quinta-feira, 17 de março de 2016

Família de foto com a babá e as crianças nas manifestações rebate críticas

Foto de casal com duas crianças e a babá negra, fardada, virou um dos símbolos das manifestações pelo impeachment de Dilma Rousseff neste domingo. A família divulgou nas redes sociais um texto para rebater as críticas

babá foto protestos dilma copacabana
Neste domingo (13) marcado pela manifestação que levou milhares de pessoas à praia de Copacabana para protestar contra o governo Dilma, a imagem de um casal vestido de verde e amarelo e acompanhado por uma babá cuidando de seus filhos gerou polêmica.
Na imagem, os pais surgem um pouco à frente, enquanto a babá, mais atrás e de branco, leva as crianças no carrinho.
Muitos internautas enxergaram na imagem um retrato da desigualdade social do país. Já outros apontaram para uma simbologia das condições de subemprego a que algumas empregadas domésticas estão submetidas.
Quem protagoniza a imagem é o vice-presidente de finanças do Flamengo, Claudio Pracownik.
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A repercussão foi tão grande que Pracownik reagiu e se manifestou pelas redes sociais. Ele aproveitou para atacar alguns políticos acusados de corrupção, disse que todo seu dinheiro ´´e fruto de trabalho e que não precisa sentir vergonha por nada do que fez.
“Ganho meu dinheiro honestamente, meus bens estão em meu nome, não recebi presentes de construtoras, pago impostos (não, propinas), emprego centenas de pessoas no meu trabalho e na minha casa mais 04 funcionários. Todos recebem em dia. Todos têm carteira assinada e para todos eu pago seus direitos sociais”.
Veja a resposta de Pracownik na íntegra:
“Sí Pasarán!”
“Ganho meu dinheiro honestamente, meus bens estão em meu nome, não recebi presentes de construtoras, pago impostos (não, propinas), emprego centenas de pessoas no meu trabalho e na minha casa mais 04 funcionários. Todos recebem em dia. Todos têm carteira assinada e para todos eu pago seus direitos sociais.
“Não faço mais do que a minha obrigação! Se todos fizessem o mesmo, nosso país poderia estar em uma situação diferente
“A babá da foto, só trabalha aos finais de semana e recebe a mais por isto. Na manifestação ela está usando sua roupa de trabalho e com dignidade ganhando seu dinheiro.
“A profissão dela é regulamentada. Trata-se de uma ótima funcionária de quem, a propósito, gostamos muito.
“Ela é, no entanto, livre para pedir demissão se achar que prefere outra ocupação ou empregador. Não a trato como vítima, nem como se fosse da minha família. Trato-a com o respeito e ofereço a dignidade que qualquer trabalhador faz jus.
“Sinto-me feliz em gerar empregos em um país que, graças a incapacidade de seus governantes, sua classe política e de toda uma cultura baseada na corrupção vive uma de suas piores crises econômicas do século.
“Triste, só me sinto quando percebo a limitação da minha privacidade em detrimento de um pensamento mesquinho, limitado, parcial cujo único objetivo é servir de factoide diversionista da fática e intolerável situação que vivemos.
“Para estas pessoas que julgam outras que sequer conhecem com base em um fotografia distante, entrego apenas a minha esperança que um novo país, traga uma nova visão para a nossa gente. Uma visão sem preconceitos, sem extremismos e unitária.
“O ódio? A revolta? Estas, deixo para eles.
 

Adilson Filho: Assustador ver crianças reproduzindo o fascismo dos pais

publicado em 14 de março de 2016 às 22:48
12821619_10205681784312537_983108294014487033_n-001por Adilson Filho, especial para o Viomundo
Não adianta, eu não consigo naturalizar o que está acontecendo. Apesar de saber das origens históricas e da engrenagem social que levou a isso, é assustador ver as manifestações de ódio no Brasil inteiro.
Não sou sonhador, dou essa geração como perdida, mas ainda acredito que temos, como humanistas, que ‘disputar’ pelo menos as novas gerações que aí estão.
Eu não me conformo de ver jovens, às vezes crianças, expressando esse tipo de sentimento tão ruim, como nessa foto de um desenho infantil, ou idolatrando alguém como Bolsonaro.
O fascismo é a doença social da intolerância e essa surge e se desenvolve lentamente na subjetividade do indivíduo, da continuada incapacidade de lidar com a frustração, de aceitar o não como resposta, de querer sempre tudo para si mesmo e da atrofia da capacidade de se colocar no lugar do outro.
O vovô bonzinho, os papais e mamães carinhosos, o patrão compreensivo, o vizinho gente boa, em todos esses ele pode emergir.
Enquanto tudo corre bem, tudo tranquilo e favorável à pessoa, privilégios não são ameaçados, nada se percebe.
Mas é na hora da escassez, da ausência, na hora em que tem que se dividir alguma coisa, que o monstro começa a se debater querendo ‘sair da jaula’. Mas, ainda assim, é insuficiente para ele vir com força e tomar as ruas de uma nação; é preciso algo mais, e esse algo mais é o medo, o medo compartilhado com mais gente, como está acontecendo agora.
Não dá mais tempo para pensar, a Globo entrou no coração, na mente e nas almas de cada uma dessas pessoas. A hora agora é de pisar forte nas ruas para afirmar o que queremos para o Brasil de nossos filhos e netos.
Mas junto a isso, acho que cada um de nós tem a responsabilidade de fazer a sua parte, como pais, educadores formadores de opinião.É preciso, além de evitar (que seja temporariamente) expor quem amamos ao contato com pessoas que estão pregando o ódio, tentar com diálogo, exemplos e atitudes fomentar a empatia, a preocupação com o coletivo, estimular seres em formação a saírem de si e se colocarem à serviço do outro, a ver de verdade o outro.
Tentar criar seres mais tolerantes, menos apressados, com menos emergências, seres de fato conectados uns aos outros, unidos por uma “consciência coletiva”. Essas coisas não se aprendem nos livros de história, por isso eu insisto: não basta informação e conhecimento.
O momento é muito difícil, escrevo tentando fazer autocrítica, no meio do desespero que, assim como muitos, me encontro ao ver o monstro em cada esquina, nas praças, nas escolas. Mas eu sempre vou acreditar que é possível.
Enquanto puder olhar pra jovens e crianças e imaginar que podemos, com exemplos e dedicação, ajudá-los na construção de um país melhor, mais humano, solidário e pacífico para eles tocarem o futuro, terei esperança e lutarei com gosto por isso.
Adilson Filho é professor da rede pública de ensino do Rio de Janeiro

EXPLODE CORAÇÃO!!!

Rejeitada exoneração de promotor acusado de sequestro e cárcere privado da própria mulher por 5 meses

publicado em 14 de março de 2016 às 22:11
 
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O procurador Kirchner, Tamires em cartaz de “desaparecida” e a advogada que fez a defesa dele no CS do MPF
Da Redação
É uma história bizarra. Douglas Ivanowski Kirchner assumiu o cargo de procurador da República em Rondônia quando a mulher, Tamires, estava sequestrada por integrantes da Igreja Evangélica Hadar, em Porto Velho, à qual o casal pertencia.
Tamires foi punida pela pastora da igreja com uma surra de cipó por ter jogado fora a aliança de casamento. Douglas assistiu.
Depois disso, ela foi colocada num “regime disciplinar”: passou cinco meses em cárcere privado com o conhecimento e conivência de Douglas.
Ela sobreviveu comendo restos de comida, não tinha acesso a itens de limpeza e nem a remédios. Dormia no chão.
A família chegou a denunciar que Tamires estava desaparecida. Enquanto ela era mantida prisioneira, Douglas assumiu o cargo no MPF/Rondônia, em maio de 2014 e, assim, ingressou no estágio probatório de dois anos.
Tamires conseguiu fugir do cárcere privado e denunciou o marido ao MPE de Rondônia.
Douglas foi transferido pelo procurador-geral Rodrigo Janot ao Distrito Federal para tratamento psiquiátrico.
Ele ocupa provisoriamente a vaga do promotor Paulo Roberto Galvão de Carvalho, que trabalha na Operação Lava Jato em Curitiba.
Mas, não foi o fim da carreira dele. Pelo contrário: Douglas ganhou notoriedade outra vez em 2015. Segundo a defesa de Lula, ele vazou documentos de investigação que havia aberto contra o ex-presidente que corria sob sigilo. Destino dos vazamentos? A revista Época, da família Marinho.
Os documentos, com a chancela do MPF, traziam suspeitas de que Lula teria praticado tráfico de influência em defesa de empreiteiras, no Exterior.
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Eles foram base para duas reportagens de capa da revista.
No início de março de 2016, a assessoria de Lula divulgou a seguinte nota oficial:
NOTA À IMPRENSA
Lula pede explicações ao CNMP sobre vazamentos de documentos sigilosos a Época
Advogados consideram que houve violação da privacidade do ex-presidente
São Paulo, 2 de março de 2016
Os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva protocolaram junto ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), nesta terça-feira (1), um pedido de explicação a respeito das ações do procurador Douglas Ivanowksi Kirchner, do 5º Ofício de Combate à Corrupção em Brasília — DF. Segundo os advogados do ex-presidente Lula, procurador violou os limites impostos pela Constituição Federal e a legislação infraconstitucional.
O documento protocolado afirma que Kircher negou aos advogados do ex-presidente acesso aos documentos do procedimento de investigação, cerceando o direito à defesa de Lula. Pior, as cópias dos documentos foram vazados à revista Época, embora esse procedimento esteja sob sigilo. Contrariando as regras do Ministério Público, o procurador Douglas Kirchner redistribuiu a investigação a si próprio, quando o correto seria distribuir o processo a outro procurador.
Os advogados do ex-presidente Lula pedem ao CNMP pleno acesso aos autos do processo e a apuração de quem foi o responsável pelo vazamento à imprensa. A atitude do procurador, segundo o pedido de esclarecimento, “já implicou violação da privacidade, da presunção de inocência e da dignidade da pessoa humana” do ex-presidente.
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A vice-procuradora geral da República, Ela Wiecko de Castilho, sugeriu a exoneração de Douglas, mas teve parecer rejeitado; o cárcere privado da mulher de Douglas foi na igreja Hadar e ele sabia de tudo
Neste 14 de março de 2016, o Conselho Superior do Ministério Público Federal se reuniu para avaliar se Douglas Kirchner, que também responde a processo criminal acusado de sequestro e cárcere privado da própria mulher, cumpriu ou não as condições do estágio probatório.
Se não, ele poderia perder o cargo.
Curiosamente, em sua defesa Douglas alegou “vazamento ilícito” do sigilo da medida protetiva que a Justiça impôs contra ele, além de “quebra do sigilo profissional” da advogada de Tamires, que fez a denúncia pública.
Nos últimos dias, quem assumiu a defesa de Douglas? A advogada Janaina Paschoal, aquela que pediu o impeachment de Dilma Rousseff ao lado de Hélio Bicudo.
[O Viomundo precisa de sua ajuda para produzir conteúdo próprio como este e sobreviver]
Ela informou ao CS do MPF que foi procurada por Douglas Kirchner e se interessou pelo caso por se tratar, na definição de Janaína, de um caso de “liberdade religiosa”.
A certa altura da sessão, Janaína alegou que Douglas tinha “a mente propícia para ser cooptada”, ou seja, teria maltratado a mulher sob influência da igreja.
A presidente do Conselho e relatora Ela Wiecko Volkmer de Castilho votou pelo encaminhamento, ao PGR, de decisão que poderia levar à demissão de Douglas. Ela citou o laudo pericial demonstrando que Tamires foi espancada com instrumento contundente. Segundo ela, Tamires foi submetida a violência “psíquica, moral e simbólica” com a conivência do procurador.
Ela Wiecko lembrou que Douglas “admite que assistiu a surra com cipó no sítio, no Carnaval [de 2014], e não teve forças para reagir. Nesse dia, não era procurador ainda, mas tornou-se depois e mesmo sendo procurador continuou morando na igreja, casado com Tamires e a situação permaneceu a mesma até a fuga dela em julho”.
A relatora argumentou que as provas de que Douglas praticou violência contra a mulher e fanatismo religioso eram mais que suficientes para um juízo do Conselho Superior do MPF de que Douglas “não possui idoneidade moral para exercer o cargo de procurador da República”.
O conselheiro Mário Bonsaglia lembrou que Douglas teve de ser retirado de Rondônia para escapar da influência da igreja: “Ele vai ter de ser tutelado pelo resto da carreira?”, perguntou.
Já o conselheiro Carlos Frederico Santos lembrou até o caso do suicídio coletivo de Jim Jones para destacar o poder da religião, sugerindo que Douglas foi vítima da “seita”, termo utilizado pela defesa do promotor. Carlos Frederico levantou dúvidas sobre o comportamento da própria Tamires.
Na sexta-feira passada, de última hora, Douglas Kirchner apresentou o laudo de uma psiquiatra afirmando que “à época dos fatos era o examinado portador de distúrbio psiquiátrico do tipo reativo, caracterizado por fanatismo religioso”.
“O pecado do doutor Douglas Kirchner foi ter se omitido, se ele tivesse vontade, mas ele não tinha vontade”, argumentou o conselheiro Augusto Aras.
Mas, e agora, neste período em que Kirchner investigou o ex-presidente Lula?
Segundo o mesmo laudo, “no momento [Douglas] não apresenta sintomas de patologia psiquiátrica”. Aras afirmou que Kirchner é vítima de moralismo, como o que teria existido nos regimes de Hitler, Mussolini e Stálin.
O conselheiro enveredou pela política, dizendo que o Brasil precisa de “estadista” e que está “se acabando”. Também afirmou que Douglas recebeu elogios por sua atuação e “enfrentou as autoridades mais poderosas”, numa referência oblíqua à ação do promotor contra Lula.
No final, a proposta da relatora foi derrotada por 5 a 4.
Além da relatora, os conselheiros Mario Bonsaglia, Monica Garcia e Deborah Pereira consideraram que o promotor violou a Lei Maria da Penha quando já era integrante do MPF.
Os conselheiros Eitel Pereira, José Bonifácio de Andrada, Carlos Frederico Santos, Antonio Aras e Maria Caetana Santos votaram contra a relatora. Um dos argumentos que utilizaram é de que Douglas Kirchner teria sido vítima da igreja tanto quanto sua mulher Tamires. Eles consideraram o promotor apto a desempenhar suas funções.
O Conselho Superior do MPF definiu que cabe ao PGR Rodrigo Janot a decisão de determinar onde Douglas vai trabalhar.
Quando vencer o prazo do estágio, em 14 de maio, apesar das graves acusações que pesam contra ele, Douglas Kirchner deverá obter a tão desejada vitaliciedade.
PS do Viomundo: Isso dá um livro. Jovem promotor, transferido para Brasília sob grave acusação, para tratamento psiquiátrico, ocupa provisoriamente vaga de colega que trabalha na Lava Jato. Decide abrir procedimento contra um ex-presidente da República, é acusado de vazar documentos para a revista da família mais poderosa do Brasil e, apesar de responder a processo por sequestro e cárcere privado da própria mulher, conquista cargo vitalício!
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Ouça abaixo a íntegra da sessão, que tem mais de 5 horas de duração.
Se você quiser ir direto para a descrição da violência cometida contra Tamires, busque 1h 44m do áudio.

As três primeiras páginas da instauração de processo disciplinar contra Douglas detalham as acusações:
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MS já tem o falastrão ARI RIGO. Agora O NOVO falastrão DELCIDIÃO

A delação de Delcídio é muito pior para Aécio e a oposição do que para Dilma. Por Paulo Nogueira

             
Ficou precária a situação de Aécio depois da delação de Delcídio
Ficou precária a situação de Aécio depois da delação de Delcídio
Passado o impacto da delação de Delcídio, e de seus vazamentos seletivos anteriores, fica claro que o maior estrago vai para Aécio e, por extensão, seu PSDB.
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Dilma, ao contrário do que o noticiário da mídia afirmava, é quem se saiu melhor. Viralizou o trecho do depoimento de Delcídio em que ele narrava o começo da guerra feroz movida pro Eduardo Cunha contra ela.
Dilma desmontou o esquema de corrupção em Furnas que saíra do “controle”, contou Delcídio. Ao fazer isso, demitiu gente de Cunha que estava em Furnas para roubar. Começaram então as retaliações.
Um amigo resumiu: “Será que a única honesta nesta história toda vai se estrepar?”
Baixada a poeira, parece que não.
Quem se estrepou definitivamente foi Aécio. A delação de Delcídio encerra uma farsa da qual Aécio se beneficiou amplamente ao longo dos anos, com a contribuição da mídia cúmplice e da PF igualmente cúmplice: a de que a Lista de Furnas não existia.
Existe, sim, como provou Delcídio, e Aécio foi o principal beneficiário da fábrica de propinas instalada em Furnas.
Não é porque jornais e revistas fingiram que o escândalo de Furnas era invenção, não é porque a PF jamais se dignou levar adiante o caso, não é porque sucessivos promotores públicos fecharam os olhos — não é por nada disso que a roubalheira não existiu e dela jorraram mensalões generosos para Aécio.
A situação de Aécio, já precária, se complicou ainda mais depois que emergiram, nesta quarta, detalhes da conta secreta de sua família num paraíso fiscal.
Os dados foram revelados por uma revista da Globo, o que mostra que Aécio tantas fez que até os Marinhos já não se sentem em condição de protegê-lo mais.
É patético, vistas as coisas agora, relembrar a pregação moralista com a qual um corrupto consagrado como Aécio comandou desde sua derrota uma campanha criminosa para derrubar Dilma sob múltiplos argumentos absurdos.
No meio do caminho, abraçou-se a Eduardo Cunha, e finalmente os brasileiros estão vendo quanto os dois têm em comum.
A desmoralização de Aécio é um problema dramático para os que defendem, por interesses escusos, o impeachment.
Um elemento essencial da justificativa do impeachment era a montagem de um enredo fictício que dividia a política entre os corruptos e os puros. Você tira os corruptos para que os puros possam governar o país.
Foi pelos ares este enredo. Onde os puros? Aécio era a grande esperança dos orquestradores do golpe. Antes dele, Cunha. A esta altura, Aécio terá sorte se não for cassado por suas delinquências variadas.
Ficará difícil até para FHC fazer suas prédicas de carola daqui por diante: seu pupilo está exposto como jamais esteve, e ele deve torcer para que casos como o da sua compra do segundo mandato não irrompam no meio das denúncias e delações.
Sobra Mercadante: a mídia tentou transferir para ele os holofotes para poupar Aécio, mas foi inútil. A despeito de tudo, parece que é hora de Dilma se livrar de um sujeito que é amplamente detestado à direita, à esquerda e ao centro.
Uma coisa é certa: a delação de Delcídio não foi exatamente o que os golpistas queriam.

Chegamos ao absurdo: o juiz que emitiu liminar contra a posse de Lula é um revoltado on line. Por Kiko Nogueira

 
             
O juiz Itagiba Catta Preta Neto, da 4ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal, é o homem que suspendeu a nomeação e a posse de Lula como ministro da Casa Civil após a cerimônia no Palácio do Planalto.
A decisão determina que Lula não possa assumir aquele posto ou qualquer outro cargo que lhe possibilite o foro privilegiado junto ao Supremo Tribunal Federal (STF).
O ex-presidente “coloca em risco o livre exercício do Poder Judiciário e das atuações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal.”
“A posse e exercício no cargo podem ensejar intervenção, indevida e odiosa, na atividade policial, do Ministério Público e mesmo no exercício do Poder Judiciário pelo senhor Luiz Inácio Lula da Silva”, afirmou no despacho.
“Implica na intervenção direta, por ato da excelentíssima senhora presidente da República, em órgão do Poder Judiciário, com deslocamento de competências. E este seria o único ou principal móvel da atuação da mandatária – modificar a competência, constitucionalmente atribuída, de órgãos do Poder Judiciário”.
Chegou-se ao absurdo completo do golpe — que ainda não terminou, aliás. A Constituição rasgada e o blablablá em jurisdiquês para justificar arbitrariedades. A Advocacia Geral da União vai recorrer.
Itagiba é a cara da república dos juízes em que meteram o Brasil. São políticos, não são juristas, que afinal de contas estão pouco se lixando para as instituições — e, como no caso de Sergio Moro, absolutamente partidários, vergonhosamente partidários, estuprando a noção de isonomia e também o bom senso.
Itatiba estava no protesto em frente ao Palácio do Planalto ontem, dia 16 de março, fazendo selfie com a família. Uma bomba foi atirada na rampa. O suspeito não foi identificado, mas, se um dia chegar a ser, já sabe a quem recorrer.
Abaixo, pego emprestado do Sensacionalista, site do meu amigo Marcelo Zorzanelli, uma série de postagens do juiz Itagiba em suas contas nas redes sociais. É um revoltado on line.
O corajoso magistrado apagou-os assim que foi desmascarado. Você está sendo empurrado para o caos pelas pessoas que deveriam te proteger do caos.

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ÍDOLO DOS GOLPISTAS

Ellen: nós te devemos desculpas pela existência de Jair Bolsonaro. Por Nathalí Macedo 
             
Show de primitivismo de Bolsonaro diante de Ellen
Show de primitivismo de Bolsonaro diante de Ellen
O sentimento de vergonha alheia nunca me ocorreu tão intimamente quanto hoje, ao assistir uma conversa entre a maravilhosa atriz e ativista LGBT Ellen Page e o (ainda) deputado homofóbico Jair Bolsonaro.
Não apenas pela homofobia, que, sabemos, não é privilégio dele.
E não apenas pela ignorância transparecida por este que ocupa uma cadeira no Congresso Nacional a cada vez que Ellen fazia uma afirmação inteligente e o deputado respondia com piadas machistas ou teorias nada científicas para justificar o injustificável.
O que me envergonha é que este homem ainda represente uma parcela da sociedade brasileira. E que a mídia internacional veja o Brasil como “o país do deputado que considera homossexualidade anormal.”
A despeito disso, não pude deixar de constatar que eu realmente adoraria ser detentora do autocontrole de Ellen. Ouvir as respostas nojentas do deputado e manter-se serena e educada é, realmente, admirável.
Mais ainda: ser descaradamente cantada por um homem machista, homofóbico e inoportuno e continuar, friamente, aquela conversa intragável é privilégio para poucas – não para mim, receio.
Ao ser perguntado a respeito da própria homofobia, Bolsonaro responde com uma cantada barata – que, para ele, fortalece a sua masculinidade, mas, para nós, só ratifica a certeza de que se trata de uma figura desprezível.
Ellen Page é uma mulher linda. Talvez por isso tenha sido tratada com alguma educação pelo homem que já proferiu, em pleno Congresso Nacional, que não estupraria Maria do Rosário porque “ela não merecia”.
Acaso, no lugar de Ellen, estivesse um homem gay – melhor ainda: um homem gay que sabe que ser afeminado não é um pecado – ou uma mulher lésbica fora dos padrões de beleza, como teria reagido Bolsonaro?
Seu histórico de cinismo e agressividade fala por ele. Ele provavelmente não teria sorrido entre uma piada homofóbica e outra. Teria conduzido a conversa com as ofensas habituais.
O deputado demonstrou, além da homofobia que já lhe escorre pelos poros, a odiosa fetichização de mulheres lésbicas ao dizer que Ellen é “simpática” e que se ele a visse na rua, assoviaria para ela.
Um adendo: a cara de nojo que a atriz esboçou ao ouvir tamanha asneira é a mesma cara de nojo que fazemos cada vez que olhamos para Bolsonaro.
Para além desse episódio homérico de demonstração de uma masculinidade frágil que precisa ser ratificada mesmo nas situações mais inoportunas, Bolsonaro repetiu para as câmeras e para a ativista LGBT o mesmo discurso homofóbico e previsível que nós já conhecemos.
O mesmo discurso, aliás, que circula em muitas casas, em muitos almoços de família, em muitas rodas de conversa e em muitos bares. O que alguns talvez não compreendam é como alguém pode proferi-lo em frente às câmeras sem o menor constrangimento.
Bolsonaro não se envergonha de ser homofóbico e ignorante porque alguns, infelizmente, comungam de suas opiniões. Alguns ainda classificam-no como “mito” e dão a ele a segurança necessária para sustentar um discurso burro e preconceituoso.
Há ainda quem aplauda a ignorância, e é por isso que figuras como ele se mantêm.
Sem o menor resquício de constrangimento pelas reação estupefata de Ellen, o deputado sorri e conclui: “Você não vai me convencer a ser hétero e eu não vou te convencer a ser gay, vamos seguir nossas vidas.”
Receio que “seguir as próprias vidas” é o que os gays e lésbicas mais anseiam – mas com homens como Bolsonaro no Congresso, esta certamente não é uma tarefa fácil.
E eis que quando nada parecia ser capaz de superar a ignorância já tão cristalinamente demonstrada, eis que o deputado confessa que não entendeu nada do inglês de Ellen – e o que nós ainda não entendemos é porque um homem tão asqueroso continua no Congresso Nacional.
Ellen, nós te devemos desculpas pela existência de Jair Bolsonaro.

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/ellen-nos-te-devemos-desculpas-pela-existencia-de-jair-bolsonaro-por-nathali-macedo/

domingo, 14 de fevereiro de 2016

http://www.viomundo.com.br/denuncias/o-que-a-policia-federal-ja-sabe-sobre-a-mossack-fonseca-e-como-o-laranjal-se-relaciona-com-a-casa-dos-marinho-em-paraty.html

O que a Polícia Federal já sabe sobre a Mossack Fonseca e como o laranjal se relaciona com a casa dos Marinho em Paraty

publicado em 14 de fevereiro de 2016 às 12:04
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Da Redação
Nosso investigador no caso da mansão de praia dos irmãos Marinho em Paraty, TC, complementa seu trabalho com mais algumas informações relevantes.
Seguem abaixo:
A Polícia Federal já dispõe de dados suficientes para denunciar a Mossack Fonseca como “lavanderia” encarregada de montar empresas (ver relatórios no pé do post).
O objetivo das empresas, obviamente, é esconder patrimônio, lavar dinheiro e burlar o Fisco.
No Brasil, a Mossack oferecia serviços no Panamá, Ilhas Virgens Britânicas, Seicheles, Samoa, Nevada (Estados Unidos) e Anguila (Caribe). Manter uma fundação, por exemplo, custa cerca de U$ 3 mil anuais. O serviço mais sofisticado envolve a oferta de “laranjas”.
Conforme demonstrei neste post, a Agropecuaria Veine, que tem a titularidade da casa dos irmãos Marinho em Paraty, recebeu logo de início a sociedade de uma empresa panamenha. Depois de mudar de endereço, mudou também de sócios. Hoje é controlada no papel por um brasileiro (Celso de Campos), o panamenho Jorge Luiz Lamenza e a empresa Vaincre.
A Vaincre, registrada em Nevada, era administrada pela empresa panamenha Camille, que por sua vez foi aberta por funcionária da Mossack Fonseca. É óbvio que qualquer investigação séria sobre a atuação da Mossack no Brasil deverá envolver a Agropecuaria Veine.
Leia Nosso investigador e a mansão dos Marinho: todos os caminhos levam ao Panamá.
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Em junho de 2015, a Justiça Federal citou a Veine por edital, já que não localizou os responsáveis: deu prazo de 7 dias para a Veine reparar os estragos ambientais e retirar a estrutura de cerco, aparentemente dedicada à maricultura, existente no entorno da Praia de Santa Rita.
O juiz determinou a retirada de todos o equipamentos privados (brinquedos) instalados sobre a areia da mesma praia.
Também determinou que a Veine se abstenha de criar qualquer tipo de embaraço ao acesso e permanência do público na praia de Santa Rita, sob pena de multa diária no valor de R$ 20.000,00 (vinte mil reais) no caso de descumprimento da ordem judicial.
Tudo indica que o equipamento supostamente dedicado à maricultura tinha o objetivo apenas de impedir a chegada de barcos à praia onde fica a mansão de concreto dos irmãos Marinho.
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Em março de 2014, reunião do Conselho Diretor do Instituto Estadual do Ambiente da Secretaria do Meio Ambiente deveria discutir a questão da Veine.
O assunto foi retirado da pauta a pedido do chefe de gabinete da vice-presidência, Francisco Almeida, como ficou registrado na ata da reunião.
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Em dezembro de 2009 a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou o registro e funcionamento do heliponto em área de preservação ambiental, contrariando a legislação federal.
A autorização foi assinada por Doris Vieira da Costa, Superintendente de Infraestrutura Aeroportuária.