quarta-feira, 11 de dezembro de 2013


Desinstitucionalização                     MUITO MAIS QUE                    Desospitalização

 

“Inicialmente, isto é, no trabalho de desconstrução do manicômio, esta transformação é produzida através de gestos elementares: eliminar os meios de contenção; reestabelecer a relação do indivíduo com o próprio corpo; reconstruir o direito e a capacidade de uso dos objetos pessoais; reconstruir o direito e a capacidade de palavra; eliminar a ergoterapia; abrir as portas; produzir relações, espaços e objetos de interlocução; liberar os sentimentos; restituir os direitos civis eliminando a coação, as tutelas jurídicas e o estatuto de periculosidade; reativar uma base de rendimentos para poder ter acesso aos intercâmbios sociais.”p.33

Livro:                                                            Atores:

DESINSTITUCIONALIZAÇÃO                      Franco Rotelli

                                                                      Ota de Leonardis

                                                                      Diana Mauri

"Papai por que você trabalha tanto?"

o pescador e o empresário

Um rico empresário paulistano dirigia seu utilitário esportivo pela costa, indo para o Nordeste encontrar sua família em férias. Anoitecia e ele cruzava o sul da Bahia quando o carro teve problemas mecânicos em uma estradinha secundária, ao lado do mar. Sem alternativa foi bater na porta de uma humilde casa de madeira, quase na praia. Foi atendido por um pescador muito pobre, que lhe deu janta e abrigo para dormir.

No dia seguinte o paulistano conheceu a família do pescador, sua esposa e oito filhos, enquanto aguardava socorro mecânico para seu veículo. E viu o quão grande era a pobreza deles, que nem luz elétrica tinham em casa e que dependiam da pesca que o mar provia. Depois do almoço resolveu que poderia fazer algo por eles. Disse assim ao pescador: “Obrigado por ter me ajudado. Em troca, eu gostaria de lhe ensinar o que eu sei, gostaria de lhe ensinar a ser rico!”

“Ólhe… eu num sei disso de ser rico não.” — disse o pescador.

“Mas eu quero te ensinar!” — disse o empresário — “Me diz, o que você faz todo dia?”

“Eu acordo cedo, pego minha vara e vô pescá! Pesco o que preciso. Depois passo o dia aqui na praia, descansando c’a minha mulher e co’ meus filhos.”

“Pois então, preste atenção: amanhã quando você sair para pescar você não pare quando tiver pouco peixe. Continue pescando tudo o que puder, pesque o máximo de peixe que conseguir. Trabalhe o dia todo!”

“É? Mas e aí?”

“Aí você vai pegar os seus peixes e levar para o mercado. Lá você vai vender tudo pelo melhor preço e guardar o dinheiro.”

“É?”

“É. E quando você tiver juntado um dinheiro, você vai comprar uma rede de pesca, que é para poder pescar mais peixe ainda.”

“Mas e aí?”

“Aí você com a rede pega muito mais peixe, continua pescando o máximo, leva tudo para o mercado. Você vai ver que vai ganhar mais dinheiro ainda.”

É?”

“Isso! Você junta mais esse dinheiro e logo vai poder comprar um barco — e com o barco vai poder ir para mais longe, achar os maiores cardumes, trazer mais peixe.”

“E aí?’” — o pescador parecia intrigado.

“Aí você vai vendendo os peixes, e deve arrumar dinheiro para contratar ajudantes, contratar uma equipe para te ajudar a pescar e puxar mais peixe. Quando tiver mais dinheiro compre um segundo barco e coloque mais empregados naquele outro barco.”

“É?”

“É isso! Continue fazendo isso e logo você terá uma frota de barcos de pesca. Compre um depósito refrigerado para armazenar os peixes. Continue comprando barcos, empregando mais gente, construindo depósitos maiores e em mais cidades. Entendeu?”

“Entendi!”

“E agora vem a última parte: abra o capital da sua empresa, lance ações na bolsa, venda as ações e fique extremamente rico!”

“Ééé?!” — o olhos do pescador brilhavam, arregalados — “E… E.. E aí?”

“Aí? Aí você está rico! Você pode parar de trabalhar! Pode ir morar na praia! Passar o dia pescando e descansando com sua família!”

UTILIDADE PÚBLICA PARA NÓS INSONES

Saiba o que fazer se você tem sono no trabalho

Sonolência piora rendimento e pode provocar acidentes.
Causas são dormir mal ou alguma doença. Confira dicas.
 
Gabriela Gasparin Do G1, em São Paulo

Apesar da má fama, cair no sono durante o trabalho é considerado normal por especialistas, desde que de forma esporádica. O que preocupa os médicos é quando a vontade de dormir no serviço aparece com frequência, sinal de noites mal dormidas ou até mesmo de um distúrbio que precisa ser tratado. Isso, ao contrário da "cochilada", não pode ser resolvido apenas com um alongamento ou com um gole de café.
 
Nesta reportagem, o G1 separou dicas para identificar o que causa o sono diurno e o que fazer se o sono virar um problema.
 
 
Além do desconforto, trabalhar com sono tira o rendimento, pode levar a erros e até provocar acidentes, diz o médico do trabalho Alexandre Lourenço, vice-presidente da Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV).
 
“A grande maioria das pessoas com essa queixa [de sono no trabalho] tem privação crônica de sono. Por algum motivo em suas vidas elas se esqueceram da necessidade de dormir e passaram a ter um sono insuficiente”, afirma a especialista Márcia Pradella, do Instituto do Sono da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). 
 

Funcionária dorme na sala de sonoterapia da empresa Apdata. (Foto: Raul Zito/G1)

Márcia explica que a duração mínima de sono necessária por dia varia de pessoa para pessoa, mas não deve ser menor do que seis ou sete horas. “É muito raro alguém só precisar dormir quatro ou cinco horas por noite”, diz.
 
Para saber se o repouso foi o ideal, basta levantar descansado e com disposição, diz ela. Já a duração máxima de descanso diário gira em torno de sete a oito horas e meia, afirmam os especialistas.

O neurologista Shigueo Yonekura, do Instituto de Medicina e Sono de Campinas e Piracicaba, em São Paulo, afirma que, com a correria do dia a dia, os trabalhadores têm deixado o sono de lado. “As pessoas vão dormir cada vez mais tarde e continuam acordando cedo no dia seguinte”, diz.
 
É o caso do atendente Thiago da Silva, 23 anos, que trabalha à noite há um ano e meio e só consegue dormir cerca de três horas e meia por dia. A jornada de trabalho de SIlva é das 18h às 6h.
 
Ele afirma que vai para a cama às 10h e só consegue pegar no sono às 11h. "Quando deito sinto o corpo cansado, mas a mente continua trabalhando e demoro para conseguir dormir", conta.
 
Por volta das 14h30, o atendente acorda para tomar banho, almoçar, cuidar do filho de nove meses e ir para o trabalho. "Às vezes tenho sono no serviço, principalmente depois da folga [ele trabalha quatro dias e folga dois]. Nessas horas, levanto e bebo um copo de água para despertar", diz.
 
Segundo Yonekura, quem não consegue aumentar as horas diárias de sono, como Silva, pode aproveitar para tirar cochilos no ônibus, nos horários de estudo ou até mesmo após o almoço – 15 minutos já são o suficiente para repor as energias. 
 
Sesta
 

Empresa Apdata, em São Paulo, oferece sala de descanso com TV para funcionários relaxarem. (Foto: Raul Zito/G1)

“Pescar” no trabalho uma vez ou outra, porém, é normal, dizem os médicos. Afinal de contas, não é todo o dia que dá para dormir tanto quanto o organismo precisa. O soninho depois do almoço também é comum, por conta da digestão.
 
Nesses casos, os especialistas indicam que o trabalhador levante, estique o corpo, tome um café e, se possível, tire um cochilinho de dez a quinze minutos antes de retornar ao serviço.
 
E para quem pensa que dormir no trabalho só acontece nos “sonhos”, há empresas que veem na soneca uma forma de aumentar o rendimento dos funcionários e oferecem espaços para o cochilo depois do almoço.

É o caso da Apdata, empresa do ramo de recursos humanos na cidade de São Paulo. A empresa possui, em um dos andares do seu prédio, uma sala de sonoterapia onde os trabalhadores podem dormir quando quiserem.

Luisa Nizoli, diretora executiva da empresa, diz que o período de maior movimento na sala da soneca é após o almoço, mas há usuários o dia todo. Ela diz que não há tempo limite para ficar na sala, mas os funcionários costumam tirar um soninho por no máximo 30 minutos.

Além de sala de sonoterapia, a empresa construiu também um salão de áudio e vídeo, sala de cromoterapia (tratamento relaxante por meio das cores), massoterapia (ambiente para massagens) e sala de estudo. A previsão é inaugurar, ainda neste ano, um espaço ao ar livre com pomar e redes.

Luisa revela que o ganho na produtividade dos funcionários foi de 60% após a inauguração dos espaços. 
 
Sintomas
 
   
Quem não dorme bem acorda mal-humorado, com sonolência e sensação assemelhada à fadiga, dizem os médicos. “Muitas pessoas sentem esses desconfortos e não os associam ao sono. Eles pensam que estão anêmicos ou estressados com o trabalho”, diz Márcia.

Com o acúmulo de noites mal dormidas, surgem problemas como hipertensão, infartos, perda de memória e da capacidade cognitiva.

Isso porque o sono é responsável por restabelecer as energias perdidas durante o dia, descansar a mente e estimular a memória. “É durante o sono que gravamos as coisas que aprendemos durante o dia”, disse Yonekura. 
 
Empresas
Toda empresa, obrigatoriamente, deve ter o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), que estuda as condições de saúde dos funcionários, o que inclui verificar quadros de sonolência, explica o médico do trabalho Alexandre Lourenço, vice-presidente da Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV).

Segundo ele, funcionários que estão com o problema devem avisar a empresa sobre o quadro e, se necessário, passar por tratamento.

Lourenço afirma que empresas com mais de 500 funcionários devem ter um médico do trabalho interno. As menores precisam oferecer um profissional que preste serviços externos aos funcionários. 
 
Doenças
Há doenças que provocam o sono diurno e outras que atrapalham o sono à noite, tais como a apneia do sono (distúrbio que provoca ronco e interrupções na respiração durante o sono), obesidade, insônia, narcolepsia (ataques de sono repentinos), hipersonolência idiopática (sono excessivo o tempo todo), entre outras.

Os obesos, segundo os especialistas, têm maior dificuldade para respirar durante à noite, o que atrapalha o sono. Roncar demais também atrapalha um bom sono, pois significa que a pessoa está fazendo muito esforço para respirar, diminuindo a qualidade do repouso.

Nesses casos, é importante procurar um médico para tratar a doença.

 

Carlos Drummond de Andrade

Resíduo

De tudo ficou um pouco
Do meu medo. Do teu asco.
Dos gritos gagos. Da rosa
ficou um pouco

Ficou um pouco de luz
captada no chapéu.
Nos olhos do rufião
de ternura ficou um pouco
(muito pouco).

Pouco ficou deste pó
de que teu branco sapato
se cobriu. Ficaram poucas
roupas, poucos véus rotos
pouco, pouco, muito pouco.

Mas de tudo fica um pouco.
Da ponte bombardeada,
de duas folhas de grama,
do maço
- vazio - de cigarros, ficou um pouco.

Pois de tudo fica um pouco.
Fica um pouco de teu queixo
no queixo de tua filha.
De teu áspero silêncio
um pouco ficou, um pouco
nos muros zangados,
nas folhas, mudas, que sobem.

Ficou um pouco de tudo
no pires de porcelana,
dragão partido, flor branca,
ficou um pouco
de ruga na vossa testa,
retrato.

Se de tudo fica um pouco,
mas por que não ficaria
um pouco de mim? no trem
que leva ao norte, no barco,
nos anúncios de jornal,
um pouco de mim em Londres,
um pouco de mim algures?
na consoante?
no poço?

Um pouco fica oscilando
na embocadura dos rios
e os peixes não o evitam,
um pouco: não está nos livros.

De tudo fica um pouco.
Não muito: de uma torneira
pinga esta gota absurda,
meio sal e meio álcool,
salta esta perna de rã,
este vidro de relógio
partido em mil esperanças,
este pescoço de cisne,
este segredo infantil...
De tudo ficou um pouco:
de mim; de ti; de Abelardo.
Cabelo na minha manga,
de tudo ficou um pouco;
vento nas orelhas minhas,
simplório arroto, gemido
de víscera inconformada,
e minúsculos artefatos:
campânula, alvéolo, cápsula
de revólver... de aspirina.
De tudo ficou um pouco.

E de tudo fica um pouco.
Oh abre os vidros de loção
e abafa
o insuportável mau cheiro da memória.

Mas de tudo, terrível, fica um pouco,
e sob as ondas ritmadas
e sob as nuvens e os ventos
e sob as pontes e sob os túneis
e sob as labaredas e sob o sarcasmo
e sob a gosma e sob o vômito
e sob o soluço, o cárcere, o esquecido
e sob os espetáculos e sob a morte escarlate
e sob as bibliotecas, os asilos, as igrejas triunfantes
e sob tu mesmo e sob teus pés já duros
e sob os gonzos da família e da classe,
fica sempre um pouco de tudo.
Às vezes um botão. Às vezes um rato.

"Tirando" o sensacionalismo do Jornal - + tragédia anunciada = + morte de índios


Com cerveja e espetinho, Leilão arrecada dinheiro para financiar combate aos índios

Nealla Machado

Com inúmeras autoridades políticas e vários produtores rurais, o ‘Leilão da Resistência’ promovido por pecuaristas de Mato Grosso do Sul para arrecadar recursos para financiar ações contra retomadas de áreas indígenas acontece nesse sábado (07), com  mordomia e cerveja gelada para os participantes.
Com auditório cheio de fazendeiros, todos os que subiam ao palanque entoavam a resistência contra a demarcação das terras indígenas. “Essa é a resistência democrática que o MS levanta nesse momento. Chega de desrespeito ao cidadão que faz e que produz”, disse a estrela da noite, o deputado federal pelo estado de Goias, Ronaldo Caiado (DEM). A sendor Kátia Abreu (PSD) de Tocantins também estava presente. Antes do leilão ela afirmou que a Funai é falida, retrógrada e atrasada.
Com um dos discursos mais aplaudidos pelos participantes o deputado afirma que a questão indígena é um problema para todo o país e que o Cimi (Conselho Indigenista Missionário) e a Funai são “preconceituosos contra os produtores brasileiros”.
Para o deputado estadual Zé Teixeira (DEM) pouco importa o leilão e o dinheiro arrecadado e sim que cada produtor conseguir defender sua propriedade. “Há anos os produtores gastam com as invasões. Se o banco tem um segurança na porta, por que a fazenda não pode ter? Esse leilão é um alerta para mostrar que o setor produtivo não vai esperar pelo poder publico e precisa de segurança”, fala.
“Não é o índio que invade e sim essas ONGs, essas organizações de esquerda, que querem desarticular o setor produtivo brasileiro”, garante.
O senador Moka (PMDB) afirmou que o leilão é justo, porque ele é realizado com dinheiro dos produtores rurais e é conseguido com suor e trabalho dos mesmos. “Esses são recursos para a defesa das propriedades. Aqui no MS nós não temos terra grilada nem terra invadida. Nós temos terra produtiva”, disse em discurso.
O secretário de Habitação Marun (PMDB), um pouco mais contido nas declarações, disse que o leilão é uma maneira de o setor se expressar. “Essa é uma afronta ao estado de direito democrático”. Eu não concordo 100% com tudo que está proposto, mas acredito que alguma coisa deva ser feita e a que se resistir a isso”.
O ex-deputado estadual e pecuarista, Ricardo Bacha, foi citado várias vezes em muitos discursos mais calorosos, mas ele mesmo não quis se pronunciar. Sentado no canto, usando óculos escuros e um chapéu de palha, ele disse que não comentaria sobre o leilão e que só estava acompanhando o evento.
A fazenda Buriti, de sua propriedade em Sidrolândia, foi uma das primeiras ocupadas pelos indígenas que agora a chamam de Aldeia Buriti. Em torno dela há mais de 20 fazendas ocupadas.
Leilão com mordomias
O evento, muito bem organizado, contou com garçons servindo água, refrigerante e cerveja para os participantes que estavam dentro do local. Quem preferiu ficar lá fora, podia ver os discursos e o leilão embaixo de uma tenda montada com dois televisores e vários climatizadores. No período da noite serão vendidos espetinhos com mandioca por R$10, para quem ficar até o final.
Para o produtor rural de São Gabriel do Oeste, Laner da Costa Nunes, 32 anos, os pecuaristas do estado tinham que ser mais unidos. “Eu acho que deveria acontecer uma greve, onde nenhum produtor vende mais nada. Ai eu queria ver”, questiona. Mesmo assim, ele aprova a iniciativa do leilão e estava esperando para comprar alguma coisa “Vamos ver, se eu achar alguma coisa que me interessa eu compro”.
Abelir Lima da Silva, de 40 anos, produtor de leite no município de Tacuru, compareceu por conta do apoio dos políticos em relação a causa dos produtores rurais. “Eu mesmo não vou comprar nada, mas eu vim para apoiar os outros e porque eu acho importante participar”, fala.
A produtora Ini Pereira Vieira, de 40 anos, também do município de Tacuru espera que a iniciativa do leilão não termine agora. “Nós precisamos mostrar que nós somos e não podemos aceitar essas invasões as nossas terras. Todos precisamos nos unir e apoiar os amigos em situação difícil. Somos nós que movemos esse país” garante.
O governador André Puccinelli (PMDB) não compareceu. Dos parlamentares de Mato Grosso do Sul estavam presentes o senador Waldemir Moka (PMDB); os deputados federais Luiz Henrique Mandetta (DEM), Reinaldo Azambuja (PSDB) e Fábio Trad (PMDB); os deputados estaduais Mara Caseiro (PTdoB), Márcio Fernandes (PTdoB), Jerson Domingos (PMDB), Junior Mochi (PMDB). Zé Teixeira (DEM) e Márcio Monteiro (PSDB), além do ex-prefeito de Campo Grande e secretário estadual Nelsinho Trad.
Aliança?
A presença do deputado federal Reinaldo Azambuja abre a perspectiva de questionamento entre os petistas. O ex-governador e vereador Zeca do PT antecipou que a presença de Azambuja no leilão mostraria a distância entre o que prega o PT e o PSDB.  Zeca e outras lideranças do PT são contra a aliança com os tucanos, cujo projeto contemplaria a candidatura de Azambuja ao senado na chapa do senador Delcídio Amaral, pré-candidato do PT ao governo.
O senador Delcídio Amaral e o deputado federal Vander Loubet, defensores da aliança com o PSDB, não compareceram.(Matéria alterada às 17h57 para acréscimo de informações)


Enquanto fazendeiros leiloam gado, entidades arrecadam alimentos para indígenas de MS

Diego Alves

 

Mais de 20 entidades fazem neste sábado (7) um ato em apoio aos povos indígenas, com a arrecadação de roupas e alimentos que serão levados a índios que moram no Sul do Estado. O evento ocorre com apresentações artísticas de música, dança, teatro, vídeos e exposição de obras de arte. De acordo com organizadores, mais de 5 toneladas de roupas e alimentos, já foram arrecadados este ano.

Coincidentemente, o ato ocorre no mesmo dia do “Leilão da Resistência”, que acontece na Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul), onde vão a remate cerca de 800 animais para a contratação de segurança armada, impedindo que indígenas façam a retomada de terras no Estado.

“O objetivo [´Leilão da Resistência´], é tentar mostrar que são eles que mandam. No Estado, campeão de violência contra índios, isso só vem a sujar o nome de MS. Já são mais de 300 mortes de lideranças nos últimos anos. Na segunda-feira (9), nós levaremos toda a situação vivida pelos indígenas ao Fórum Nacional dos Direitos Humanos em Brasília (DF)”, diz o líder terena Lindomar Ferreira.

“Defendemos a justiça dos povos indígenas, esse aglomerado de pessoas ligadas a educação defende uma questão constitucional, que é o direito dos povos indígenas. O Estado é que tem o poder de resolver, que faça cumprir a Constituição”, diz o artista Jorge de Goes.

Mato Grosso do Sul tem uma população de aproximadamente 75 mil índios, sendo 45 mil de Guaranis e aproximadamente 28 mil de Terenas.

A entidades que fazem parte do ato são a FETEMS,CCDH, CTV, DCE-UFMS, TPT, CPT, CEBI, MST, MMC, CTB, CUT, CONLUTAS, CIMI, ONG AZUL, CEDAMPO, ADLESTE, SINTES, SEEB-CG, SINTECT-MS, SINTSPREV, SISTA-MS, SINTIEMC, RECID.

 

Fachada da Famasul amanhece pichada: ‘leilão assassino’

Evelin Araujo

 

‘Leilão assassino’ é a frase que estampa a parede externa da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul) na manhã deste sábado (7), mesmo dia que acontece o “Leilão da Resistência” feito entre produtores rurais para conseguir recursos e armar segurança contra a retomada de terras de índios pelo Estado.

A pichação se mostra contra a liminar concedida ontem (6) pelo juiz Pedro Pereira dos Santos, da 4ª Vara do Tribunal Regional Federal da 3a. Região (TRF-3).

A assessoria de comunicação da Famasul informou que um Boletim de Ocorrência será registrado contra o evento para acionar o seguro do prédio. Câmeras de segurança poderão identificar os autores da inscrição.

A Famasul recebe neste sábado a senadora do Tocantins, Kátia Abreu e presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil. Ela conversa com produtores antes do

 

http://www.midiamax.com.br/noticias/885400-fachada+famasul+amanhece+pichada+leilao+assassino.html#.UqgJGGM8jMw

 

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Mellon Collie And The Infinite Sadness

1979

Smashing Pumpkins



Shakedown 1979, cool kids never have the time
On a live wire right up off the street
You and I should meet
June bug skipping like a stone
With the headlights pointed at the dawn
We were sure we'd never see an end to it all

And I don't even care to shake these zipper blues
And we don't know just where our bones will rest
To dust I guess
Forgotten and absorbed into the earth below

Double cross the vacant and the bored
They're not sure just what we have in the store
Morphine city slippin' dues, down to see that

We don't even care, as restless as we are
We feel the pull in the land of a thousand guilts
And poured cement, lamented and assured
To the lights and towns below
Faster than the speed of sound
Faster than we thought we'd go,
beneath the sound of hope

Justine never knew the rules
Hung down with the freaks and the ghouls
No apologies ever need be made
I knew you better than you fake it, to see

And we don't even care to shake these zipper blues
And we don't know just where our bones will rest
To dust I guess
Forgotten and absorbed into the earth below

The street heats the urgency of sound
As you see there's no one around

Você ficaria zangado se eu te dissesse?


Tudo que procuro eu acho

Dilema ou Poema?

Sistema ou problema?

Poesia ou anistia? Hipocrisia

Um alimento para a alma?

Pode ser algo não tão consumível assim

A minha cultura muito televisiva

Interlúdio entre o ódio e a inveja

Na minha casa não existem ratos e baratas existem é lagartos e cobras

Interstício

Começaria tudo outra vez ou recomeçar jamais?

Se um dia eu soube já me esqueci


Esse gosto mole

O amor é como oxigênio


Irei te amar até depois da morte

O último que chegar é a mulher do sapoooo

Podemos tirar poesia de tudo

As coisas que antes eram legais, hoje ficaram chatas

Eu não choro mais

Ninguém fica maduro, fica apenas cansado

Ao invés de preencher o vazio, temos que combatê-lo!

Você é SEU mesmo?

Crítico dos críticos

Retratos do meu cotidiano

Mas a quem isso interessaria?

Essas mentiras não são importantes para ninguém

Me diga uma coisa: você prefere ficar com quem?

Acha que existe um lado que não seja você mesmo?

Pensa que pode mandar em alguma coisa?

Minhas palavras estão se esgotando como esse dia