segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Norte-americana faz série fotográfica com pacientes terminais em momentos felizes

A ideia de Lynette Johnson é transformar as belas imagens em uma forma de “celebração à vida”


ABI (AO CENTRO), UMA DAS GAROTAS CLICADAS PARA O PROJETO (Foto: soulumination.org)
Fazer com que a delicada situação de pacientes terminais seja contada de uma forma leve não é tarefa fácil. No entanto, Lynette Johnson conseguiu criar um belo projeto. Tudo começou quando sua cunhada ligou, perguntando se Lynette tiraria uma foto da sua bebê, que morreu logo após nascer. A norte-americana fez isso e, naquele momento, pensou que, se conseguia fazer aquilo com a sobrinha, então também era possível com outras pessoas.
 
Assim nasceu a Soulumination, fundação que clica pacientes em estado terminal a partir de uma visão positiva, na qual, como ela mesma diz em entrevistas, “os fotografados aparecem felizes ao lado da família, como um ato de amor e celebração à vida”.
O programa Angel Babies atende famílias com crianças até 18 anos e sob risco de vida. Já o Adult Legacy é responsável por clicar famílias com pais com doenças terminais que têm filhos com até 18 anos. Atualmente, o projeto conta com 40 fotógrafos voluntários, responsáveis por retratar cerca de 200 famílias por ano. Clique aqui ou na foto abaixo para ver mais imagens do Soulumination:
JOANIE, TAMBÉM NO PROJETO SOULUMINATION (Foto: soulumination.org)
 

domingo, 6 de outubro de 2013

Bem no fundo

No fundo, no fundo,
bem lá no fundo,
a gente gostaria
de ver nossos problemas
resolvidos por decreto

a partir desta data,
aquela mágoa sem remédio
é considerada nula
e sobre ela - silêncio perpétuo

extinto por lei todo o remorso,
maldito seja que olhas pra trás,
lá pra trás não há nada,
e nada mais

mas problemas não se resolvem,
problemas têm família grande,
e aos domingos
saem todos a passear
o problema, sua senhora
e outros pequenos probleminhas.
Paulo Leminski

 

Bomba H

Ney Matogrosso


Pra que rancor, tanto tédio
Pra que terror, tanta mágoa
A vaca já foi pro brejo
Os burros já deram n'água
Os burros já deram n'água
Pra quê rogar tanta praga
Pra quê, se não tem remédio
Pra que abrir outra chaga
Por que não dormir sem medo
Por que não dormir sem medo
Pra que ferir, ser ferido
Pra que somente repúdio
Pra que achar tudo errado
Se o tal telhado é de vidro
Se o tal telhado é de vidro
Pra que olhar raso n'água
Por que não só de desejo
Paixão é qual bomba H
Seu estopim é o beijo
Seu estopim é o beijo

Impacto das mudanças climáticas na saúde da população preocupa governo brasileiro

Impacto das mudanças climáticas na saúde da população preocupa governo brasileiro


Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro – As mudanças climáticas deverão provocar aumento do nível dos mares e da intensidade de eventos extremos, como secas e tempestades em todo o mundo. A previsão foi confirmada pelo último relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), em 27 de setembro. Diante de um cenário de incertezas em relação ao futuro do planeta, o governo brasileiro se prepara para reduzir os efeitos colaterais do clima na saúde da população.
O tema já havia sido tratado na primeira versão do Plano Nacional de Mudanças Climáticas, de 2008, mas ganhou destaque ainda maior nos últimos anos. Em junho, foi lançado o Plano Setorial de Saúde para Mitigação e Adaptação para a Mudança do Clima. O plano setorial integra a versão preliminar do novo Plano Nacional de Mudanças Climáticas, que abriu para consulta pública na internet no dia 1º de outubro.
De acordo com o governo brasileiro, espera-se que as mudanças no clima tenham impactos diretos (como no caso dos desastres naturais), indiretos (devido à mudança na qualidade da água, do ar e dos alimentos) e também por meio de perturbações sociais e econômicas.
“A questão é como preparar o sistema de saúde para esses eventos. Dentro do sistema que já existe, temos que começar a prepará-lo para isso. Pelo que os relatórios apontam, haverá chuvas muito fortes e secas muito fortes no país”, disse o secretário nacional de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente (MME), Carlos Klink.
Entre as preocupações do governo brasileiro, estão as doenças transmitidas por vetores como a dengue, a malária, a febre amarela e a leishmaniose, ou por água e alimentos contaminados, como diarreias agudas, leptospirose e toxoplasmose.
Acredita-se que alterações climáticas, como intensas ondas de calor, tenham impacto também sobre doenças crônicas não transmissíveis, como males cardiovasculares e respiratórios. Há ainda o agravante de se unir as mudanças no clima com a poluição atmosférica (que é um dos principais fatores de aceleração do aquecimento global).
Há também a preocupação com os riscos de escassez de águas e alimentos e de transtornos psicológicos como o estresse provocado pelos eventos climáticos extremos. Entre as metas do governo estão ampliar a cobertura vacinal da população, a vigilância sobre as doenças crônicas e a análise da qualidade da água, além de reduzir a incidência de doenças provocadas por vetores.
Edição: Fernando Fraga
 

Existem coisas na vida

Alzira Espindola / Itamar Assumpção


Existem coisas na vida
Das quais até Deus duvida,
Tem beijos de boas vindas,
Tem beijos de despedida.

Tem choro, coro, decoro,
Entrada não tem saída,
Tem forum, falta de coro,
Tem um toque de Midas.

Tem quem apronte um salseiro,
Tem gente muito querida,
Tem cara de pau de monte,
Morte por uma dívida.
Tem tanta coisa pra ontem.

Existem coisas na vida
Das quais até Deus duvida,
Tem quem não tenha guarida nas vielas e avenidas.

Tem olho da rua, becos,
Tem ouro de tolo,um touro,
Tem vaca e mulher parida.

Tem gente que é só sucesso,
Como tem gente falida,
Tem gente que não tem berço,
Bandido, gente excluída.

Tem gente muito valente.
Tem gente só suicida.
E por ter gente demente,
Tem gente que é prevenida.
Tem coisa que segue em frente,
Tem coisa já falecida.


Existem coisas na vida
Das quais até Deus duvida
é o diabo a quatro querida.

Existem coisas na vida
Das quais até Deus duvida
é o diabo a quatro querida

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Os ninguéns: os filhos de ninguém, os dono de nada.
Os ninguéns: os nenhuns, correndo soltos, morrendo a vida, fodidos e mal pagos:
Que não são, embora sejam.
Que não falam idiomas, falam dialetos.
Que não praticam religiões, praticam superstições.
Que não fazem arte, fazem artesanato.
Que não são seres humanos, são recursos humanos.
Que não tem cultura, têm folclore.
Que não têm cara, têm braços.
Que não têm nome, têm número.
Que não aparecem na história universal, aparecem nas páginas policiais da imprensa local.
Os ninguéns, que custam menos do que a bala que os mata.”
Eduardo Galeano

terça-feira, 1 de outubro de 2013

I Encontro Nacional da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS)

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Estão abertas as pré-inscrições para o I Encontro Nacional da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) que irá acontecer entre os dias 4, 5 e 6 de dezembro em Pinhais, região metropolitana de Curitiba/PR. O evento é organizado pelo ministério da Saúde, por meio da Secretaria Nacional de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas, em parceria com a Coordenação de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba e com a Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República.
O Encontro tem por objetivo principal o fortalecimento da RAPS, reunindo todos os pontos de atenção e serviços da rede, seus usuários, familiares e parceiros de todo o país. Além de possibilitar aos participantes um espaço de interação, troca, apoio e articulação entre os diversos atores institucionais e comunitários que compõem a rede.
As pré-inscrições podem ser feitas pelos usuários, familiares e trabalhadores de toda a Rede de Atenção Psicossocial até o dia 4 de outubro pelo endereço: http://formsus.datasus.gov.br/site/formulario.php?id_aplicacao=12890. Para mais informações, entrar em contato pelo telefone (61) 3315-9144 ou pelo e-mail encontroraps@saude.gov.br.