta) tentativa de estupro e vários assaltos. O diretor do manicômio pergunta ao detento por que ele age desta forma. Mas por que você tem que ser um transgressor tão contumaz? Ainda uma vez, cedamos espaço à lucidez de Randall Patrick McMurphy: 

− Ora, eu sou um agressor?! Eu sou um agressor!? Você disse que já estive preso 5 vezes por agressões? E quanto a Rocky Marciano?! O campeão dos pesos pesados já levou 4 dezenas de infelizes à lona, são 40 agressões, 40! Enquanto eu vou para a cadeia, Rocky Marciano se torna um milionário. Como é que você me explica isso, doutor, como? E mais: que história é essa de tentativa de estupro, hein? Aquela mocinha já sabia de tudo, doutor, de tudo, ela me queria, sim, ela me queria! Nenhum homem resistiria àquela coisinha rosada entre as pernas dela, doutor, nenhum! Mas como eu não agi como um vegetal, doutor, eles acham que eu sou louco! 

Ora, façamos então o elogio da loucura. Não seria a depressão um sintoma salutar de que as coisas não vão bem? Senão, vejamos: depressão, a compressão dos desejos do eu, a impossibilidade social de realizá-los. (Eis o sepultamento da utopia.) “Mas não” – grita a farmacologia com o dedo em riste de sua polícia política –, “é preciso quantificar a dor, é preciso mensurá-la com os miligramas das drágeas, só assim o paciente pode voltar à normalidade”. Que diria McMurphy a este respeito?

− A normalidade normativa é consequente em sua autoridade: a tarja preta substitui a venda que o torturador hoje anacrônico outrora utilizava para cegar e amordaçar as vítimas. Afinal, é preciso voltar a trabalhar. E se você está descontente, o problema é seu, a realidade nunca está errada, não é verdade? O real nos remete ao poder do rei, ou seja, o que é, o existente, tem que ser assim e não pode ser de outra maneira, não é mesmo? E se nos sentimos mal, se sentimos pena dos indigentes cujo teto não passa de um cobertor cheio de pulgas, se sentimos náusea pela competição encarniçada que nos arremessa uns contra os outros, se desconfiamos da rotina que nos aparta dos entes e amigos queridos, se fazemos o elogio da loucura que ousa imaginar uma outra sociedade, uma sociedade outra, somos achincalhados, presos e medicados, não necessariamente nessa ordem, mas policialmente contra a desordem. 

Ao fim e ao cabo, a perplexidade indômita de McMurphy se volta ainda uma vez contra a servidão voluntária de seus colegas de manicômio: 

− Mas vocês têm que sair daqui, vocês jamais poderiam estar aqui, vocês têm que ir para a rua, para as ruas, as avenidas, vocês têm que dizer o que é isto aqui, vocês têm que se rebelar! 

Todos ficamos cabisbaixos e assistimos atônitos à saída escoltada de McMurphy rumo à cela de lobotomia. Dói saber que o manicômio já não precisa de grades ou mesmo paredes. Ele pode se expandir e suas fronteiras vez por outra coincidem com o traçado de cidades e até mesmo países. Acaso os paulistanos não elegeram o Coronel Ubiratan Guimarães deputado estadual sob a bandeira 14.111? “Quem é o Coronel Ubiratan Guimarães?” – pergunta McMurphy parcialmente lobotomizado. Após receber o devido beneplácito do governador de São Paulo à época, o Coronel Ubiratan Guimarães comandou a invasão do antigo presídio do Carandiru pela Tropa de Choque da PM, invasão cujo saldo para a população de bem e de bens foi a erradicação de 111 detentos. 

Mas, de alguma forma, ainda há espécimes como McMurphy. É bem verdade que a farmacologia tenta rastrear o genoma de sua imaginação rebelde – afinal, é preciso prever para prover –, mas, até o presente momento, o poder não conseguiu introjetar a lobotomia. Se a vigilância ainda se faz necessária, a resistência de McMurphy ainda pode insinuar o caos pelas frestas mal vedadas do cotidiano. 

*Flávio Ricardo Vassoler é escritor e professor universitário. Mestre e doutorando em Teoria Literária e Literatura Comparada pela FFLCH-USP, é autor de O Evangelho segundo Talião (Editora nVersos) e organizador de Dostoiévski e Bergman: o niilismo da modernidade (Editora Intermeios). A partir do dia 02 de setembro, passará a apresentar o Espaço Heráclito, um programa de debates políticos, sociais, artísticos e filosóficos com o espírito da contradição entre as mais variadas teses e antíteses – segundas-feiras, às 19h, na TV Geração Z: www.tvgeracaoz.com.br. Periodicamente, atualiza o Subsolo das Memórias, www.subsolodasmemorias.blogspot.com, página em que posta fragmentos de seus textos literários e fotonarrativas de suas viagens pelo mundo.
 
 
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terça-feira, 13 de agosto de 2013

 

Manifestantes invadem Sírio-Libanês e param a Paulista durante ato em SP

 
 
DE SÃO PAULO
 
 
Um grupo de cerca de 50 servidores públicos da saúde interrompeu o trânsito na avenida Paulista, na região central de São Paulo, na noite desta terça-feira (13). Segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) três faixas da via chegaram a ser fechadas no sentido da rua da Consolação.
Por volta das 21h25 o grupo deixou a avenida Paulista e foi até a sede da secretaria estadual da Saúde, que fica ao lado do Hospital da Clínicas, na avenida Doutor Arnaldo, zona oeste. Em seguida os manifestantes se dispersaram e o tráfego foi normalizado.
Mais cedo o protesto estava na frente ao hospital Sírio-Libanês, também na região central.
O ato começou por volta das 18h30 na frente da prefeitura, no viaduto do Chá, no centro de São Paulo. Chegou ao Sírio por volta das 19h30.
O grupo, que tem membros do Fórum Popular de Saúde, protesta por melhores condições de trabalho e atendimento à população no SUS (Sistema Único de Saúde). Também pede a saída do secretário estadual da Saúde, Giovanni Guido Cerri.
Eles também usaram palavras de ordem contra o senador José Sarney, que está internado no hospital.
Nelson Antoine/Fotoarena/Folhapress
Manifestantes que participam de protesto a favor da saúde pública tentam entrar no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo
Manifestantes que participam de protesto a favor da saúde pública tentam entrar no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo
PROTESTO
Esse foi o segundo protesto em frente ao Sírio-Libanês em menos de uma semana. Na quinta-feira (8), servidores da saúde também protestaram no local.
Hoje, o grupo pediu uma reunião com a direção do hospital. Segundo o Sírio, foi permitida a entrada de duas pessoas para discutir saúde pública. Houve um princípio de confusão entre manifestantes, policiais militares e seguranças do hospital.
Alguns manifestantes, segundo o Sírio, invadiram o pronto-atendimento e quebraram vasos e algumas cadeiras. Uma mulher foi contida com spray de pimenta jogado pela polícia.
A Folha tentou contatar representantes dos manifestantes, mas não obteve sucesso. No texto do ato no Facebook, o grupo critica o Sírio-Libanês e diz que o hospital é "o símbolo de uma política que não aceitamos: a saúde como mercadoria!".
O Sírio disse que "lamenta que, mais uma vez, as manifestações por melhorias na área da saúde estejam acontecendo dessa forma, em prejuízo do bem-estar de pacientes que merecem respeito".
 
 

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

DINHEIRO PÚBLICO (NOSSO) DO SUS

Vereador médico rebate acusações postadas no Facebook de que recebeu sem trabalhar

 
Diana Gaúna
 
 
Um post anda circulando a rede social Facebook com informações de que o vereador Paulo Siufi (PMDB) teria recebido os salários de médico da rede municipal de saúde, mas não teria trabalho em horário integral. Segundo a publicação, dos cinco anos atuando como médico no distrito de Aguão, a 40 km de Campo Grande, Siufi teria cumprido apenas 13,34 % de sua carga horária.
O post do Facebook aponta suposta auditoria interna da Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande, que teria constatado que o vereador e médico, nestes cinco anos, deveria ter cumprido uma jornada de 7.680h, já que era contratado como servidor 20h/semanais, ou meio período todos os dias.
Segundo a denúncia, entretanto, ele só comparecia ao distrito uma vez por semana, o que registra uma carga horária de 1.024 h, equivalente a 13,34% do total do contrato de trabalho.
Um médico 20h do SUS atende pelo menos 3.520 pacientes por ano – se considerado o padrão de 16 atendimentos por dia, cinco dias por semana e 11 meses, levando em conta as férias. Multiplicando os atendimentos por cinco anos, seriam pelo menos 17,6 mil consultas.
Já o compartilhamento da rede social diz que a auditoria constatou que em cinco anos, Siufi atendeu somente 843 pessoas, tendo recebido em torno de R$ 324,9 mil, ou R$ 385,4 por consulta. O SUS paga atualmente, em acordo pactuado pela CIB (Comissão Intergestores Biparitte), o valor de R$ 10 por consulta, em qualquer especialidade.
A reportagem tentou entrar em contato com o secretário de Saúde, Ivandro Fonseca, para mais detalhes da auditoria, mas não obteve sucesso.
Outro lado
Procurado pela reportagem, o vereador declarou que o horário em que ele cumpria era fixado pela secretaria de saúde. “Durante 17 anos estive no distrito de Aguão, sempre indo às segundas-feiras, como os outros médicos iam uma vez por semana. Só o dentista ia duas vezes por semana”, conta.
Siufi explicou que sua carga horária estava acordada com a chefia da Secretaria de Saúde e todos os médicos faziam o mesmo horário o que demonstra que ele não teria nenhum ‘horário especial’.
“Se eu estava irregular, como é que eles me pagaram normalmente ao longo desses 17 anos e aos outros médicos também? O que eu sei é que isso é uma realidade do SUS. Tem médicos que vão duas vezes por semana em postos de saúde na Capital, por exemplo”, rebateu.
Reprodução/Facebook
O vereador disse que os pagamentos eram assinados pela gerência, pelo secretário e que os moradores de Aguão sentem sua falta, porque recebe ligações até hoje. “Criei um vínculo com eles ao longe desses anos e aos que me ligam, nunca me neguei a atendê-los no meu consultório sem cobrar pelo serviço”, finalizou.

DINHEIRO PÚBLICO (nosso) DO SUS- ‘troço é meio misturado’ - “Não é que o dinheiro é do SUS. O dinheiro em maior grau gira em torno do SUS. O médico faz o serviço e ‘mal e porcamente' o SUS paga”,

Para garantir salário de R$ 100 mil, Adalberto Siufi 'embolsava' pagamento dos residentes

 
Diana Gaúna

Durante a CPI da Saúde na Câmara desta segunda-feira (12), o ex-presidente do conselho curador, Luiz Felipe Mendes declarou que os procedimentos realizados pelos residentes no Hospital do Câncer iam para o bolso do médico Adalberto Siufi. A CPI constatou que Adalberto chegava a receber R$ 100 mil de salário.
O ex-presidente do conselho curador disse que os médicos recebiam por produção e que Adalberto, por exemplo, sempre chegava cedo e tinha muitas fichas, além do trabalho dos residente que atuavam com ele, que também ‘ficava pra ele’.
O vereador Alex achou estranho e questionou se ele estava dizendo que a produção dos residentes era paga para Adalberto, quando obteve a resposta ‘sim’. “Em todo o Brasil o serviço dos residentes fica para o preceptor,”declarou Luiz Felipe.
Alex rebateu dizendo que na USP (Universidade de São Paulo), o médico faz residência dentro dos hospitais escola e que apenas aqui em MS adotou-se essa sistemática ‘estranha’.
“Se é estranha, não é ao MEC (Ministério da Educação), pois ela foi aprovada pelo Ministério do jeito que ela está”, disparou o médico.
O vereador Alex bateu em cima também da triangulação de repasse de valores, entre secretaria municipal, fundação e Neorad. O médico explicou que o ‘troço é meio misturado’ entre o HC e a Rede Feminina.
“Não é que o dinheiro é do SUS. O dinheiro em maior grau gira em torno do SUS. O médico faz o serviço e ‘mal e porcamente' o SUS paga”, explicou Luiz Felipe.
“O senhor participava dessa triangulação ou participava apenas como barriga de aluguel”, disparou Alex? O médico respondeu que o dinheiro vinha pela secretaria municipal, para a Fundação que repassava para a Neorad.
Questionado se ninguém sabia das irregularidades, o médico disse que fiscalização tinha, mas que ele não entende nada de conta. Luiz Felipe disse ainda que não tinha conhecimento sobre o sobrepreço de 70% da tabela SUS, que era pago a Neorad pelos procedimentos.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Vereadora diz que história de Dudu está mal contada e pede ajuda para CDH e OAB-MS

 
Evelin Araujo e Wendell Reis
A vereadora Luiza Ribeiro (PPS) declarou na manhã desta quinta-feira (8) durante sessão da Câmara de Campo Grande que a história envolvendo Eduardo Miranda Martins, de 28 anos, conhecido como “Dudu”, está muito mal contada e precisa ser acompanhada pela Comissão de Direitos Humanos e a OAB-MS (Ordem dos Advogados do Brasil de Mato Grosso do Sul).
“É preciso observar que a Guarda Municipal já tinha tido problemas com ele, que ele inclusive denunciou isso aqui na Câmara. Temos que ficar de olhos abertos para que ele tenha direito a ampla defesa para que não sofra injustiça e tudo seja muito bem esclarecido”, pediu.
Ela diz que há vários relatos de pessoas que afirmam que ele não prtava drogas no momento da prisão. Presidente da Comissão, Elizeu Dionízio (PSL) declarou vai acompanhar o caso e que na próxima sessão já deve ter algumas respostas a dar em relação ao assunto.
O ator é o único dos sete manifestantes, presos após manifestações contra a corrupção em Campo Grande, que continua atrás das grades em Campo Grande. Ele está no Presídio de Trânsito (Petran). Eduardo está preso desde o último dia 20 de junho, pois, segundo a polícia foram encontrados papelotes de cocaína na mochila do jovem.
Cãmara Municipal
Ainda de acordo com a polícia, Eduardo também responde por dano ao patrimônio público, já que teria incitado outros participantes do protesto, a invadirem a prefeitura municipal, além de quebrar a porta e danificar uma placa da Câmara Municipal.

http://www.midiamax.com.br/noticias/865338-vereadora+diz+historia+dudu+esta+mal+contada+pede+ajuda+para+cdh+oab+ms.html#.UgQfYJS5fMw

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Três mil índios protestam em Sidrolândia contra enrolação na demarcação de terras

 
Fernanda Kintschner e Nealla Machado
 
 
Cerca de três mil indígenas se reuniram próximo da Fazenda Buriti, palco de conflitos entre proprietário e índios Terena, para protestar quanto a morosidade das demarcações para ampliação da Aldeia Buriti. Eles prometem resistir até a morte, caso seja decidido a favor dos produtores rurais.
Os indígenas criticam o adiamento da reunião com o Ministério da Justiça marcada para ontem (5) e mudada para amanhã (7), às 14h em Brasília. Eles alegam que já era para ter uma decisão final do Governo Federal sobre quem fica com a terra Buriti, se o proprietário Ricardo Bacha ou os indígenas.
De qualquer forma, uma decisão não favorável aos índios não está sendo cogitada pelos Terena. “Se não demarcarem, vamos marca a terra por nossas próprias mãos. Chega de sofrimento”, disse o cacique Ageu Reginaldo Terena, mostrando a foice quando avisa que a demarcação será pela própria tribo.
Segundo o cacique, os indígenas não vão aceitar mais demora. “Não vamos aceitar que a União brinque com essa gente. Estamos sendo ameaçados e não vamos nos calar”, destacou.
“ Perdemos a guerra, mas não perdemos a luta. Quem matou nosso irmão foi o Governo. Nós não vamos nos calar até conseguir”, afirmou o filho do cacique, Gênio Reginaldo Francisco Terena.
Para o ancião da Aldeia Buriti, Basílio George Terena, a situação é mais grave. “Eles dizem que vão matar índio. Nós estamos lendo na internet, fazendeiro fazendo ameaça. Se vai matar índio, se está em época de exterminar, então vai acontecer porque nós não vamos sair daqui”.
Luiz Alberto
No local há doze homens da Força Nacional que acompanham em três carros o protesto de forma a evitar violência, por ambas as partes. O Governo do Estado estendeu a permanência da Força por mais 45 dias.
 

terça-feira, 6 de agosto de 2013

BEIRUT

O Leãozinho

Caetano Veloso


Gosto muito de te ver, leãozinho
Caminhando sob o sol
Gosto muito de você, leãozinho


Para desentristecer, leãozinho
O meu coração tão só
Basta eu encontrar você no caminho


Um filhote de leão raio da manhã;
Arrastando o meu olhar como um ímã...
O meu coração é o sol, pai de toda cor;
Quando ele lhe doura a pele ao léu...


Gosto de te ver ao sol, leãozinho
De te ver entrar no mar
Tua pele, tua luz, tua juba


Gosto de ficar ao sol, leãozinho
De molhar minha juba
De estar perto de você e entrar no mar