quinta-feira, 30 de junho de 2016

TÁ tudo PÔDI ----AQUI É MS - COWMBOY - "O ex-PGJ é irmão de um empreiteiro que manteve contratos com a gestão do ex-governador André Puccinelli (PMDB), e comandou o MPE-MS de maio de 2012 a maio de 2016."" TJ entendeu que o pedido não tinha ‘fundamentação’, ou seja, não havia elementos suficientes para investigar o agora ex-PGJ."

30/06/2016 10h25 - Atualizado em 30/06/2016 10h44

Procuradores se reúnem a porta fechadas para discutir pedido da PF contra Brittes

Polícia encontrou indícios e pediu investigação contra ex-PGJ

  • Brittes disse que vai representar contra delegado da PF

  • Durante a reunião desta manhã do Conselho de Procuradores do MPE-MS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), o atual Procurador-Geral de Justiça do Estado, Paulo Cezar dos Passos, ordenou que todos que não fossem procuradores, incluindo a reportagem do Jornal Midiamax, saíssem da sala, para discussão do caso envolvendo o pedido de investigação feito pela Polícia Federal contra Humberto Brittes, que antecedeu Passos no comando do parquet.
    Durante a reunião do Conselho, o Procurador-Geral comunicou aos presentes que havia um ‘equívoco’ no pedido de investigação contra Brittes, e que o decano (Procurador mais antigo em ação), Sérgio Morelli, a quem caberia tocar o processo internamente, iria explicar aos colegas o caso em questão.
    Há quatro meses, a PF encaminhou ao TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), pedido de investigação contra o então chefe do MPE-MS, Humberto Brittes, suspeito de se beneficiar do cargo para proceder arquivamento em procedimentos que poderia comprometê-lo.
    O inquérito da PF já havia recebido recomendação de investigação do STJ (Superior Tribunal de Justiça), todavia o TJ entendeu que o pedido não tinha ‘fundamentação’, ou seja, não havia elementos suficientes para investigar o agora ex-PGJ.
    Antes de deixar o cargo, Brittes havia dito à reportagem do Jornal Midiamax que o pedido de investigação contra ele ‘não tinha fundamento’, e que inclusive havia recebido apoio do Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais de Justiça. O ex-chefe do MPE também revelou que entraria com uma representação judicial contra o delegado da PF que solicitou a investigação.
    Fechado
    Apesar da reunião ter sido a portas fechadas, o Jornal Midiamax apurou que durante a explicação aos Procuradores, Morelli afirmou concordar com o posicionamento do presidente do TJ, desembargador João Maria Lós, que pede o arquivamento do pedido de investigação, cogitando inclusive não manter sigilo nos autos, no que foi seguido pelo Paulo Cesar dos Passos.
    Já o Procurador Edgar Lemos pediu a palavra para contrariar o pedido do colega e declarar que é favorável que o processo que pede a investigação de Brittes seja mantido em sigilo.
    O ex-PGJ é irmão de um empreiteiro que manteve contratos com a gestão do ex-governador André Puccinelli (PMDB), e comandou o MPE-MS de maio de 2012 a maio de 2016.


    De Janeiro a Janeiro
    Roberta Campos

    Não consigo olhar no fundo dos seus olhos
    E enxergar as coisas que me deixam no ar, deixam no ar
    As várias fases, estações que me levam com o vento
    E o pensamento bem devagar

    Outra vez, eu tive que fugir
    Eu tive que correr, pra não me entregar
    As loucuras que me levam até você
    Me fazem esquecer que eu não posso chorar

    Olhe bem no fundo dos meus olhos
    E sinta a emoção que nascerá quando você me olhar
    O universo conspira a nosso favor
    A consequência do destino é o amor
    Pra sempre vou te amar

    Mas talvez você não entenda
    Essa coisa de fazer o mundo acreditar
    Que meu amor não será passageiro
    Te amarei de janeiro a janeiro
    Até o mundo acabar

    Até o mundo acabar
    Até o mundo acabar
    Até o mundo acabar

    Mas talvez você não entenda
    Essa coisa de fazer o mundo acreditar
    Que meu amor não será passageiro
    Te amarei de janeiro a janeiro
    Até o mundo acabar

    Até o mundo acabar
    Até o mundo acabar
    Até o mundo acabar

    De janeiro a janeiro

    terça-feira, 28 de junho de 2016


    Mira ira


    Tá tudo padronizado
    No nosso coração
    Nosso jeito de amar
    Pelo jeito não é nosso não
    Tá tudo padronizado
    Me mira ira
    Me mira mas me erra
    Mas minha mira me era confusa
    Mudando meu amor de endereço
    Fria
    Não mira ira
    Não miro mas te acerto no peito
    Quando mudo meu amor de endereço
    Me mira ira
    Me mira mas me erra no escuro
    Sentindo teu amor profundamente

    brazil - MOSTRA tua CARAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA



    Altamiro Borges: Operação Boca Livre é boa chance para discutir quem ganha de verdade com a Lei Rouanet; beneficiário xingava Lula e Dilma nas redes sociais

    28 de junho de 2016 às 21h36
               
    Captura de Tela 2016-06-28 às 22.03.42
    O casamento em Jurerê é apenas o lado pornográfico de benefícios que foram dados à cultura franco-canadense do Cirque Du Soleil e norte-americana do Holiday on Ice, além da Globo, do Banco Itaú e de eventos da elite antipetista
    Lei Rouanet e o segredos da Globo
    Por Altamiro Borges, em seu blog
    Em mais uma operação cinematográfica, batizada de “Boca Livre”, a Polícia Federal prendeu 14 pessoas na manhã desta terça-feira (28) acusadas de desvio de recursos públicos através das isenções fiscais previstas na Lei Rouanet.
    Segundo as investigações, o grupo mafioso atuou por quase 20 anos no Ministério da Cultura e conseguiu aprovar R$ 180 milhões em projetos “culturais”.
    O desvio ocorria por meio de diversas fraudes, como superfaturamento, apresentação de notas fiscais relativas a serviços e produtos fictícios, projetos duplicados e contrapartidas ilícitas feitas às incentivadoras.
    Entre os presos na Superintendência da PF em São Paulo, estão os donos da produtora Bellini Cultural e o agente cultural Fábio Ralston.
    Segundo relato do portal G1, do suspeitíssimo Grupo Globo, “a Polícia Federal concluiu que diversos projetos de teatro itinerante voltados para crianças e adolescentes carentes deixaram de ser executados, assim como livros deixaram de ser doados a escolas e bibliotecas públicas. Os suspeitos usaram o dinheiro público para fazer shows com artistas famosos em festas privadas para grandes empresas, livros institucionais e até a festa de casamento de um dos investigados na Praia de Jurerê Internacional, em Florianópolis. Além das 14 prisões temporárias, 124 policiais federais cumpriram 37 mandados de busca e apreensão, em sete cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília”.
    Ainda de acordo com a reportagem, “entre os alvos da operação, estão o Ministério da Cultura, o escritório Demarest Advogados, a empresas Scania, Roldão, Intermédica Notre Dame, Laboratório Cristalia, KPMG, Lojas 100, Nycomed Produtos Farmacêuticos e Cecil… Os presos devem responder pelos crimes de organização criminosa, peculato, estelionato, crime contra a ordem tributária e falsidade ideológica, cujas penas chegam a doze anos de prisão”.
    O site explica que a Lei Rouanet foi criada em 1991, no governo Fernando Collor, e permite a captação de recursos para projetos culturais por meio de incentivos fiscais. “A lei permite que uma empresa destine parte do dinheiro que iria gastar com impostos para financiar propostas aprovadas pelo Ministério da Cultura”.
    O produtor fascista e o Judas Temer
    O portal do Grupo Globo não se preocupou em pesquisar a história dos integrantes desta máfia.
    Já a revista Fórum foi atrás e descobriu um caso bem curioso.
    “Júlio Plácido, sócio diretor da J2A Eventos, empresa acusada pela Policia Federal de desviar verbas da Lei Rouanet para bancar casamentos e festas privadas posta com frequência xingamentos e ofensas a Dilma, Lula, ao prefeito Fernando Haddad e frequenta passeatas contra a corrupção… Em alguns posts, Júlio Plácido pede para que Lula seja assassinado e xinga a presidenta afastada de ‘vaca’… Um dos episódios que mais chamou a atenção da PF foi o casamento de Felipe Amorim e Caroline Monteiro, organizado pela empresa de Plácido, que aconteceu na luxuosa Jurerê Internacional em 22 de abril deste ano”.
    Há ainda muito mais coisa a se descobrir sobre os desvios criminosos praticados através do uso ilícito da Lei Rouanet.
    A questão é se o Ministério Público e a Polícia Federal irão investigar a fundo as mutretas, que envolvem interesses poderosos.
    Como se sabe, a Globo é uma dos maiores beneficiárias das isenções fiscais.
    Logo após o “golpe dos corruptos”, o ministro interino da Cultura, indignado com os protestos do setor pelo “Fora Temer”, anunciou que reavaliaria a legislação em vigor.
    Nas redes sociais, os fascistas mirins acusaram os artistas contrários ao impeachment de Dilma de “petralhas” que vivem da Lei Rouanet.
    No seu cinismo, o mafioso de Jurerê Internacional talvez até tenha reforçado a mentira. Na sequência, porém, os golpistas enterraram o assunto inflamável.
    Milhões para a Fundação Roberto Marinho
    Já o jornalista Kiko Nogueira, do blog Diário do Centro do Mundo, foi atrás e descobriu que as isenções fiscais beneficiam principalmente grandes empresas.
    O título da sua postagem é demolidor: “Globo captou, pela Fundação Roberto Marinho, R$ 147 milhões na Lei Rouanet sob o PT”.
    Vale conferir a reportagem:
    A Globo, através da Fundação Roberto Marinho, captou R$ 147 858 580 desde 2003, primeiro ano do governo Lula, até 2015.
    Os valores não foram atualizados.
    A FRM foi criada nos anos 70 e é uma instituição privada, teoricamente sem fins lucrativos, voltada, diz o site oficial, para “a educação e o conhecimento”. Ela “se dedica à concepção e implementação de museus e exposições”.
    Entre outros projetos, estão sob seus cuidados o Museu do Amanhã, o Museu de Arte do Rio, a nova sede do MIS no Rio e o Museu da Língua Portuguesa.
    O DCM teve acesso aos dados do Ministério da Cultura. A fundação é apontada na linha dos “maiores proponentes”.
    O ano em que mais se captou foi 2011: 35,2 milhões de reais. A destinação era a revitalização da Igreja Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé, o Paço do Frevo, o MIS e o Museus de Arte do Rio – Mar, todos no Rio de Janeiro. O MIS, sozinho, abocanhou 20,7 milhões.
    Refinando, chega-se aos “incentivadores”.
    Quem mais doou, segundo a planilha, foi a Globosat, com 9,5 milhões, seguida da Globo Comunicações e Participações. A Infoglobo entra com 700 mil.
    Grana para fundações é restituída no Imposto de Renda. Quando a fundação é do próprio grupo, tem-se uma situação ganha-ganha. O dinheiro sai do caixa da companhia, livre do fisco, e entra numa fundação que lhe pertence. É quase lavagem. E é, em tese, legal.
    Um ex-diretor do MinC ofereceu uma explicação sobre a generosidade com a Globo na aprovação de projetos.
    “O MinC foi leniente na gestão. Havia gente muito próxima do mercado em cargos chaves. Para se legitimar no lugar de Gilberto Gil, o ex-ministro Juca Ferreira teve de fazer várias concessões”, diz.
    Ele continua: “As prestações de contas são frágeis. Não se analisa nada direito. É uma festa.”
    A Lei Rouanet financia boa parte dos institutos e fundações privadas no país — do Itaú Cultural, passando pelo Alfa até o Instituto FHC. É um cipoal de altos interesses.
    No final de maio, o DEM entrou com um pedido de CPI, fruto da histeria coletiva de uma direita lelé segundo a qual artistas petralhas tinham ficado milionários com o incentivo. Assim que surgirem os verdadeiros beneficiários e o partido descobrir que deu um tiro no pé, a comissão será enterrada rapidamente.
    Assim como ocorreu com a investigação da Polícia Federal dos cem maiores captadores. Sergio Moro mandou anular o requerimento de um delegado ao Ministério da Transparência. Segundo Moro, a apuração, “se pertinente”, deve ser feita em um inquérito à parte na Lava Jato e com “objeto definido”.
    A grana para o Rock in Rio
    Será que a midiática Operação Boca Livre topa colocar a mão neste vespeiro? Caso vá fundo nas investigações, outros casos sinistros devem surgir.
    Segundo o Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura (Salic), implantado pelo Ministério da Cultura, entre os anos de 1992 e 2011 foram aprovados na Lei Rouanet 34.521 projetos, cujos valores de captação somados totalizaram R$ 11,7 bilhões.
    É muito dinheiro! Com estes recursos, importantes iniciativas artísticas foram patrocinadas, ajudando a valorizar a cultura nacional. Elas merecem aplausos!
    Outras, porém, serviram apenas para encher os bolsos dos oportunistas e dos magnatas do setor. No início de junho, a Folha estampou no título: “Rock in Rio pede R$ 8,8 milhões via lei Rouanet para show sem público”.
    Segundo matéria de Rodolfo Viana, a empresa “Rock Word”, produtora do Rock in Rio, encaminhou ao Ministério da Cultura o pedido de isenção fiscal no valor total de R$ 8,8 milhões “para custear o Amazônia Live, um show em um palco flutuante montado no rio Negro, em Manaus, agendado para ocorrer em 27 de agosto. O evento será fechado a 200 jornalistas e formadores de opinião, diz o texto do projeto. A assessoria da produtora, contudo, ressalta em nota: o público poderá acompanhar, por telões espalhados por Manaus e pela transmissão do Multishow [pertencente ao Grupo Globo], as apresentações do tenor lírico Plácido Domingo ao lado da Orquestra Amazonas Filarmônica e do Coral do Amazonas”.
    A própria reportagem registra: “O caráter restritivo é proibido pela lei Rouanet, que veda a concessão de incentivo a eventos que estabeleçam limitações de acesso, lembra o advogado Fábio de Sá Cesnik, presidente da Comissão de Mídia e Entretenimento do Instituto dos Advogados de São Paulo e membro da Comissão de Direito às Artes da OAB-SP. ‘Mesmo com a transmissão por telões e na TV, eles não poderiam criar restrição de acesso no evento principal’, diz. ‘Se, no show, respeitassem a distribuição estipulada pela lei [em que até 20% dos acessos podem ser destinados a patrocinadores e ações de divulgação, reservando o restante ao público], não teria problema’”.
    Será que a TV Globo fará algum escarcéu contra este projeto? Quanto ela iria garfar em publicidade com a transmissão do “Amazônia Livre”?
    PS do Viomundo: Logo de manhã, em tom de festa, os locutores da CBN, a rádio da Globo, atacavam os abusos da Lei Rouanet sem, obviamente, explicar aos ouvintes que a empresa dona da emissora é uma das principais beneficiárias da isenção fiscal…
    PS2 do Viomundo: E o ministro da Justiça Alexandre Moraes tirando casquinha de uma investigação que começou na CGU sob Dilma Rousseff, CGU que o governo interino do qual ele faz parte rebaixou?

    http://www.viomundo.com.br/denuncias/altamiro-borges-beneficiarios-da-boca-livre-desmantelada-pela-pf-incluem-empresario-que-denunciava-lula-dilma-e-o-pt-por-corrup.html


    Fátima Oliveira: Com os ataques ao Bolsa Família, governo Temer quer resgatar a legião de “meninos do pão velho”

    28 de junho de 2016 às 13h33
    tem pão velho
    A minha recusa a voltar a conviver com o ‘dona, tem pão velho?’
    Fátima Oliveira, em O TEMPO
    Médica – fatimaoliveira@ig.com.br @oliveirafatima_
    As crianças, após o jantar, viam TV. Fazia uma temperatura agradável, mas para nós, nordestinos, recém-chegados a Belo Horizonte, era frio. A campainha tocou.
    Atendi.
    “Dona, tem pão velho?”
    Voz de criança. Era a primeira vez na vida que ouvia aquilo. Demorei a processar a indagação. Espantada:
    “Pra quê?”
    “Pra comer!”
    “Espera. Vou descer.”
    O porteiro falava alterado. Eram duas crianças, a maior de uns 8 anos e a menor tendo por volta de 6 anos. Vendo-me com um saco de pão, o porteiro, imbuído da maior autoridade dos pequenos poderes: “A senhora não pode dar pão pra esse povo que pede aqui na rua! Tenho ordem do síndico pra não deixar”.
    Dei o calado por resposta e entreguei o saquinho com dois pães para o menino maior, e ambos saíram correndo. Encarei o porteiro: “Comunique ao síndico, que sempre que alguém pedir comida em minha casa, se eu tiver, darei!”
    No dia seguinte, recebi uma advertência por escrito, na qual constava a resolução dos moradores, definindo a proibição de dar esmolas na portaria para não atrair gente que “colocasse o prédio em risco”.
    Era 1988. Rua Oscar Trompowski, no Gutierrez, bairro de classe média tida como alta. Morei lá mais de um ano, e nunca mais minha campainha foi tocada por gente pedindo comida. Depois que saí de lá, soube que deram um spray de pimenta para o porteiro afugentar pedintes!
    Mudei-me para a Cidade Jardim, na zona sul de BH. Prédio de apenas três andares, dois apartamentos por andar. Sem porteiro. Na rua Conde de Linhares, onde morei de março de 1989 a junho de 2014. Lá descobri a dura peregrinação cotidiana de adultos e crianças em busca de pão velho ao anoitecer.
    Minha filharada aprendeu a comer pão guardando o pedaço que não queria mais para o “menino do pão velho” – na verdade, uma legião deles, que durante anos tocavam a nossa campainha, tão presentes em nossas vidas que viraram dizeres pedagógicos contra o desperdício e até piadas.
    Um dia, ouvi Débora, pré-adolescente, dizer: “Isso, estraga Arthur! Olho maior do que a barriga. Enche bem o prato e joga no lixo! Mamãe se mata de trabalhar, e tu jogando comida fora. Quer virar ‘menino do pão velho?’”
    Eram tão onipresentes que em Minas, ao se atender a campainha e se reconhecer a voz de uma pessoa amiga, ainda se diz, rindo: “Tem pão velho, não!”
    Não sei dizer exatamente quando começou a escassear até praticamente desaparecer a legião de meninos do pão velho, mas não tenho dúvidas de que foi após o governo Lula instituir o Bolsa Família, como bem lembrava Valdete, idealizadora das Meninas de Sinhá, com quem aprendi muito.
    Valdete repetia como um mantra: “Meninos na rua agora são poucos, quase nada comparando com antes de Lula: tudo na escola! Menino do pão velho? Virou coisa do passado! Milagre de Lula com o Bolsa Família! Lá em casa, a gente está comendo pão velho à tripa forra. Pudim, doce, na torta de sardinha, bolo salgado de pão com legumes… e almôndegas com pão velho, melhor não há!” Ê, Valdete, saudade! (“‘Tá Caindo Fulô…’ – Memórias de Valdete e das Meninas de Sinhá”, 22.1.2014).
    É a legião de “meninos do pão velho” que o governo do interino quer resgatar no Brasil com ataques ao Bolsa Família, com discursos que até tenho vergonha de repetir, mesmo com aspas; e, agora, com a recusa de honrar o reajuste de apenas 9% concedido pela presidente Dilma Rousseff! Coisa de gente sem repertório humanitário.
    Indago outra vez: “Por que o Bolsa Família desperta tanto ódio de classe?” (O TEMPO, 11.6.2013). Nem preciso gastar mais meu latim, mas é ódio de classe de quem acha que o Brasil não deve ser um país cuidador de seu povo.

    http://www.viomundo.com.br/denuncias/fatima-oliveira-com-os-ataques-ao-bolsa-familia-governo-temer-quer-resgatar-a-legiao-de-meninos-do-pao-velho.html

    PQP - PQP - Nossa Senhora. CAMPANHA - "Por um corrupto mais sagaz no MS." Não essa PORRRRRTTAAAAAAAAA



    Ministro da Saúde menospreza médicos cubanos, farmacêuticos e benzedeiras; Conselho de Farmácia de SP exige retratação

    27 de junho de 2016 às 23h34
               
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    por Conceição Lemes e Marcelo Nassif
    Na última sexta-feira, 24 de junho, o ministro interino da Saúde, o engenheiro e deputado federal licenciado Ricardo Barros, fez uma visita oficial a municípios do seu Estado, o Paraná.
    Em Ponta Grossa, falou sobre o Mais Médicos. Garantiu que vai priorizar os médicos brasileiros, durante a renovação do contrato do programa:
    “Em setembro, 3.500 médicos vencem o seu prazo [no programa federal]. Muitos vão permanecer, outros não. Nós vamos fazer um grande esforço no sentido que os médicos brasileiros preencham essas vagas”.
    Em seguida, soltou esta pérola:
    “Se tiver algum ponto em que médicos brasileiros não queiram ir, teremos lá um médico cubano. É melhor ter um médico cubano do que um farmacêutico ou uma benzedeira”.
    Essa frase é uma verdadeira radiografia da incompatibilidade de Ricardo Barros com o cargo que lhe foi dado por Michel Temer.
    De cara, demonstra que ele desconhece que saúde exige abordagem multidisciplinar. E também como funciona o nosso sistema de saúde.
    Para piorar, refere-se pejorativamente aos médicos cubanos, farmacêuticos e benzedeiras,  revelando ignorância, preconceito, desrespeito e desconsideração.
    Ao incluir as benzedeiras, mostra o seu menosprezo com a nossa cultura popular. Mexe ainda com a fé alheia.
    Muitos que benzem, homens e mulheres, são portadores de uma cultura centenária, atávica, assim como os indígenas. São verdadeiras enciclopédias de plantas medicinais. Por meio da cultura oral, eles vão passando, através das gerações, os seus conhecimentos, inclusive para cientistas. Em vários lugares, são a única a opção de cuidado.
    Ricardo Ramos confunde os profissionais que trabalham numa farmácia.
    Nem todo mundo atrás dos balcões é farmacêutico, profissão que exige curso universitário com duração média de cinco anos e registro nos conselhos regionais de Farmácia.
    Não é à toa que farmacêuticos e outros profissionais de saúde estão detonando o ministro golpista.
    Os comentários no Facebook do Ministério da Saúde dão uma ideia da indignação.
    farmaceutico 5-001
    farmaceutico 2-001
    farmacêutico 3-002 Farmaceutico 4
    O Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo soltou a nota abaixo.
    Além de dar uma aula ao ministro sobre o tema, exige retração imediata. Será que conseguiremos uma resposta digna e verdadeira desse senhor?
    saude CRF nota min saude 24 06 2016-001

    quinta-feira, 23 de junho de 2016



    Após 3 anos, ‘Máfia do Câncer’ voltará a ser investigada por denúncias no HRMS

    Ex-secretária e ex-diretor serão ouvidos 
    Matérias do Midiamax foram anexadas ao processo do MPMatérias do Midiamax foram anexadas ao processo do MP
    O Operação deflagrada em 2013, pela Polícia Federal, e denominada ‘Sangue Frio’, que investigou um esquema que beneficiava clinicas privadas em detrimento de hospitais públicos, acabou colocando fim a um grupo de gestores que ficou conhecido como ‘Máfia do Câncer’, voltou a ser alvo de investigação por parte do MPE-MS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul).
    O parquet publicou em seu Diário Oficial desta quinta-feira (23), a instauração de um inquérito civil para ‘apurar eventuais irregularidades administrativas praticado, em tese, pela Administração do Hospital Regional, em relação à Saúde Pública do Estado, sobre a denominada Operação Sangue Frio’.Desta vez, o MP notificou o ex-diretor do HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul), Ronaldo Perches Queiroz, e a ex-secretária estadual de saúde, Beatriz Dobashi, para prestarem esclarecimentos sobre os fatos objetos da investigação.
    Os dois foram flagrados em conversa, à época, na qual dificultavam o recebimento de um equipamento (acelerador linear) usado no tratamento de pacientes com câncer, no HRMS, para promover a clínica do ex-diretor do Hospital de Câncer Alfredo Abrão, Adalberto Siufi, que monopolizava o tratamento de radioterapia em Mato Grosso do Sul.
    Havia uma solicitação de arquivamento do inquérito, instaurado inicialmente em 2013, mas o procurador de Justiça, Aroldo José de Lima, definiu pela convocação de Queiroz e Dobashi, e o também procurador Helton Fonseca Bernardes, pediu a quebra dos sigilos bancário e fiscal da dupla.
    Diversas matérias do Jornal Midiamax estão anexadas ao processo, com denúncias de servidores do HRMS sobre irregularidades cometidas na gestão estadual da saúde, como o fato de que Queiroz era um ‘servidor fantasma’ do hospital, onde trabalharia apenas 10 horas por semana, à época da Operação.

    http://www.midiamax.com.br/cotidiano/3-anos-mp-retoma-investigacao-chamada-mafia-cancer-305603