terça-feira, 20 de agosto de 2013

São Paulo dá café, minas dá leite, e a Vila Isabel dá samba

 

Feitiço da Vila

Noel Rosa



Quem nasce lá na Vila
Nem sequer vacila
Ao abraçar o samba
Que faz dançar os galhos,
Do arvoredo e faz a lua,
Nascer mais cedo.


Lá, em Vila Isabel,
Quem é bacharel
Não tem medo de bamba.
São Paulo dá café,
Minas dá leite,
E a Vila Isabel dá samba.


A vila tem um feitiço sem farofa
Sem vela e sem vintém
Que nos faz bem
Tendo nome de princesa
Transformou o samba
Num feitiço descente
Que prende a gente


O sol da Vila é triste
Samba não assiste
Porque a gente implora:
"Sol, pelo amor de Deus,
não vem agora
que as morenas
vão logo embora


Eu sei tudo o que faço
sei por onde passo
paixao nao me aniquila
Mas, tenho que dizer,
modéstia à parte,
meus senhores,
Eu sou da Vila!

Que eu, Mato Grosso e o Joca

Saudosa Maloca

Adoniran Barbosa



Si o senhor não "tá" lembrado
Dá licença de "contá"
Que aqui onde agora está
Esse "edifício arto"
Era uma casa véia
Um palacete assombradado
Foi aqui seu moço
Que eu, Mato Grosso e o Joca
Construímo nossa maloca
Mais, um dia
Nóis nem pode se alembrá
Veio os homi c'as ferramentas
O dono mandô derrubá
Peguemo todas nossas coisas
E fumos pro meio da rua
Aprecia a demolição
Que tristeza que nóis sentia
Cada táuba que caía
Duia no coração
Mato Grosso quis gritá
Mas em cima eu falei:
Os homis tá cá razão
Nós arranja outro lugar
Só se conformemo quando o Joca falou:
"Deus dá o frio conforme o cobertor"
E hoje nóis pega a páia nas grama do jardim
E prá esquecê nóis cantemos assim:
Saudosa maloca, maloca querida,
Dim dim donde nóis passemos os dias feliz de nossas vidas
Saudosa maloca,maloca querida,
Dim dim donde nóis passemo os dias feliz de nossas vidas.

PIZZA DE ALICHE SAINDO QUENTINHA --- eu não gosto

CPI da Saúde da Assembleia chega a 90 dias sem ouvir pivô do escândalo

Zemil Rocha

CPI da Câmara já ouviu pivô do escândalo; na Assembleia nada até agora (Foto: Arquivo)CPI da Câmara já ouviu pivô do escândalo; na Assembleia nada até agora (Foto: Arquivo)
Prestes a completar 90 dias de atuação e faltando mais 30 para concluir seus trabalhos, caso não peça prorrogação, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa do Estado ainda não ouviu o principal pivô do escândalo que a originou, conhecido como “Máfia do Câncer”, o médico Adalberto Siufi. Nesse aspecto, a CPI da Saúde da Câmara de Campo Grande está à frente nas investigações, já tendo ouvido pelo menos uma vez o médico, que é acusado de armar um esquema de evitar o tratamento de câncer na rede pública para beneficiar sua empresa particular, a Neorad.
Adalberto Siufi foi convocado, inicialmente, para depor no dia 1º de agosto, mas houve adiamento em razão de uma viagem para os Estados Unidos. Uma certidão da Justiça Federal garante a Adalberto Siufi, ex-diretor do Hospital do Câncer, a possibilidade de viajar para os Estados Unidos para visitar familiares e participara de um congresso médico, entre os dias 30 de julho e 13 de agosto, confirmando decisão da Justiça Estadual. O presidente da CPI, deputado Amarildo Cruz, chegou a marcar o depoimento para 13 de agosto, mas também não aconteceu.
Além disso, a CPI não reconvocou a ex-secretaria Beatriz Dolbashi, apesar de haver contradições entre o seu primeiro depoimento, dia 17 de junho, e a divulgação de escutas telefônicas na televisão, levantando suspeitas sobre o interesse da ex-secretária em beneficiar a rede particular em Campo Grande. O presidente da CPI, deputado Amarildo Cruz (PT), chegou a informar que haveria nova convocação, argumentando o que foi divulgado pela imprensa comprovou depoimento “contraditório” à comissão. Até agora nada.
Criada no dia 23 de maio deste ano, além de Beatriz Dolbashi, a CPI da Saúde já colheu depoimentos do secretário municipal de Saúde de Campo Grande, Ivandro Fonseca; do presidente da Santa Casa, Wilson Teslenco, e dos ex-diretores do Hospital Universitário, José Carlos Dorsa, e do Hospital Regional de Campo Grande, Ronaldo Perches Queiroz, do ex-secretário municipal de Saúde da Capital Leandro Mazina. Também foram ouvidos os ex-integrantes da Junta Interventora da Santa Casa, Antônio Lastória, Nilo Sérgio Laureano Leme e Issan Moussa, além de gestores e conselheiros municipais de saúde nas cidades de Dourados, Coxim e Aquidauana.
Em Campo Grande, os deputados visitaram o Centro Regional de Saúde Nova Bahia (Dr. Guinter Hans), a Unidade Básica de Saúde do Nova Bahia, a Unidade de Pronto Atendimento do Coronel Antonino (Dr. Walfrido Azambuja de Arruda), o Centro Regional de Saúde das Moreninhas III (Dr. Marcílio de Oliveira Lima), o Centro Regional de Saúde do Aero Rancho (Dr. João Pereira da Rosa) e a Central de Regulação do Samu (Serviço Móvel de Atendimento de Urgência).
A CPI já recebeu também muitas denuncias, mas poucas delas com confirmação. Uma delas levou os parlamentares a conhecer a Central de Regulação do Samu, pois havia denúncia de sucateamento de viaturas. Porém, ficou comprovado que a estrutura e as viaturas estão em ótimas condições. O coordenador do Samu em Campo Grande, Luiz Antonio Moreira da Costa, afirmou aos deputados que hoje a frota na Capital é de 20 viaturas.
A falta de foco e a preferência de depoimentos de autoridades têm gerado desentendimentos entre os próprios integrantes da CPI da Saúde da Assembleia. Em meados de junho, um dos integrantes da comissão, deputado Lauro Davi (PSB), fez duras críticas aos encaminhamentos. Para ele, a comissão deve buscar denúncias com trabalhadores e usuários e não ficar apenas “ouvindo” gestores de saúde.
Novos depoimentos - Nesta segunda-feira, os deputados da CPI da Saúde estão em Paranaíba e vão amanhã (20/8) para Três Lagoas, para investigar possíveis irregularidades nos repasses do SUS (Sistema Único de Saúde). Os depoimentos são colhidos na Câmara Municipal das cidades correspondentes, das 14h às 19h.
Para próxima quinta-feira (22), a CPI convocou mais duas autoridades do setor de saúde, o diretor-presidente do Hospital Universitário da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), Cláudio Wanderley Saab, e o presidente do CRM/MS (Conselho Regional de Medicina), Luiz Henrique Mascarenhas. O primeiro, Cláudio Saab, já avisou que não vai à oitiva, alegando que já tem compromissos em Goiânia e Brasília.
Em balanço feito recentemente da tribuna da Assembleia Legislativa, o presidente da CPI apontou como um dos principais problemas na gestão da saúde em Mato Grosso do Sul o mau uso de recursos. “Os trabalhos da CPI já apontam que os problemas não são apenas poucos recursos, mas o mau uso e a má administração destes recursos. Além de sugerir ações para melhorar a saúde no Estado, a comissão irá apontar as irregularidades e quem as cometeram”, afirmou Amarildo Cruz.
A CPI tem 120 dias para apurar as possíveis irregularidades, podendo ser prorrogada por mais dois meses. Para ajudar no trabalho de investigação, os deputados decidiram criar o e-mail cpisaude@al.ms.leg.br para que as pessoas pudessem denunciar irregularidades nas unidades hospitalares. Também foi criada a fan page CPI da Saúde em MS.
A Comissão é composta pelos deputados Amarildo Cruz - presidente, Lauro Davi (PSB) - vice-presidente, Junior Mochi (PMDB) - relator, Mauricio Picarelli (PMDB) - vice-relator e Onevan de Matos (PSDB) – membro.
 

+ UM - "a câmara mais fácil de se ocupar " - também pudera, não tem quase mais ninguém lá...


Justiça eleitoral cassa mandato de mais um por compra de voto: Bueno está inelegível

 
Diana Gaúna



A Justiça julgou procedente o pedido de cassação de mandato do vereador Alceu Bueno (PSL). Além de cassar Bueno por compra de voto, a juíza eleitoral Elisabeth Rosa Baisch também condenou o político por abuso de poder econômico , decretando de imediato sua inegibilidade por oito anos e uma multa de mais de R$ 50 mil. A decisão foi publica nesta segunda-feira (19) no Diário de Justiça.
A representação contra Alceu Bueno foi formulada pelo Ministério Público Eleitoral. Baseado em denúncia realizada por meio do disque-denúncia TRE/MS, o promotor foi informado que estavam sendo distribuídos “vale combustível” pelo então candidato em troca de voto para abastecimento em diversos postos de combustível espalhados nesta capital.
As denúncias apontavam ainda que Bueno estaria comprando votos pelo valor de R$ 100,00, em seu comitê, em frente à antiga rodoviária. Foi expedido mandado de busca e apreensão, com apreensão no comitê de R$ 385,00 em espécie e diversos documentos, os quais revelaram que o candidato contratou os serviços da Rede Faleiros Postos e Serviços para fornecer 2.000 litros de gasolina comum, sempre em pequenas quantidades, a serem fornecidos por meio de requisições.
Também foram apreendidos dois blocos de requisições do Posto Marcello e apreendida uma lista contendo o nome de 24 pessoas beneficiadas com dez ou vinte litros de combustível após colocarem adesivo de Bueno em seus veículos, constando inclusive a data em que a adesão ocorreu.
A Justiça Eleitoral também determinou busca e apreensão no comitê do candidato, onde foram encontrados requisições de combustível totalizando grande quantidade em dinheiro, contratos particulares de compra e venda de combustíveis, além de diversos outros documentos de aquisição de produtos alimentícios e contratação de cabos eleitorais.
O Ministério Público por ocasião das alegações finais em que perdeu o prazo requereu que o processo fosse desmembrado em relação a Bueno.
Entre as diligências solicitadas, estava a oitiva de dois coordenadores da campanha eleitoral do vereador e mais a oitiva de dois eleitores cooptados. Sem sucesso, Bueno moveu vários recursos para tentar impedir a oitiva em juízo das testemunhas que foram ao Gabinete do Promotor. Entretanto, nesta segunda-feira a Justiça decidiu por sua cassação.


Assim, o vereador Alceu Bueno entra para a lista dos cassados pela Justiça eleitoral. Conforme decisão da Justiça, o vereador foi condenado a cassação do mandato por compra de voto (captação ilícita de sufrágio) e abuso de poder econômico. Com isso fica decretada de imediato sua inelegibilidade pelo prazo de oito anos – a contar das eleições 2012 – e uma multa de R$ 53 mil. Da decisão cabe recurso.

http://www.midiamax.com.br/noticias/866968-justica+eleitoral+cassa+mandato+mais+compra+voto+bueno+esta+inelegivel.html#.UhOMNZS5fMw

"Se for pra chover no molhado e dar tempo pra coisa prescrever, ai não pode."

Delcídio diz que CPIs precisam 'por o dedo na ferida e não ficar vaselinando' em MS

 
Diana Gaúna



O senador Delcídio Amaral (PT) declarou na manhã desta segunda-feira (19) que as CPIs da saúde em Campo Grande precisam por o dedo na ferida e não ficar vaselinando. As declarações foram feitas em entrevista à rádio Cultura AM.
O senador presidiu em 2005 a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) dos Correios que culminou com a descoberta do caso conhecido internacionalmente como Mensalão.
Durante a entrevista, Delcídio disse que a saúde em Campo Grande é "um desastre que se arrasta pelas administrações". O senador afirmou que há solução para a saúde e que as Casas Legislativas (Câmara e Assembleia) estão cumprindo seu papel de fiscalizar o executivo.
“As CPIs são positivas, mas os parlamentares têm que ter em mente que é preciso por o dedo na ferida e não ficar vaselinando. Se for pra chover no molhado e dar tempo pra coisa prescrever, ai não pode. Sob pena inclusive de ficar mal para o político”, disparou.
Delcídio afirma que das investigações devem sair proposições para aperfeiçoamento de controle e citou como exemplo a questão da transparência, leis de previdência e outras que foram reflexo da CPI dos Correios. "É preciso ouvir a voz das ruas", pontuou.
CPIs
Atualmente duas CPIs da saúde são conduzidas em Campo Grande. Na câmara de vereadores o assunto é direcionado à investigar a Máfia do Câncer. A CPI foi proposta por adversários políticos do PMDB, mas após intensas articulações, o líder do ex-prefeito Nelsinho Trad (PMDB), vereador Flávio César (PtdoB) assumiu o controle das investigações.
Na Assembleia o deputado Amarildo Cruz (PT) preside a apuração de possíveis irregularidades dos repasses do SUS em 11 cidades sul-mato-grossenses.
As CPIs foram abertas após a deflagração da Operação Sangue Frio, pela Polícia Federal em março deste ano. A operação conta com apoio do Ministério Público Federal e Estadual, Controladoria Geral da União.
Fora
Divulgação

Desde o início das investigações saíram da administração a Secretária Estadual de Saúde, Beatriz Dobashi, o diretor do Hospital Regional, Ronaldo Perches, toda a diretoria do Hospital do Câncer, capitaneados pelo médico Adalberto Siufi e diretores do Hospital Universitário da UFMS, entre eles o diretor geral José Carlos Dorsa.

http://www.midiamax.com.br/noticias/866852-delcidio+diz+cpis+precisam+dedo+ferida+nao+ficar+vaselinando+ms.html#.UhOOQJS5fMw

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

You Won't Let Me

If you'd only let me,
I could show you how to love.


Take our time,
let it all go.


If you'd only let me,
show you how to cry.


In your darkest hour,
I will lead you through the fire.


You won't let me,
You won't let me,
I don't wanna say goodbye,
I just wanna give it one more try.


And I'd do anything,
Yes, I'd do anything.
If you'd only let me.


With your hand in mine,
I would show you how to laugh.


Nothing heavy, nothing serious.
Just forget about all that.


You've been stepping back,
I wanna be your friend.


Tear down the walls that surround you,
Build you back up again.


But, you won't let me.
You won't let me.
I don't wanna say goodbye.
I just wanna give it one more try.


And I'd do anything,
Yes, I'd do anything.


So, tonight, stay with me.
I know I can change your mind.


But you won't let me..
You won't let me…
I don't wanna say goodbye.
I just wanna give it one more try,
But you won't let me.
You won't let me.


I don't wanna say goodbye,
I just want to give it one more try.
But you won't let me.
But you won't let me.


And I'd do anything for you..
I'd do anything for you,
But you won't let me..
You won't let me…


You won't let me

Minha memória às vezes me trai

Traz as lembranças do que nunca vai

Abro meus olhos para ver se sai

O que não se apaga nem se subtrai

 

Eu fico com medo

Eu fico com medo

 

Nunca mais é muito tempo

Sem não ter nenhum momento

Vem o frio que sai de dentro

Com você no pensamento