sexta-feira, 4 de setembro de 2015

É muita GANA - 700 milhões a mais ou a menos não não fazem diferença nenhuma...

http://www.jornali9.com/noticias/denuncia/quadrilha-comandada-por-olarte-causou-rombo-de-r-1-bi-aos-cofres-da-prefeitura

Quadrilha comandada por Olarte causou rombo de R$ 1 bi aos cofres da prefeitura

 

Fabiano Portilho
 

A quadrilha comandada pelo ex-prefeito de Campo Grande Gilmar Olarte (sem partido) conseguiu torrar R$ 1 bilhão de reais em menos de 1 ano e meio. O Grupo de Olarte é responsável pela maior crise financeira da história de Campo Grande, o que pode levar à prefeitura de Campo Grande à decretar falência. Segundo levantamento do i9, a prefeitura de Campo Grande tem um déficit de R$ 300 milhões de reias somados com os R$ 700 milhões deixado pelo prefeito Alcides Bernal (PP) na época de sua cassação em 13 de março de 2014.
Segundo Bernal: **"uma das marcas da sua gestão foi a economia, nos serviços e contratos públicos. Conforme Bernal, ao sofrer o "golpe político e criminoso", que o tirou da administração da cidade, Bernal deixou em caixa mais de R$ 700 milhões, fruto da economia feita em um ano e dois meses de trabalho. Trabalho interrompido pela quadrilha de Olarte, mas desarticulada pelo Grupo de Atuação e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) na última terça-feira (25).
A operação, conforme o GAECO, é um desdobramento da Operação Lama Asfáltica comandada por André Puccinelli. Puccinelli é o chefe da quadrilha da lama asfáltica, diz MPF, que investigou a suspeita de desvio de recursos públicos por meio de fraude em licitações, contratos administrativos e superfaturamento de obras realizadas no estado.**
Comissionados fantasmas na gestão do quadrilheiro Olarte custaram R$ 145 milhões ao ano
Desde que assumiu a Prefeitura da Capital, em 13 de março de 2014, o prefeito afastado Gilmar Olarte nomeou 1,5 mil servidores comissionados, que somados a outros 400 que já faziam parte do quadro de funcionários, custaram R$ 12 milhões por mês aos cofres do município.
A média salarial mensal dos 1,9 mil servidores que trabalham para Prefeitura sem concurso público é de R$ 6.315,00, se completar um ano à frente do Executivo Municipal, só com estes servidores Campo Grande vai gastar aproximadamente R$ 150 milhões.
Gastos com "Buracos Fantasmas" supera os R$ 170 milhões
Apesar da má conservação das ruas e avenidas de Campo Grande ficar mais evidente a cada dia, tendo sido alvo de crescentes reclamações da população, os gastos da prefeitura com mais de uma dezena de empreiteiras para manter as vias da cidade em bom estado praticamente dobrou de 2010 para cá.
Segundo levantamento feito pela equipe de reportagem do i9, a Prefeitura de Campo Grande gasta em média, R$ 15 milhões por mês com a Operação Tapa-Buraco. Mesmo depois da denúncia no Parque dos Poderes, as empreiteiras continuam a faturar alto.

Por que não mataram todos em 1964? (porquê não mataram todos em 1964)

mataram todos 1964 cartaz
E pensar que aquela senhora deve ter acordado cedo, feito um café delicioso, como só algumas senhoras de certa idade sabem fazer, e depois do café deve ter descido do prédio com o seu cachorro, que deve ter um nome engraçado, um nome carinhoso, e aquele cachorro deve achar que ela é a melhor pessoa do mundo, e, de fato, o cachorro tem que achar isso mesmo, e ela deve ter passeado uns 40 minutos com o seu cachorro, dado bom dia para aquelas pessoas que ela sempre encontra nesta caminhada matinal, e parado para comprar um pão doce que só tem naquela padaria.
E parado para conversar com o jornaleiro, e contado para o jornaleiro que iria participar da manifestação contra o governo, e contado também que iria fazer um cartaz, que ainda tinha energia para lutar pelo Brasil, que iria passar na papelaria, e se ele sabia quanto custava uma cartolina, coisa que o jornaleiro não saberia, e a senhora iria mesmo assim na papelaria, e sairia de lá com aquela cartolina enrolada, e seria uma cena até engraçada, aquela senhora com uma cartolina embaixo de um braço e levando o cachorro e o pão doce com outra mão, e o porteiro perguntando se ela precisaria de ajuda, ela dizendo que não, que estava tudo bem, e lembrando que ele tinha ficado de passar no apartamento pra olhar aquele vazamento, ele, o porteiro, o Zé, dizendo que segunda-feira sem falta, ela respondendo, brincando, “olha lá”, o Zé rindo, ela rindo, o cachorro latindo, o Zé abrindo a porta do elevador de serviço pra ela, apertando o andar dela, antes da porta fechar ela perguntando se ele iria no protesto, ele dizendo que vai ser bem no horário do jogo do Corinthians.
A porta fecha e o Zé não ouvindo a reprovação da moradora, e ela chegando no apartamento, colocando a cartolina na mesa da sala, ligando pro filho, o telefone tocando, ninguém atendendo, a saudade da netinha, que ela já não vê há uns 5 meses, ela comendo um pedaço de pão doce, o melhor pão doce de São Paulo, e quando ela come esse pão doce ela lembra do marido, e ele gostava tanto desse pão doce, e eles comiam juntos, e era um ritual, e depois que ele morreu ficou tão triste comer esse pão doce, e ela sempre sente um frio no peito quando lembra do marido, sente vontade de chorar, pega a cartolina para se distrair e vira a chave do pensamento, ou não vira, matutando o que vai escrever ali.
Tenta ligar para o filho outra vez, o filho é bom pra essas coisas, sempre tem boas ideias, todo mundo diz que é um gênio, mas ele não é bom de atender telefone, não atende de novo, ela vai ter que escrever da cabeça dela, e ela pensando no que vai escrever, ela pegando o canetão e batendo na mesa, a ideia que não vem, o marido morto, o pão doce, o Lula, a Dilma, o Zé Dirceu, o pai militar, o ano em que ainda mocinha, novinha de tudo, conheceu o marido, o primeiro cinema, as mãos dadas, o beijo roubado, o pai militar, orgulhoso de uniforme cintilante, e como ela foi feliz naquele ano, o pai tinha lá suas preocupações, chegava tarde em casa, cansado do trabalho, exausto, morto, mortos todos, e ela pensando que nunca soube exatamente o que o pai fazia no exército, e ela com quase 20 anos já planejava seu casamento, casaria depois de um ano, mas já tinha feito amor com seu futuro marido, e tinha sido bom, se o pai soubesse mataria todos, mataria os dois, seu pai saberia como matar os dois, disso ela tem certeza
Mas aquele tinha sido um ano bom, ela era novinha, estava apaixonada, e tudo parecia nos eixos, e ela pensando em escolher aquele ano para viver pra sempre, não sair do colo quente de 1964, e foi então que ela escreveu, com o português que ela conhece: “porquê não mataram todos em 1964”.
(…)
E ao erguer o cartaz na avenida Paulista, com aquela convicção de quem escreveu “porquê”, a senhora que faz um café delicioso, e que passeia com o cachorro, e que brinca com o porteiro e que come pão doce lembrando do marido, matou todos nós. Um por um, o País inteiro, gente que estava lá, que assistiu de casa ou só viu a foto na internet. Em uma chacina semiótica, matou todos nós, os filhos de 64, os netos, os enteados e os próprios viventes daquele ano, todos mortos, zumbis, terra arrasada, fantasmas de lençóis encardidos gritando buuuuuu.
Nos assustamos todos com o anúncio da nossa morte. Nós, que já morremos faz tanto tempo, morremos outra vez.

http://www.pragmatismopolitico.com.br/2015/08/por-que-nao-mataram-todos-em-1964-porque-nao-mataram-todos-em-1964.html

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Mãe diz que garota pivô de escândalo sexual com políticos está sumida

Adolescente tem audiência marcada para o fim do mês
A Justiça não está conseguindo localizar uma das adolescentes envolvidas em escândalo sexual do qual teriam participado, também, os ex-vereadores Alceu Bueno e Robson Martins e o ex-deputado estadual Sérgio Assis. A mãe da garota diz não saber onde a filha está.
No fim de julho, na primeira audiência da ação que corre na 7ª Vara Criminal de Competência Especial, em Campo Grande, a outra adolescente envolvida no caso foi ouvida e confirmou valores recebidos, datas e nomes de pessoas com as quais teria mantido relações sexuais. Entre os clientes estariam Bueno e Assis – Robson é suspeito de fazer parte do esquema que visava gravar os encontros e, depois, usar as informações para extorquir figuras públicas.
Também em julho, o Judiciário decidiu tentar ouvir a outra jovem, bem como a mãe dela, por carta precatória em Coxim, onde afirmaram residir. A audiência foi marcada para 22 de setembro.
O oficial de Justiça conseguiu localizar e intimar a mãe da jovem no município do interior, localizado 245 quilômetros ao norte de Campo Grande, na manhã de 26 de agosto. Ela, no entanto, diz que a filha, de 15 anos, está sumida, em lugar incerto e não sabido, conforme informou o servidor à juíza Tatiana Dias de Oliveira Said.
No mesmo dia em que uma das garotas foi ouvida em Campo Grande, Bueno, Assis e Robson também estiveram no Fórum da Capital. Na ocasião, o promotor do caso, Fernando Martins Zaupa, disse que o depoimento da jovem revelou detalhes do esquema, apontando também outros nomes supostamente envolvidos.
Ainda conforme falou à época o promotor, as adolescentes foram induzidas à prostituição. O objetivo final seria extorquir figuras públicas. Conforme a denúncia, Fabiano Viana Otero teria sido o mentor do plano, contando com a ajuda do empresário Luciano Pageu e de Robson.

http://www.midiamax.com.br/politica/mae-justica-filha-pivo-escandalo-sexual-esta-sumida-272690

Ex-vereadores que viraram deputados não foram chamados para depor

Parlamentares dizem não temer investigação
Os agora ex-vereadores Elizeu Dionizio (SD) e Grazielle Machado (PR) não demonstram preocupação com a possibilidade de serem convocados para depor no Gaeco para prestar esclarecimento sobre a Operação Coffee Break, que apura possível esquema de troca de dinheiro e promessa de cargos para a cassação de Alcides Bernal (PP).
Os nomes dos deputados (Elizeu é deputado federal e Grazielle deputada estadual no momento) e da vice-governadora Rose Modesto (PSDB) são lembrados porque eles eram vereadores no período e votaram a favor da cassação, mas ainda não foram convocados para prestar esclarecimentos. Alguns vereadores não se expõem, mas cobram nos bastidores o motivo  de eles não terem sido chamados até o momento e de a imprensa não cobrar a oitiva.
O promotor Marcos Alex Vera garantiu que todos os citados em escutas serão chamados e os deputados afirmam que não estão preocupados com o desfecho da operação. “Cumpri meu dever no Legislativo enquanto estive na Câmara, produzindo relatório que o Ministério Público Federal apresentou denúncia e Ministério Público Estadual também. Nossa função foi cumprida. Estou tranquilo quanto a isso”, garantiu Elizeu Dionizio.
A deputada Grazielle Machado também não demonstra preocupação e reafirma que cassou o prefeito baseada em critérios técnicos. “Minha participação foi muito técnica. Nos primeiros dias do mandato já recebi uma notificação do Ministério Público Estadual para responder denúncia de irregularidade na suplementação e no remanejamento. O prefeito mandou dois orçamentos para a Câmara. Um para mim e outro para os demais vereadores. Foram inúmeras apurações técnicas. Não fui chamada porque meu voto era certo desde o início. Todo mundo sabia”, afirmou.
Grazielle afirma que não participou de conversas com Gilmar Olarte (PP) e nem de negociação sobre cargos. “meu voto era certo. Então, isso era fato. Ninguém conversava comigo sobre ir para lá ou para cá (contra ou a favor da cassação). Minha relação com o Olarte sempre foi de troca de oi. Até evitava conversa para não dar conotação política”, concluiu.
O vereador Dr. Jamal, do mesmo partido de Grazielle, é um dos investigados na operação. Diferentemente da vereadora, ele ganhou cargo com a queda de Bernal, assumindo a Secretaria de Saúde na gestão de Olarte. Todavia, garante que não fez troca de cargos. “Também tinha sido chamado pelo Bernal”, garantiu.
A equipe de reportagem tentou conversar com a agora vice-governadora, Rose Modesto, sobre possível convocação, mas ela prometeu falar ao final de um evento na Polícia Militar e saiu com Reinaldo Azambuja (PSDB), sem dar entrevista.
O Ministério Público Estadual ainda não terminou as oitivas e novos vereadores estão na lista, embora os nomes não tenham sido divulgados. O vereador Vanderlei Cabeludo (PMDB) é um dos ouvidos nesta tarde.
O Gaeco deixará o depoimento do vice-prefeito Gilmar Olarte para o final. Até o momento foram ouvidos: Mario Cesar, Paulo Siufi (PMDB), Edil Albuquerque (PMDB), Airton Saraiva (DEM), Carlão (PSB), Chocolate (PP), Edson Shimabukuro (PTB), Dr. Jamal (PR), Gilmar da Cruz (PRB), Eduardo Romero (PTdoB), Otávio Trad (PTdoB), Flávio César (PTdoB), Alceu Bueno, João Baird, João Amorim e Fábio Portela. Os 17 tiveram os celulares apreendidos pelos investigadores. Também foram ouvidos os vereadores Airton do PT e Paulo Pedra (PDT) e o deputado Cabo Almi (PT).

 http://www.midiamax.com.br/politica/lideres-cassacao-bernal-deputados-nao-foram-chamados-depor-272640
 

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

MEDIAÇÃO.....Aqui óò mIm - devia é ter tomado flexada na bunda...

Deputado vive tensão em confronto entre índios e produtores

Antônio Marques
 
Deputado ficou no meio do confronto entre índios e produtores rurais. (Foto: Arquivo/CG News)Deputado ficou no meio do confronto entre índios e produtores rurais. (Foto: Arquivo/CG News)
O deputado federal Luiz Henrique Mandetta (DEM), que acompanhou o senador Waldemir Moka (PMDB) e a deputada federal Tereza Cristina (PSB), ambos da bancada ruralista no Congresso Nacional, em reunião no Sindicato Rural de Antonio João na manhã desse sábado, 29, esteve no meio do conflito entre os produtores e os índigenas na Fazenda Piquiri e depois na localidade em que houve a morte do índio Semion Vilhava. “Fiquei com flecha a um palmo do meu olho”, contou.
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Mandetta relatou ao Campo Grande News que, após o término da reunião no sindicato, no final da manhã, quando a presidente Roseli Maria Ruiz fez seu “desabafo emocionada e amargurada” com a lentidão das autoridades do governo federal do STF (Supremo Tribunal Federal) para resolver a situação das ocupações das propriedades pelos índios, ele decidiu acompanhar os produtores até a fazenda ocupada para tentar mediar um acordo e evitar o conflito, uma vez que havia muita tensão na região.
Segundo Mandetta, a ideia, conforme conversado com o senador e a colega deputada, era gravar a conversa com os produtores e depois com os indígenas para um posterior relatório e apresentar uma intermediação. “A sugestão era que nós três fôssemos até os índios sozinhos para ouvi-los, mas lamentavelmente não tivemos a oportunidade”, contou.
Diante do convite da presidente do sindicato aos presentes na reunião, encerrando sua fala dizendo que não queria mais ouvir ninguém, para que a seguissem para retomar a posse da sua propriedade, Mandetta decidiu segui-la com o propósito de ser um mediador entre as partes.
Além dos produtores, o deputado disse que ainda havia cerca de 60 famílias do Distrito Campestre, também no município, que tiveram suas casas ocupadas pelos indígenas e estariam somente com a roupa do corpo e desesperados diante do impasse.
De acordo Mandetta, ao entrar no carro de um dos produtores, a intenção era evitar o eminente conflito em razão dos ânimos acirrados por parte dos fazendeiros. “Quando pegamos a estrada de chão em direção a fazenda vi um comboio de uns 50 carros.” Conforme o deputado havia “gente de idade, senhoras e crianças”, todos seguindo para a fazenda da presidente Roseli Ruiz.
Ao chegar próximo da sede da propriedade, Mandetta contou que já havia uma linha de índios com arco flecha preparados para o enfrentamento. O deputado disse que levantou a camisa e se apresentou aos indígenas como deputado federal e que estava ali para dialogar. “Pedi para os fazendeiros não entrarem na sede até que os índios se acalmassem, mas duas pessoas de cada lado faria a conversa sob a minha intermediação”, explicou.
A conversa iniciada por volta do meio dia levou cerca de uma hora. Mandetta contou que chegou a ligar até ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, para informar o que estava acontecendo e também ao secretário estadual Márcio Monteiro, para pedir reforço policial no local, considerando que não havia qualquer autoridade policial no momento, “só estava os produtores de um lado, eu e os índios do outro e o clima cada vez mais tenso”, revelou.
Também acompanhava a conversa dois jornalistas da região que falavam o Guarani, língua dos indígenas. Mandetta contou que os dois lados estavam irredutíveis e as mulheres, as mais inflamadas, de ambas as partes. “Fiquei com flecha a um palmo do olho, enquanto tentava mediar a conversa”, lembrou o deputado, que acrescentou nunca ter passado por uma situação parecida na vida parlamentar.
De repente, os fazendeiros entraram com os carros por uma lateral da sede com os carros e desceram próximo da casa. Neste momento, segundo Mandetta, iniciou o confronto. “Era índio e produtor correndo. Teve paulada, pedrada e até barulho de tiro, mas niguém ferido gravemente”, comentou, lembrando que apenas um rapaz da parte dos fazendeiros lhe mostrou que havia levado uma paulada no braço.
O deputado disse ainda que conseguiu gravar toda a situação. Com a ação dos produtores, os índios ficaram mais no fundo da fazenda. Neste momento, Mandetta disse ter ligado ao senador Moka e a colega Tereza Cristina para relatar o ocorrido. No local não havia nem os homens da Força Nacional e nem do DOF (Departamento de Operações de Fronteira), revelou o deputado.
Depois de retomada a sede da fazenda, por volta das 14h30min chegaram as caminhonetes com cerca de 30 homens da Força Nacional e uns 15 policiais do DOF. Com o reforço, um grupo de fazendeiros se deslocou para outra propriedade, na tentativa de resguardar uma ponte, pois havia a informação de que os índios colocariam fogo para derrubá-la.
No local, conforme o deputado, aconteceu novo conflito e os produtores disseram que uma das camionetes estava com burado de bala na porta. “Ao me aproximar do veículo pude observar que realmente havia uma marca correspondente a um projetil. Os índios estavam a uma distância de aproximadamente 100 metros em uma casa de caseiro mais abaixo de onde nos encontrávamos”, relatou Mandetta, que afirmou ter visto armas de fogo nas mãos dos índios e dos produtores.
O deputado disse que, de repente, escutou o barulho de um tiro de arma de pequeno calibre próximo a casa em que estavam os indígenas. “Em seguida, os índios vieram da direção da casa carregando um corpo de outro indígena. No primeiro momento pensei que o índio carregado estivesse ferido”, relatou.
Mandetta contou que havia cerca de 80 índios em volta do corpo e eles não o teriam deixado se aproximar, mesmo ele dizendo que era médico e que gostaria de ajudar, mas logo percebeu que a pessoa já estava morta. Mesmo assim, conseguiu chegar a apenas 10 metros de distância do corpo, espaço suficiente para diagnosticar que o mesmo apresentava sinal de rigidez cadavérica (endurecimento das articulações) que caracterizava o óbito há mais de oito horas e não naquele momento. “Um dos policiais do DOF informou que havia o sinal de um tiro no crânio.”
“Tudo foi muito triste. Sai com sensação de desesperança, uma vez que eu esperava uma resultado com maior civilidade”, declarou, dizendo que por ser terra da União e os índios serem amparados pela União, o estado brasileiro já deveria ter agido no sentido de uma solução pacífica. “Durante a semana enviei ofícios aos ministérios da Defesa e o Exército para alertá-los sobre o possível conflito que poderia acontecer na fronteira”, lembrou o deputado.
Mandetta disse ainda que para deixar a fazenda onde o índio morreu, por volta das 16h30min, ele e os fazendeiros precisaram ser escoltados pela Força Nacional, considerando que os índios estavam espalhados nas invernadas da fazenda em grupos de 30 a 40 indígenas.
O deputado disse que chegou a ligar ao senador Delcídio do Amaral, líder do governo no Senado Federal, para pedir apoio do Exército no local, considerando ser área de fronteira e que o clima poderia ficar ainda mais tenso depois da morte do indígena. “Como se trata de uma extensão reivindicada pelos índios no lado brasileiro e do lado paraguaio já é terra indígena, não é possível saber o quantitivo de índios no local”, observou ele.
“Temos que entender que nem o índio e nem o fazendeiro deve ser prejudicado nessa situação. Cabe apenas ao governo federal apresentar uma saída rápida e pacífica, que possa beneficiar as duas partes”, cocluiu Mandetta.
A área reivindicada pelos índios corresponde a 10 mil hectares na faixa de fronteira com o Paraguai, mas a decisão sobre quem ficará com a terra está a cargo do STF há anos e houve um acordo de os indígenas aguardarem o julgamento do recurso numa área de cerca de 320 hectares, mas com a demora na resposta fez com que os índios ocupassem as propriedades na semana passada, quando o clima ficou mais tenso no município.
 

terça-feira, 1 de setembro de 2015

 

 I was happy in the haze of a drunken hour
But heaven knows I'm miserable now
I was looking for a job, and then I found a job
And heaven knows I'm miserable now

In my life
Why do I give valuable time
To people who don't care if I live or die ?

Two lovers entwined pass me by
And heaven knows I'm miserable now
I was looking for a job, and then I found a job
And heaven knows I'm miserable now

In my life
Oh, why do I give valuable time
To people who don't care if I live or die ?

What she asked of me at the end of the day
Caligula would have blushed
"You've been in the house too long" she said
And I (naturally) fled

In my life
Why do I smile
At people who I'd much rather kick in the eye ?

I was happy in the haze of a drunken hour
But heaven knows I'm miserable now
"You've been in the house too long" she said
And I (naturally) fled

In my life
Why do I give valuable time
To people who don't care if I live or die ?

segunda-feira, 31 de agosto de 2015



 

Índios relatam momento de terror durante confronto com fazendeiros

Viviane Oliveira e Antonio Marques, enviado especial a Antônio João
Criança foi atingida por tiro de bala de borracha. (Foto: Marcos Ermínio) Criança foi atingida por tiro de bala de borracha. (Foto: Marcos Ermínio)
Os índios relataram nesta tarde (30), como foi o momento de terror em uma das fazendas, onde ocorreu o confronto entre índios e fazendeiros, que acabou com a morte do indígena Kaiowá Guarani Semião Fernandes Vilhalva, 24 anos, em Antônio João, distante 279 quilômetros de Campo Grande. Até uma criança de pouco mais de 1 ano foi atingida por bala de borracha na nuca e nas costas.
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Um indígena, que pediu para não ser identificado, contou que foi ferido a pauladas e precisou levar três pontos na testa. Já a criança atingida por bala de borracha estava no colo da avó. “A gente não queria conflito, apenas liberdade para viver”, diz. A menina passou por atendimento médico e passa bem.
Uma outra índia, contou que os indígenas estão proibidos de comprar gasolina na cidade. “A gente não fez nenhum tipo de ataque em máquinas e nem em casas. Ao contrário, foram eles que colocaram fogo em nossas motocicletas”. Segundo a mulher, nove motos foram queimadas pelo produtores rurais. A índia diz que a luta continua e que a comunidade não vai ficar restrita no espaço, enquanto o gado ocupa o maior espaço nas fazendas. No total, segundo ela, são 3 mil indígenas que vivem na região de Antônio João. Para Funai (Fundação Nacional do Índio) de Ponta Porã, são pouco mais de 1,2 mil índios.
Disputa - Há 11 anos, os índios começaram com o que chamam de retomada de seu Tekohá, ocupando cerca de 500 hectares do total de quatro fazendas. Desde então, começou a briga na Justiça e o Governo Federal homologou a demarcação da terra indígena Ñande Ru Marangatu, mas a Polícia Federal despejou os índios, segundo determinação da Justiça Federal. Os Guarani Kaiowá, então, foram para acampamentos às margens da rodovia na MS-384, que liga Antônio João e Bela Vista. Local, onde Dorvalino Rocha foi morto a tiro no dia 24 de dezembro de 2005.
Depois de seis meses acampados na região, em dezembro de 2005, o grupo com 500 pessoas foi removido para cerca de 100 hectares, a partir de acordo judicial intermediado pelo MPF (Ministério Público Federal).
http://www.campograndenews.com.br/cidades/interior/indios-relatam-momento-de-terror-durante-confronto-com-fazendeiros